sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Quando Olga Roriz foi atrás de uma mulher turca e descobriu a própria vida

 
 
Antecipando um ano de 2015 em que comemorará com uma retrospectiva os aniversários da sua companhia e da sua carreira na dança, Olga Roriz volta a apresentar o solo Os Olhos de Gulay Cabbar na Culturgest, em Lisboa.
 
Foi numa viagem de táxi, algures no final dos anos 90, que Olga Roriz foi assaltada pela ideia de uma nova criação que se viria a chamar Os Olhos de Gulay Cabbar. Após folhear uma revista e ficar hipnotizada durante alguns minutos pela “imagem fantástica de uma mulher, dentro de um carro enlameado, com o pescoço estirado para trás”, virou finalmente a página.
 
No verso daquela fotografia pungente, que retratava o drama de uma mulher lutando pela sobrevivência durante as cheias que vergastaram a Turquia em 1998, a coreógrafa e bailarina haveria de descobrir um totalmente desconexo artigo sobre eczemas. O abanão que então sofreu, diante de um alinhamento noticioso que parecia nivelar acriticamente dois assuntos de grandeza diferente, fê-la decidir-se a explorar o universo mediático. “Pensei fazer uma peça sobre isso. Mas toda a exigência de construir um solo através da viagem desta mulher comeu completamente essa ideia.”
 
Os Olhos de Gulay Cabbar, tomando o nome da cidadã turca que conseguiu salvar-se das torrenciais águas lamacentas do rio Dereagzi, acabaria por fundir este mote com a própria biografia de Olga Roriz. Por isso mesmo, a revisitação de 12 a 14 de Dezembro, na Culturgest (Lisboa), do solo estreado em 2000 no Citemor, acabaria por ser a escolha da coreógrafa para antecipar o arranque das comemorações dos 20 anos da sua companhia e dos 40 da sua carreira na dança que, em 2015, vão povoar vários palcos nacionais com uma retrospectiva que irá de Propriedade Privada (1996) a Terra (2014).
 
“É o solo que anda mais perto do meu próprio corpo, sou eu mais nua, num sentido lato. Na altura, por via daquela personagem e daquela situação, fui encontrar uma série de coisas muito minhas, muito autobiográficas, e estou ali instalada nas minhas facetas mais ternas, mais agressivas, mais dramáticas, mais sensuais.” Talvez porque, apesar do peso dramatúrgico que é uma constante nas criações de Olga Roriz, em Os Olhos de Gulay Cabbar formam-se dois discursos paralelos: o movimento, coreografado com absoluto rigor, e o texto, escrito e dito pela própria na versão original.
 
Aquilo que agora muda, passados 14 anos, é sobretudo a perspectiva de Olga Roriz. Impedida, em virtude de problemas físicos do momento, de voltar a habitar em palco a personagem que compôs para Gulay Cabbar, a coreógrafa legou em Marta Lobato Faria o desafio de encarnar esta mulher “roubada” à realidade. O casting, no entanto, não foi tarefa fácil e Roriz admite que só nesta bailarina encontrou o conjunto de características que entende serem essenciais para a peça: “o lado masculino / feminino, a força física e muscular, a delicadeza, o estado zen, o gostar e degustar os movimentos lentos, a parte muito sensual, o lado dramático”, descreve.
 
A lentidão dos movimentos é, de facto, uma das chaves da coreografia, como que evocando paradoxalmente o momento de pânico vivido por Cabbar, enquanto o seu carro hesitava em abandonar-se à correnteza. Mas até para a criadora essa vagareza é surpreendente.
 
“É curioso, não tinha a noção de que era assim”, diz reflectindo sobre o processo em que se observou nas gravações em vídeo e dirigiu a nova vida do solo no corpo de Lobato Faria. “Tive uma sensação estranhíssima, como não reconhecesse o solo, porque lá dentro não é nada lento, é muitíssimo esquizofrénico, apesar de não haver uma viagem especial.”
 
