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sexta-feira, 23 de abril de 2010

23 Nisan Kutlu Olsun!

Turquia, 23 de Abril - Dia das Crianças e da Soberania Nacional (Ulusal Egemenlik ve Çocuk Bayramı).

domingo, 6 de setembro de 2009

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Ainda o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

No dia 30 de Agosto aconteceram várias celebrações do Dia da Vitória um pouco por todo o país. Numa das freguesias de Ancara, Çayyolu, a grande atracção foi o cantor Edip Akbayram, precedido pela actuação de um grupo de dança tradicional e pelas palavras do presidente desse município. Não faltaram o fogo de artifício e muitas bandeiras turcas. Nesse mesmo dia morreram quatro soldados turcos, alvo de um ataque do PKK. Foi feito um minuto de silêncio.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

O Dia da Vitória (Zafer Bayramı) é celebrado todos os anos no dia 30 de Agosto. É um feriado nacional que assinala a independência da Turquia em 1922 que abriu caminho à fundação da República da Turquia, em 1923, por Mustafa Kemal Atatürk.

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Dia da Vitória (Zafer Bayramı)

Celebrações no dia 29 de Agosto em Batıkent, Ancara. Estiveram presentes grupos folclóricos turcos, bandas do Exército (a réplica da primeira banda militar do mundo, otomana, e a banda da Marinha) e o cantor pop Kıraç.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Turquia celebrou o Bayram


O Ramazan Bayramı (Festa do Ramadão) ou Şeker Bayramı (Festa do Açúcar) começou no dia 30 de Setembro e terminou no dia 2 de Outubro. No entanto, muitos Turcos tiveram oportunidade de celebrar umas mini-férias de nove dias por generosidade do Governo e mesmo de empresas privadas.
O primeiro dia do Bayram, em termos de tradição cultural é o mais importante. Principalmente as crianças devem vestir roupas novas e calçar sapatos novos. Um pai de família considera uma grande vergonha não poder comprar sapatos novos para os seus filhos no Bayram. Depois do pequeno-almoço, é tradição os homens irem à mesquita para rezar, caso sejam Muçulmanos sunitas. Os Alevitas poderão deslocar-se às suas casas de oração chamadas cemevi. No regresso a casa vão cumprimentando amigos ou vizinhos que encontram pelo caminho. Depois começam as visitas, que podem incluir uma visita ao cemitério para lembrar os amigos e familiares que já "partiram". As visitas implicam beijar a mão dos mais velhos. Também os políticos devem beijar a mão do líder do partido, e o director de uma empresa deverá beijar a mão do dono da empresa para a qual trabalha. Primeiro são visitados e cumprimentados os elementos masculinos mais velhos do lado paterno da família. Só depois do lado paterno estar terminado é que se avança para o lado materno. As crianças também aguardam cumprimentos, embora tenham de beijar as mãos dos mais velhos. Depois de o fazerem são recompensadas com beijos na face e olhos, com o desejo de que Allah lhes dê muitos anos de vida e com dinheiro. As crianças também andam ocupadas a bater às portas da vizinhança a recolherem rebuçados ou mesmo dinheiro para gastarem como entenderem.
Os restantes dois dias do Bayram destinam-se às visitas dos mais velhos às casas dos mais novos. No entanto, há quem esqueça todas estas tradições e crie outra: aproveitar para passar uns dias de férias.
Por todas estas razões, os dias que antecedem o Bayram transformam-se em verdadeiras romarias de compras de presentes, roupas e doces. As fábricas de rebuçados e de chocolates fazem o negócio do ano nesta altura. Já as viagens de autocarros são gratuitas durante os três dias do Bayram.
Enquanto tudo isto acontece, os tocadores de tambor do Ramadão tocam a todas as portas na esperança de receberem uma "recompensa" por se terem levantado e tocado tambor todos os dias às 3.30 horas da madrugada para acordarem as pessoas para o sahur (a refeição antes do nascer do sol durante o Ramadão). Muitas vezes trata-se de um grande negócio porque ninguém lhes vê a cara àquelas horas e qualquer homem com um tambor pode bater às portas que quiser a pedir dinheiro. Por esse motivo, às vezes, as fotos dos tocadores de tambor da área de residência são colocadas no átrio de entrada de cada prédio para não haverem "enganos".