A bailarina está sempre no centro, descida de uma corda umbilical que a amarra e da qual se consegue libertar, como início de um percurso – a tal viagem que Olga Roriz reconhece ter um carácter cíclico e catártico. Em Os Olhos de Gulay Cabbar, há uma aproximação à morte, ao fim, a um desvanecimento que acaba por se transformar progressivamente na sugestão de um recomeço, simultâneo no texto e no corpo da bailarina.
 
“Se a arte da dança é esta coisa muito abstracta e sai por golfadas, por sentimentos um pouco mais à flor da pele”, compara, é o concreto do texto que a transporta novamente para um “nozinho na garganta” e que lhe devolve “a tristeza daquele período conflituoso”. “Tudo isto foi acompanhado pela minha privada, que neste espectáculo teve muita influência. Foi sempre assim – da porcaria faço, por vezes, objectos que me fazem sentir que valeu a pena.”
 
Agora, que estará de fora e não no centro do palco, Olga Roriz diz ter-se libertado também de “uma certa timidez” que antes a cobria de vergonha, quando, por exemplo, se virava para o público dizendo “vocês são-me completamente indiferentes” – sem se saber se era uma fala de rancor ou de desespero. Agora, já será a personagem a dizê-lo, e não ela. Também Olga Roriz, de alguma maneira, se terá libertado.
 
(Fonte: Público)    

sábado, 6 de dezembro de 2014

Corticeira Amorim na Bienal de Design de Istambul

 
A cortiça é, mais uma vez, o elemento central de um grande evento internacional de design e de arquitectura, sendo desta vez apresentada no âmbito da Bienal de Design de Istambul.
Organizada pela Fundação para a Arte e Cultura de Istambul (iKSV), a segunda edição da Bienal abriu as portas ao público no dia 1 de Novembro e, durante seis semanas, assume-se como uma plataforma privilegiada para repensar o papel do design na sociedade actual e o seu potencial enquanto agente activo de mudança.
"The future is not what it used to be" é o mote da Bienal de Design que, sob a curadoria da britânica Zöe Ryan, tem patentes no espaço principal do evento - a Greek Primary School - 53 trabalhos de criativos de mais de 20 países, de todos os continentes, dispostos nos cinco andares do edifício, uma área de aproximadamente 2300 m2.
Em comum, os projectos têm uma perspetiva muito pragmática da realidade contemporânea, dos desafios que se colocam e uma área de exposição que é amplamente dinamizada pela presença de cortiça, um material que se desdobra nos diferentes espaços em inúmeros objetos, assumindo particular destaque nos candeeiros e no mobiliário da Bienal.
Deniz Ova, Directora da Bienal, destaca a relevância da selecção do material: "Esta é a primeira vez que a cortiça é apresentada na Turquia como material de design e estamos muito satisfeitos com os resultados. A parceria com a portuguesa Corticeira Amorim possibilitou a criação de uma exposição única em torno de uma inovadora solução de design. A atmosfera quente e acolhedora criada pela cortiça é vivenciada por todos os visitantes, transmitindo-lhes imediatamente uma sensação de conforto."
Um testemunho corroborado por Gregers Tang Thomsen, responsável do estúdio de arquitectura Superpool, que enaltece as propriedades sensoriais do material: "Como material que imediatamente transmite a sensação de calor e de personalidade e, em simultâneo, tecnologicamente avançado, a cortiça enquadra-se perfeitamente no tema da Bienal - The future is not what it used to be", acrescentando que "A parceria com a Corticeira Amorim deu-nos a oportunidade de criar um conjunto de soluções de design com cortiça, que de outra forma não seriam exequíveis."
Aquando do convite para apoiar a Bienal de Design de Istambul, a Corticeira Amorim acedeu imediatamente, tornando-se o patrocinador exclusivo de cortiça para o evento, que se materializou na cedência de diversos tipos de material, com destaque para o aglomerado de cortiça expandida, tipicamente associado aos Pavilhões de Portugal, e para os aglomerados de cortiça semelhantes aos utilizados, com enorme sucesso, no Serpentine Gallery Pavilion, em Londres.
Segundo Carlos de Jesus, Director de Comunicação e Marketing da Corticeira Amorim, "A Bienal de Design de Istambul, organizada pela Fundação para a Arte e Cultura de Istambul (iKSV), é a mais importante iniciativa de design e arquitectura a decorrer na Turquia, como comprova o co-patrocínio de conceituadas entidades como a Vitra e a Vestel. É um privilégio ter a presença da cortiça num evento que não só gera grande visibilidade internacional, como também é apoiado por grandes nomes da economia turca, um mercado emergente e relevante para as exportações nacionais."
 
(Fonte: Amorim)

sábado, 8 de novembro de 2014

Mariza em Ancara


Mariza actuou em Ancara pela primeira vez. Foi no dia 6 de Novembro, às 20.00 horas, na sala de concertos MEB Şura.
A sala esgotou e o público cantou e aplaudiu várias vezes de pé a "diva do fado". Mariza dirigiu-se em português aos portugueses presentes, e falou em inglês com a audiência maioritariamente turca, mas com outras nacionalidades também presentes.
O ponto mais alto foi quando cantou "gente da minha terra", ao mesmo tempo que cumprimentava com aperto de mão várias pessoas da audiência.
Seguiu para Istambul onde já actuou diversas vezes.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Livraria do Desassossego" em Ancara



Nos dias 25 e 26 de Outubro decorreu numa pequena livraria no centro de Ancara a iniciativa "Livraria do Desassossego".
O "Livro do Desassossego", traduzido para turco por Saadet Özen, ocupou todas as prateleiras da livraria "Nuhun Gemisi", que foi demasiado pequena para acolher os visitantes turcos e portugueses. A tradutora do livro para turco também esteve presente e falou sobre a obra e o desafio da sua tradução.
Obras de Pessoa em português, frases de Pessoa em turco e português e muita conversa em torno de Pessoa foram acompanhadas com vinho português.
 






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Orhan Pamuk recebeu prémio em Lisboa


Na sua primeira visita oficial a Portugal, para receber um prémio que reconhece o seu contributo para o património cultural europeu, o Nobel da Literatura deixou um recado: “A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”
 
O escritor turco Orhan Pamuk defendeu esta sexta-feira em Lisboa que “a Europa precisa de ter uma discussão séria sobre os seus valores fundamentais”.
O Nobel da Literatura de 2006, autor de uma obra literária sobre a procura de uma identidade turca, dividida entre o Ocidente e o Oriente, entre modernidade europeia e tradição muçulmana, recebeu esta noite o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural na Fundação Calouste Gulbenkian, com um discurso em que prestou tributo à tradição cultural europeia, mas que terminou com uma nota crítica.
“A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”, disse o escritor, na sua primeira visita oficial a Portugal. “E temos de ter uma discussão séria sobre esses valores fundamentais.”
Pareceu claro que era um recado para a Europa – não por acaso, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, estava presente na primeira fila – embora Pamuk não tenha especificado o que queria dizer com isso, talvez para não correr o risco de soar pouco diplomático. Mas o que Pamuk quis dizer terá talvez a ver com o que respondeu numa entrevista em Dezembro do ano passado, quando um jornalista colombiano lhe perguntou se se sentia europeu. “Não sei. Não penso nesses termos. Em primeiro lugar, sinto-me turco. E um turco tanto se sente europeu como não europeu. Acredito numa Europa que não se baseia no cristianismo, mas no Renascimento, na modernidade, na ‘liberdade, igualdade, fraternidade’. Essa é a minha Europa. Acredito nessas coisas e quero fazer parte delas. Mas se a Europa é a civilização cristã, lamento: nós, turcos, não queremos entrar.”
No debate sobre a hipotética entrada da Turquia na União Europeia, Pamuk – um turco cosmopolita e laico que se autodefine como um “muçulmano, mas apenas no sentido cultural” – emergiu como um intérprete do diálogo entre civilizações. Daniel Cohn-Bendit disse que foi Pamuk quem o ajudou a “perceber a importância de a Turquia aderir à União Europeia”. Até mesmo o ex-Presidente americano George Bush se referiu à obra do escritor como “uma ponte entre culturas”, notando que ela mostra como “pessoas noutros continentes e civilizações” são “exactamente como nós”.