Também é vulgar verem-se nas ruas os coelhos que escolhem o papelinho onde está escrito o seu "destino".


Ver também: O Bayram é sempre doce...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Hoje é Kandil: "Kadir Gecesi"

Hoje celebra-se uma das cinco noites sagradas do calendário muçulmano designadas Kandil, que significa vela. Chamam-se assim porque as mesquitas apresentam-se iluminadas durante estas noites especiais em que os Muçulmanos fazem orações e cantam o Mevlit, um poema escrito para celebrar o nascimento do profeta Maomé.
Hoje celebra-se concretamente a Kadir Gecesi, que marca a primeira aparição do Corão ao profeta Maomé.
Quem caminha pelas ruas de qualquer cidade, vila, ou aldeia turca vai aperceber-se facilmente dos dias em que se celebra o Kandil, uma vez que vendedores ambulantes e pastelarias vendem as roscas do kandil (Kandil Simidi), uma rosca geralmente coberta com sementes de sésamo.

Mais sobre o Kandil aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Turquia celebrou o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)




O dia 30 de Agosto, feriado nacional na Turquia, marca o Dia da Vitória (Zafer Bayramı) sobre os Gregos em 1922, facto muito importante para a formação da República Turca em 1923.
Acrobacias aéreas e desfiles militares são os actos mais marcantes deste dia, e são presenciados ao mais alto nível pelo Exército e Governo, em Ancara, no centro cultural Atatürk (Atatürk Kültür Merkezi).

(Fotos: AFP)

sábado, 19 de janeiro de 2008

Hoje é Dia de Aşure (Aşure Günü)

Hoje celebra-se o Dia do Aşure (Aşure Günü), por ser o dia 10 do mês de Muharrem, o primeiro mês do calendário islâmico. 

A palavra aşure deriva do árabe ashura, que significa dez. O dia do aşure é materializado num doce, chamado aşure ou doce de Noé, feito à base de trigo, frutos secos e leguminosas. 

No décimo dia do Muharrem é lembrado o massacre de Hüseyin, neto de Maomé, assim como da sua família e amigos na batalha de Karbala em 680 d.C. No entanto, o filho de Hüseyin, Zaynul Abideen, sobreviveu ao massacre, o que permitiu a continuidade da família do profeta Maomé. Na Turquia, o carácter religioso do dia do aşure é lembrado pelos alevitas, que também fazem o jejum de Muharrem nos primeiros 12 dias do mês. 

Também Abraão terá escapado ao fogo em Urfa, na Turquia, no dia 10 de Muharrem, e Jacó terá encontrado o seu filho José também nesse dia. Por outro lado, esta data também assinala a libertação dos judeus do Egipto, liderada por Moisés. O povo judaico faz jejum nesse dia e faz uma festa onde é servido o doce chamado aşure. O aşure também faz parte, nomeadamente, da culinária grega e arménia. Os Arménios consomem aşure no dia de Natal, e os Gregos nos funerais. O aşure também é conhecido como doce de Noé, uma vez que este dia também é associado à chegada da Arca de Noé ao monte Ararat, no nordeste da Turquia, e ao fim do dilúvio. Conta a tradição popular que nesse dia terá havido uma grande alegria, e para celebrar o fim do dilúvio e para agradecer a Deus, todos os que faziam parte da arca prepararam uma refeição com todos os alimentos que existiam lá dentro. Como tinham cereais, frutos secos e leguminosas, fizeram uma iguaria com tudo isso, que cozinharam com açúcar. De acordo com esta tradição, o aşure representa abundância, partilha e boa sorte. 