Em defesa das pessoas normais
Atribuído pela primeira vez no ano passado ao escritor italiano Claudio Magris, cuja obra é notória pela sua deambulação cultural (como a de Pamuk), o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, no valor de dez mil euros, é uma iniciativa da organização europeia de defesa do património Europa Nostra em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa, com o objectivo de distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, tenha contribuído para a divulgação, defesa e promoção do património cultural e dos ideais europeus.
O presidente do Centro Nacional de Cultura e membro do júri, Guilherme de Oliveira Martins, notou que a atribuição do prémio a Pamuk teve em conta “o cidadão apaixonado pela defesa do património cultural, mais do que o grande romancista”, embora o seu discurso tenha sido dominado por referências e citações constantes do último romance do escritor, O Museu da Inocência (ed. Presença), publicado em 2008.
Pamuk confessou-se “lisonjeado e honrado” pela atribuição do prémio, que lhe foi entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Falando em inglês, o escritor lembrou como concebeu um romance e um museu ao mesmo tempo, referindo-se a O Museu da Inocência, ficção sobre um homem que colecciona todos os objectos tocados pela mulher que amou e que perdeu e ao edifício com o mesmo nome que abriu em Istambul, a cidade onde nasceu e onde vive, com objectos que foi juntando para o processo de escrita do livro e que é hoje, também, um museu sobre a vida quotidiana da classe média turca na segunda metade do século XX.
“Os verdadeiros romances centram-se em pessoas normais, no seu dia-a-dia”, disse. Com a entrada na modernidade, a literatura deixou de se interessar pelos reis e poderosos para se ocupar da história de pessoas simples, como se fossem reis – Joyce fê-lo em Ulisses, notou. Pamuk defendeu que os museus deviam fazer o mesmo. “Deixem de prestar atenção à nação e aos reis e dediquem-se aos pequenos detalhes das nossas vidas quotidianas. É por isso que defendo que precisamos de pequenos museus”, disse.
Nesta segunda edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, foi também atribuído um prémio especial de carreira ao historiador de arte José-Augusto França por ter “fomentado a tomada de consciência e o sentimento de orgulho relativamente à arte portuguesa, relacionando-a com a cultura europeia e mundial”. O júri distinguiu ainda o jornalista holandês Pieter Steinz com uma menção especial pela criação de uma enciclopédia de ícones culturais europeus.
 
(Fonte: Público)

Şeyla Benhabib e Orhan Pamuk discutem a liberdade em Lisboa

O 3.º encontro Presente no Futuro, que decorre esta sexta-feira e sábado na Fundação Francisco Manuel dos Santos, trouxe a Lisboa o filósofo francês Gilles Lipovetsky, Michael Ignatieff, professor e escritor canadiano, o neozelandês Jeremy Waldron, professor universitário na Faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque, a turca Seyla Benhabib, professora de Ciência Política e Filosofia na Universidade de Yale, e o brasileiro Roberto Mangabeira Unger, teórico social e professor na Universidade de Harvard, que foi ministro de Assuntos Estratégicos do governo de Lula da Silva, entre 2007 e 2009.

Sábado, a partir das 10h30, o debate decorre em simultâneo nas três salas. Às 15h, o Nobel da literatura Orhan Pamuk fala sobre as "linhas com que se escreve a liberdade".

Entre os oradores portugueses contam-se os filósofos Eduardo Lourenço e José Gil, o teólogo Frei Bento Domingues, a cientista Maria Mota, e as escritoras Dulce Maria Cardoso e Luísa Costa Gomes, entre muitos outros.

(Fonte: Expresso)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Portugal representado em Istambul na reunião do Projecto "Discovering the Archaeologists of Europe 2014"

A direcção da Associação Profissional de Arqueólogos (APA) esteve representada pela arqueóloga Cidália Duarte na reunião do Projecto "Discovering the Archaeologists of Europe 2014" realizada em Istambul. O relatório português está pronto e será publicamente divulgado no dia 3 de Outubro. O relatório europeu, de síntese de dos resultados obtidos ao nível dos 21 países que integram o projecto, está a ser elaborado.

domingo, 21 de setembro de 2014

Sofia Beça no 8.º Simpósio de Terracota em Eskişehir


















Sofia Beça participou na 8.ª edição do Simpósio de Terracota em Eskişehir, que se realizou de 5 a 20 de Setembro. Este ano o simpósio teve como tema os 301 mineiros que perderam a vida em Soma em Maio deste ano.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Turquia venceu o I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática


A Turquia foi a vencedora do I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática que se realizou na Graciosa entre os dias 3 e 7 de Setembro. 

O Centro Cultural encheu para o ajuizamento público e entrega dos prémios do Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática, que trouxe à ilha Graciosa cerca de 60 pesssoas. 

Um júri internacional, composto por fotógrafos campeões mundiais  e dois dos fotógrafos subaquáticos mais conhecidos do Mundo, representaram no júri Portugal, Alemanha, Suíça, Turquia e Coreia. 

Escolhidas as dez melhores fotografias, na categoria de peixes venceu Michele Davino da Itália, em macro o vencedor foi Kerim Sabuncuoğlu, da Turquia, macro com tema Cenk Ceylanoğlu, da Turquia, em grande ângular Marc Larrea da Espanha e grande ângular, com Mergulhador, a melhor foto foi Yeray Dorta de Espanha. 

Somados os pontos dados a cada fotografo, pelas 10 melhores fotos eleitas em cada categoria, os grandes vencedores do I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática foram, medalha de bronze para Stefano Gradi da Itália, medalha de prata para Michelle Davino, também de Itália e Medalha de ouro para Cenk Ceylanoğlu da Turquia

O fotógrafo turco estava muito satisfeito pelo título alcançado, num campeonato muito bem organizado, mas em que o mar esteve duro e por isso os mergulhos para fotografar foram exigentes. A organização tudo resolveu para que tudo corresse bem e por isso deixou o seu agradecimento. 

O campeão europeu destacou a grande qualidade de todas as fotos que estiveram a concurso e mostrou-se encantado com a beleza da nossa ilha, no meio do atlântico, deixando a certeza de cá voltar. 

Cenk não é fotógrafo profissional, faz isto como hobbie e diz que o título é fruto de um bom trabalho de equipa, com orientação do seu capitão. As fotos premiadas serão disponibilizadas online, mas Cenk espera que venham a ser publicadas. 

Pedro Costa da Agraprome fez um balanço muito positivo do campeonato, com o evento a correr como previsto, pois todos os percalços foram ultrapassados, conseguindo que tudo corresse bem. A satisfação dos participantes era um dos objectivos da Agraprome, que foi amplamente cumprido, bem como a projecção que a ilha obteve a nível nacional e internacional. 

(Fonte: Jornal da Ilha Graciosa)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Turquia no primeiro Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática

O primeiro Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática CMAS vai realizar-se de 3 a 8 de Setembro, na ilha Graciosa, nos Açores e vai contar com a participação da Turquia.