Na Turquia, o aşure faz parte de uma tradição muito antiga e é preparado principalmente nesta altura. Quando alguém faz aşure é costume dar aos vizinhos e aos pobres, embora o crescimento das cidades faça com que hoje em dia o hábito de distribuir aşure por todos os vizinhos de uma determinada região se esteja a perder. No entanto, muitas pessoas ainda mantêm a tradição de distribuir aşure pelos vizinhos do seu prédio ou das imediações. O prato é geralmente devolvido cheio de aşure ou de outra iguaria. Nas aldeias turcas essa tradição está ainda mais enraizada, sendo costume a preparação de grandes caldeirões de aşure, que depois é distribuído. De acordo com a tradição, os habitantes de 40 casas localizadas a Este, Oeste, Norte e Sul, são considerados vizinhos. Também algumas instituições, nomeadamente câmaras municipais, preparam o aşure e convidam a população a saboreá-lo. Mais do que um alimento, o aşure significa partilha e acredita-se também que dá sorte, abundância e felicidade. Partilhar o aşure significa espalhar e aumentar tudo isso. Para além desse simbolismo, para os alevitas aşure tem também um grande significado religioso, e geralmente fazem-no com 12 ingredientes, em honra dos 12 imames em que acreditam. 

Sobre os alevitas, ler também: Começou o jejum do Muharrem para os alevitas; A situação dos alevitas na Turquia. Encontra aqui algumas receitas de aşure.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Começou o jejum do Muharrem para os Alevitas

Começou ontem o mês de Muharrem, o primeiro mês do calendário islâmico. Com o mês de Muharrem, começa também o jejum de Muharrem (Muharrem orucu), praticado pelos Alevitas (Aleviler).
Os Alevitas são um grupo religioso vasto que se estima ter entre 12 a 20 milhões de seguidores na Turquia. A cultura e religião onde se inserem é chamada de Alevismo (Alevilik), e os seus seguidores são sobretudo de etnia turca. A sua origem terá sobretudo influência xiita, tratando-se de um ramo específico do Xiismo. No entanto, existem divisões no seio dos Alevitas relativamente ao facto do Alevismo estar ou não inserido no Islão.
O jejum de Muharrem acontece nos primeiros 12 dias do mês do Muharrem, ou 20 dias após o Festival do Sacrifício (Kurban Bayramı). Os Alevitas, para além de não consumirem alimentos do nascer ao pôr-do-sol, também não bebem água e não consomem carne durante os 12 dias. Também não utilizam facas, nomeadamente, para cortar os alimentos, e os homens não fazem a barba, uma vez que Hüseyin, o filho de Ali, foi assassinado com uma faca. Em vez de água ingerem outros líquidos e evitam também qualquer tipo de conforto e prazer durante estes dias.
Este sacrifício pretende lembrar o assassínio do filho de Ali, Hüseyin, durante a Batalha de Karbala. Ali, o genro de Maomé, constitui a figura central do Alevismo.
Os Alevitas têm várias diferenças culturais, ideológicas e religiosas relativamente aos Muçulmanos sunitas, que são a maioria da população turca. Uma dessas diferenças é o facto de não observarem o jejum do Ramadão. Em contrapartida praticam o jejum do Muharrem que não é praticado pelos Muçulmanos sunitas. Tal como acontece com os Muçulmanos sunitas relativamente ao jejum do Ramadão, nem todos os Alevitas observam o jejum do Muharrem.
Apesar de terem grande expressão na população da Turquia, os Alevitas não têm, nomeadamente, apoio do Governo para a criação e manutenção das suas casa de culto (cemevi), uma vez qu não frequentam mesquitas.
Pela primeira vez, o Governo turco, à semelhança do que faz no Ramadão, decidiu sentar-se à mesa com os Alevitas para uma cerimónia do iftar. O iftar é a refeição que marca o fim do jejum no Ramadão e do jejum no Muharrem. Os Alevitas contestaram esta atitude, alegando que precisam de acções concretas e não de espectáculos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Feliz 2008!


A Turquia não fugiu à regra e recebeu o Novo Ano de forma entusiasta. A forma como os Turcos celebram a passagem do Ano não difere muito da dos Portugueses, por exemplo. No entanto, podemos dizer que é um misto entre o Natal e o Carnaval, para além da sua própria especificidade.

Montra de loja no centro de Ancara.
aqui referi a forma como as decorações de algumas lojas e centros comerciais fazem lembrar as natalícias, e também o facto de alguns Turcos fazerem árvore e arranjos "de Natal" nas suas casas.

Venda de azevinho e pinheiros no centro de Ancara.

O traje de Pai Natal, particularmente o seu barrete, também ocupa lugar de destaque durante as celebrações de Ano Novo na Turquia. Para além dos barretes de Pai Natal, muitas pessoas colocam chapéus cónicos de festa nas cabeças e as tradicionais fitas que costumam decorar as árvores de Natal ao pescoço. Ouve-se nas ruas e locais de festa um barulho muitas vezes ensurdecedor de apitos e de outros equipamentos sonoros que fazem lembrar o Carnaval, nomeadamente "bombinhas" e pequenos foguetes. Não faltam também os disparos para o ar e o fogo de artifício.

Venda de adereços para a celebração do Ano Novo - Ancara.


Pacotes de roupa interior vermelha à venda no centro de Ancara.

As tradições mais populares por terras da Anatólia no que diz respeito a receber o Novo Ano são: bater em tachos, bater testos, atirar romãs pela janela, usar roupa interior vermelha, entre outras... É também tradição comprar bilhetes de lotaria de Ano Novo e verificar os resultados um pouco antes da meia-noite.


Em termos gastronómicos, o perú também é presença comum nas mesas, entre outras iguarias, tudo bem acompanhado com raki e outras bebidas alcoólicas. No entanto, o champanhe não parece reunir muitos adeptos, assim como os brindes e o comer das doze passas à meia-noite. Nessa altura as pessoas distribuem beijos, abraços e desejos mútuos de Bom Ano, quer se encontrem em casa, num restaurante, bar, discoteca ou nas praças das principais cidades.


Ver também: O Natal e o Ano Novo na Turquia
Destaques da Ceia de Ano Novo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O Natal e o Ano Novo na Turquia

O Natal na Turquia
Pai Natal na montra de uma loja em Ancara

A Turquia, como país muçulmano que é, não celebra o Natal. No entanto, muitos dos símbolos do Natal, como o Pai Natal, a árvore de Natal e as iluminações típicas do Natal já enfeitam as montras de algumas lojas e estão espalhados pelo interior e exterior dos centros comerciais.

O Natal na Turquia
Árvore de Natal na entrada de um centro comercial de Ancara

Estas decorações marcam a chegada, não do Natal, mas sim do Ano Novo. Também se encontram à venda todos os enfeites típicos do Natal, e alguns Turcos muçulmanos fazem a árvore de Natal nas suas casas para receberem o Ano Novo. Também é tradição a troca de presentes no Ano Novo.

Meias de Natal
Meias de Natal com motivos dos tapetes turcos

O Natal na Turquia
Enfeites de Natal no interior de um centro comercial de Ancara

Vive na Turquia uma minoria cristã com relativa expressão que celebra o Natal e cumpre as suas tradições, composta na sua maioria por cristãos ortodoxos que celebram o Natal no dia 7 de Janeiro.
Algumas igrejas estão encerradas ao culto e funcionam como museu. No entanto, existem diversas igrejas onde os cristãos podem praticar o seu culto e cumprir o seu calendário litúrgico, nomeadamente o Natal. Istambul tem várias igrejas abertas ao culto, enquanto que em Ancara praticamente só existem as que funcionam nos jardins de algumas embaixadas. Este ano o Ministério da Cultura decidiu abrir também ao culto a igreja de São Nicolau, em Demre, na província de Antália.