A competição propriamente dita terá lugar nos dias 5 e 6, mas a Cerimónia de Entrega de Prémios será realizada no final do dia 7 de Setembro, no centro cultural da ilha depois da avaliação das fotografias por parte dos cinco elementos do júri: Lasse Gustavson (Suécia), Armando Ribeiro (Portugal), Byungdoo Lee (Coreia do Sul), Franco Banfi (Itália) e Orhan Aytur (Turquia).

Este primeiro Campeonato Europeu é disputado por 30 Atletas, dos quais 15 fotógrafos e 15 modelos, distribuídos por 9 países: Alemanha, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, Turquia e Portugal, o país organizador. Na competição vão ser utilizadas 9 embarcações para apoio a atletas e organização. Estão previstas 9 horas de mergulho, das quais 3 de preparação e 6 de prova, e cada mergulho tem a duração de 1 hora e 30 minutos, num total de 180 mergulhos previstos. Em cada um vai ser disponibilizada uma garrafa, de 12 litros de ar comprimido a 200 bar, por atleta, o que totaliza: 2.160 litros de ar comprimido utilizados no total dos mergulhos oficiais.

A Conféderation Mondiale des Activités Subaquatiques (CMAS) delegou na Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas (FPAS) a organização deste Campeonato Europeu que conta também, entre outras entidades locais, com a colaboração da AGRAPROME, importante parceiro na realização deste evento, que têm procurado proporcionar as condições técnicas e logísticas necessárias para uma competição deste tipo. 

 A prova é composta por 5 temas: peixes, grande angular, grande angular com mergulhador, macro, macro com tema (filo cnidária). A classificação é atribuída por categorias e classificação geral pela soma das 5 categorias. O local escolhido para este campeonato foi a ilha da Graciosa, pela sua beleza inigualável, pelas suas águas cristalinas, assim como pela experiência acumulada na realização de dois campeonatos nacionais, um campeonato regional e três open internacionais. 

Este evento desportivo internacional tem por principal objectivo aliar a prática desportiva ao desenvolvimento da economia e do turismo nacional, tendo em conta o número de instituições envolvidas directa ou indirectamente na organização, de participantes de diferentes nacionalidades e do público assistente. 

(Fonte: FPAS)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Kuul Portugal": Um projecto bem português concebido por uma turca


"Kuul Portugal" é uma criação de Sabahat Özgüler Vorontsova, - uma turca que vive há vários anos em Portugal, mais concretamente em Viana do Castelo, - com a colaboração e aconselhamento artístico da designer Ana Rita Pires. Conta ainda com a colaboraçao de artesãs, como Juliana Pinto Carvalho e Maria Jesus Baptista. "Juntos, pretendemos reciclar, reutilizar e reinventar os símbolos da portugalidade, deslocando o imaginário para novos espaços da nossa memória colectiva fazendo com que estas pequenas grandes obras despertem diferentes emoções em cada consumidor."
 
As sardinhas, galos, santos populares, entre muitas outras peças todas elas feitas com tecido e papel, estão à venda em lojas do Porto e Viana do Castelo e em feiras de artesanato, como foi o caso da Feira de Artesanato da Romaria da Senhora da Agonia deste ano.
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa" do artista turco Devrim Erbil no Palácio Nacional da Ajuda

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa"
1 de Julho a 31 de Julho

 
 
Devrim Erbil realizou mais de trezentas exposições individuais na Turquia e os seus trabalhos estão representados em vários museus turcos e em colecções de museus internacionais. Representou a Turquia na Bienal de Veneza, na Bienal de São Paulo entre outras.
A exposição é organizada pela Embaixada da República da Turquia e pelo Palácio Nacional da Ajuda.
 
“Istambul é a costa leste, enquanto Lisboa é a costa oeste da Europa.
Ambas as cidades têm muitas características comums em termos de estruturas históricas, culturais e urbanas.
Elas são, em muitos aspectos, como gémeas.
Enquanto Istambul é banhada pelas cores da luz de leste, Lisboa, conhecida pela sua luz, abre-se ainda mais para Ocidente e torna-se o transportador de uma palete de cores iluminadas.
O nome da minha exposição Almas Gémeas: Istambul e Lisboa é inspirado por essa afinidade.
O vermelho da bandeira verde e vermelha Portuguesa é o tom comum das bandeiras dos dois países.
Existe uma regra de ouro na harmonia das cores: as cores contrastantes também se complementam.
Tentei retratar Istambul e Lisboa através do prisma da polaridade verde e vermelha como no dilema preto e branco...
Assim o amor e a paz entre os dois países podem ter uma raiz mais profunda e assim a arte pode contribuir para a paz”.
 
Devrim Erbil
 
(Fonte: Palácio Nacional da Ajuda)

domingo, 20 de julho de 2014

Sons da Anatólia e do Bósforo em Porto Covo

 
Como era esperado, os dois primeiros dias de Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, ficarão na memória pela magnífica sessão de encontro entre a cultura persa e a anatoliana, vinda de Kayhan Kalhor e Erdal Erzincan. Dois instrumentos de cordas em diálogo, capazes de calar uma larga parte do largo principal.
 
Há toda uma vida dentro do kamancheh de cada vez que Kayhan Kalhor o toca. Inscrito numa milenar tradição da cultura persa, Kalhor pertence a uma linhagem de músicos para quem a execução do instrumento demora toda uma vida a aprimorar e cujo processo de aprendizagem nunca se esgota, preferencialmente através de um contacto diário com o seu mestre. Por isso, quando ouvimos este aparentado do violino, de aparência frágil e apoiado no chão, na vertical, com o músico ajoelhado como que humildemente prostrado perante a sua grandeza, há toda uma vida a soltar-se das suas cordas, num emaranhado de notas que mesmo no lotado Largo Marquês de Pombal (Porto Covo), em fim-de-semana de arranque do FMM Sines com concertos gratuitos (rodeados de restaurantes, geladarias e roulottes de farturas e cerveja), há largas centenas de pessoas num respeitoso e profundo silêncio que é, antes de mais, um respeito por si mesmas.
 
Erzincan não é mera figura decorativa, note-se. É ele que no baglama (parente do alaúde) vai servindo de contraponto e disputando num equilíbrio sublime o primado melódico a cada momento, numa virtuosa troca de melodias em que, às tantas, é quase impossível separar os dois instrumentos, como se bailassem fundidos um no outro. Tudo isto resulta, seguindo a mesma lógica da vida inteira dedicada ao kamancheh, numa busca de beleza que leva todo o concerto a desenvolver. Do início contemplativo em que Kalhor e Erzincan parecem acabados de ser apresentados, abordando a música com alguma cerimónia, os dois passam progressivamente para uma contagiante sucessão de melodias entrelaçadas a partir de uma execução técnica soberba, como que puxando o público cada vez mais para o centro gravitacional da sua sedução musical. E a prova de que uma música exigente, num contexto de concerto gratuito ao ar livre, pode ser arriscada mas também capaz de se impor, é a tremenda ovação em pé, com o público a manifestar-se ruidosamente e a saltar das cadeiras (quem as conseguiu) como que impelido por molas após 70 minutos de música ininterrupta. Foi como se costuma dizer dos segundos prévios a experiências próximas da morte – viu-se a vida toda a desfilar diante dos nossos olhos. Simplesmente, talvez tenha sido a vida de Kalhor e de Erzincan, exibida de forma hipnotizante.
 