O Natal na Turquia
Pais Natal vendem lotaria do Ano Novo no interior de um centro comercial de Ancara

A Turquia tem mais a ver com o Natal do que aquilo que geralmente se pensa, e até do que aquilo que os próprios Turcos pensam. O São Nicolau, que inspirou a figura do Pai Natal, nasceu e viveu no século IV na Turquia, mais precisamente em Demre, na costa do Mar Mediterrâneo. Também a primeira celebração do Natal teve lugar na Turquia.

O Natal na Turquia
Montra de loja num centro comercial de Ancara

No entanto, actualmente, quer o dia 25 de Dezembro para os católicos, quer o dia 7 de Janeiro para os ortodoxos, passa praticamente despercebido na Turquia, sendo ambos dias normais de trabalho.
Em termos de gastronomia turca para o Natal, não há obviamente nada a destacar. Nos dia 24 e 25 de Dezembro e nos dias 6 e 7 de Janeiro, vários pratos típicos da quadra e de diversas regiões do mundo, vão encher as mesas de várias casas espalhadas pela Turquia.

Ver também: O Pai Natal nasceu e viveu na Turquia e mais fotos sobre este tema.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O Festival do Sacrifício (Kurban Bayramı)


Começa amanhã o Festival do Sacrifício (Kurban Bayramı), celebrado nos países muçulmanos dois meses e 10 dias depois do Festival do Ramadão ou Festival dos Açúcar (Ramazan Bayramı / Şeker Bayramı).
Esta celebração dura quatro dias, e este ano começa amanhã, dia 20, e prolonga-se até ao dia 23. Durante esse período, principalmente no primeiro dia, é morto um sem número de cordeiros, mas também vitelas, vacas, carneiros e até camelos, em louvor a Deus e para alimentar os pobres. Actualmente esta prática costuma decorrer em estabelecimentos próprios para o efeito, até porque deixou de ser legal abater os animais à porta de casa ou na via pública. No entanto, nas aldeias e pequenas vilas, quase todas as pessoas abatem os animais à porta de casa.
Esta tradição tem origem na história bíblica do sacrifício do filho de Abraão. Consta no Pentateuco que, certo dia Abraão teve um sonho que lhe revelou que tinha de sacrificar a Deus o seu filho Isaac. Abraão decidiu obedecer, mas tratava-se apenas de um teste à sua fé. No último momento, quando este se preparava para matar o filho, um anjo pediu-lhe para parar e deu-lhe um cordeiro para este sacrificar a Deus.
Os muçulmanos mantêm a tradição de Abraão no sentido literal, abandonada pelos judeus e pelos cristãos. Dão grande importância à história do sacrifício do filho de Abraão, em redor da qual giram as festividades do Kurban Bayramı. Mas existe uma diferença interessante na versão islâmica: para os muçulmanos, o filho de Abraão a ser sacrificado é Ismael e não Isaac, porque Ismael é considerado o pai dos muçulmanos, ao passo que Isaac é considerado pai dos judeus. Contudo, o Corão nunca menciona nenhum dos dois nomes, o que torna esse facto não totalmente consensual.

No ritual do Kurban Bayramı, todos os muçulmanos adultos com alguma riqueza devem sacrificar um animal. Muitas vezes, várias famílias juntam-se e compram um mesmo animal. O animal pode ser comprado várias semanas antes e ser alimentado no quintal ou jardim até ao dia do sacrifício. Um terço da carne deverá ser para consumo próprio, e a restante deverá ser distribuída pelos vizinhos e familiares e, principalmente, pelos pobres. Com a carne resultante do sacrifício, a família reune-se à volta da mesa e o espírito é semelhante ao do Natal, por exemplo. Eventualmente podem também ser convidados vizinhos e amigos. Para muitas famílias que vivem em dificuldades, esta é a única altura do ano em que têm abundância de carne à mesa. Contudo, esta tradição tem decrescido na Turquia nos últimos anos, por razões ideológicas ou por preocupações com os direitos dos animais. Os media turcos têm criticado as “cenas sangrentas” nas grandes cidades, olhadas como um embaraço para a Turquia moderna. Para os Turcos mais “refinados”, os ritos do Kurban Bayramı são retrógrados e repulsivos. Outros Turcos mais conservadores criticam a perda do sentido religioso do Kurban Bayramı. Durante estas mini-férias, muitos Turcos viajam para fora do país ou para as estâncias mais turísticas dentro do próprio país.
O outro bayram também é um pouco controverso. Enquanto que os Turcos conservadores preferem chamá-lo de Festival do Ramadão, os Turcos seculares preferem denominá-lo de Festival do Açúcar. Há quem veja nesta controvérsia uma dicotomia entre o mundo urbano e o mundo rural. Na Turquia dos alvores da República, a religião preservava-se principalmente no campo, e existia um oásis de vida moderna nas cidades praticada por uma élite. Nos anos 50, e principalmente a partir dos anos 80, deu-se uma migração maciça das aldeias e pequenas vilas para as metrópoles. Os que vieram das aldeias e que costumavam celebrar o Kurban Bayramı e sacrificar os animais à porta de casa e nos campos contíguos, fazem-no agora perto das auto-estradas e nas ruas.
Também não é consensual entre vários teólogos a realização deste sacrifício anual, que se realiza ao mesmo tempo da peregrinação anual a Meca, até porque, ao contrário desta última, não aparece clarificado no Corão.
Sacrifícios à parte, esta celebração tem uma vertente muito social e, claro está, gastronómica. Neste aspecto tudo é muito semelhante ao que se passa no Festival do Ramadão ou dos Doces.
É a altura em que muitos Turcos visitam a família, começando pelos familiares mais velhos e prosseguindo depois com as visitas aos vizinhos e amigos. O importante é que os mais velhos sejam visitados primeiro pelos mais novos.
É praticamente uma regra oferecer aos “convidados” e às crianças que batem às portas, rebuçados e chocolates. Os doces, como o lokum e a baklava, são reis nas mesas nestes dias, assim como os börek, os rolinhos de folhas de videira (sarma), entre outros, que se oferecem às visitas que vão aparecendo. Em resultado da abundância de carne nestes dias, são também confeccionados pratos de carne típicos da culinária turca.
A frase mais ouvida nestes dias é iyi bayramlar, ou seja, boas festas!

Ver também:

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Hoje é o Cumhürriyet Bayramı (Dia da República)


Hoje, a República da Turquia celebra 84 anos. Este facto é assinalado com vários eventos em todo o país e com muitas bandeiras turcas.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Celebrações do Bayram

No último dia do Ramazan Bayramı (Festival do Ramadão), realizou-se no centro comercial Cepa, em Ancara, um pequeno espectáculo de marionetas seguido da exibição de um cuspidor de fogo.

Celebrações do Bayram

Celebrações do Bayram
No mesmo recinto podia assistir-se a uma tradição muito curiosa e comum na Turquia, especialmente durante as festas e nos recintos das feiras populares. Trata-se de um negócio que envolve um coelho e um papel onde alegadamente está escrito algo sobre o destino de quem paga o serviço. É o coelho que tem a função de "escolher o destino".

Celebrações do Bayram

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

İyi Bayramlar! (Boas Festas!)


Começa hoje o Festival do Ramadão (Ramazan Bayramı) ou o Festival do Açúcar (Şeker Bayramı), como também é conhecido. As festas prolongam-se até Domingo e marcam o fim do Ramadão.
İyi bayramlar (boas festas) é a frase mais ouvida durante estes dias.
É tradição comprar rebuçados e bombons para oferecer às visitas e às crianças que batem à porta.
Mais pormenores sobre esta tradição aqui.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Ramadão começou hoje

Mesquita de Kocatepe, Ancara


De acordo com o calendário lunar, este ano o mês sagrado do Ramadão (Ramazan) começa hoje e prolonga-se durante 29 dias, até ao dia 11 de Outubro.

Sobre este tema, pode ler os seguintes artigos:

* O Ramadão e a culinária turca

* O Ramadão