Ao fim da tarde de sábado, o Largo Marquês de Pombal assistira ao israelita Istiklal Trio, formação de qanun, oud e percussões, cuja sonoridade aparece transcrita na perfeição no título de um dos seus temas: “Bluesphorus”. O estreito de Bósforo enquanto símbolo da transição entre Europa e Ásia e a vizinhança de Istambul, estando a música do trio repleta de referências à música clássica turca; os blues como chave para a proposta de modernização que chega sobretudo por via de Yaniv Taichman, que ataca frequentemente o instrumento como se tivessem acabado de lhe tirar das mãos a guitarra eléctrica onde tocava Led Zeppelin e Metallica e substituído por um oud abordado com essas referências de hard rock evoluídas a partir de matrizes blues. Num concerto que vinga, antes de mais, pelos recursos técnicos de Ariel Qassis no qanun, ficaria patente também o facto de a música nunca ser apenas a música num festival como o FMM, representando povos e culturas.

(Fonte: Público)

sábado, 19 de julho de 2014

Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo


Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, e partilhará o palco com Kayhan Kalhor, músico iraniano. 

Turquia no Festival Internacional de Folclore de Alcanena

A vigésima sétima edição do Festival Internacional de Folclore irá realizar-se em Alcanena, no próximo dia 24 de Julho a partir das 21 horas, na Praça 8 de Maio. O certame tem actuações previstas de dos ranchos folclóricos de Gouxaria, Bombarral, Covão do Coelho e a actuação do grupo do Jogo do Pau do Espinheiro. Além disso, actuarão grupos oriundos da Índia, Turquia e Uruguai.

O evento terá início com um desfile dos grupos participantes, que partirá da Escola Secundária de Alcanena até à sua recepção junto ao edifício da Câmara Municipal, onde posteriormente irão actuar.

Esta iniciativa, integrada nas comemorações do centenário do concelho, é promovida pela Câmara Municipal de Alcanena e tem entrada livre.
 
(Fonte: O Mirante)

Turquia em Barcelos no Festival de Folclore Rio

O Festival de Folclore Rio, promovido pelo Grupo Folclórico de Barcelinhos, volta a maravilhar Barcelos pelo 34.º ano consecutivo. Nesta edição participam nove grupos: o Grupo anfitrião, um grupo do Equador (Coniburo Cultural), Argentina (Comp. Argentina de Arte Folklorico), Espanha (L’Enguedeyu), França (Le Quadrille Occitan), Itália (Sbandieratori Ducato Caetani), Rússia (Folk Russian Comp. Kamushka), Turquia (Hay-Fem) e África do Sul (Asibuye Emasisweni Taxido).
Com esta selecção, o Festival do Rio faz aumentar para perto de 80 o número de países que já participaram nas suas 34 edições, destacando-se, este ano, a estreia da Argentina, Equador e África do Sul.

O Festival de Folclore Rio é dos mais importantes entre os nove que se realizam em Portugal no âmbito do CIOFF (Conselho Internacional de Organização de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais), organismo internacional que supervisiona a qualidade deste e de outros festivais.
Cativar o interesse de grupos folclóricos de qualidade em todo o mundo para participar neste Festival é, aliás, a principal preocupação da organização, que vê neste evento um momento importante de enriquecimento cultural, quer dos grupos forasteiros, quer da população em geral.

De facto, o espectáculo de gala (dia 2 de Agosto) que se realiza no palco montado na margem esquerda do Cávado, em Barcelinhos, junto à Ponte Medieval, e as actuações dos grupos nas suas digressões durante quase duas semanas permitem um intercâmbio cultural único, que é já uma marca deste Festival.

Na apresentação desta edição, Rodrigo Amaral, presidente da direcção do Grupo, salientou a vertente cultural e a presença de milhares de pessoas que habitualmente assistem ao espectáculo de gala e tal, como o director do Festival, Paulo Lopes, consideram decisivo o apoio da câmara municipal para a concretização deste grande evento folclórico.

Paulo Lopes diz que os grupos estrangeiros levam de Barcelos “uma boa imagem” e consideram que o Festival de Barcelinhos é dos melhores a nível internacional, graças não só ao acompanhamento e condições que o Grupo de Barcelinhos lhes dá, mas também pelo local onde se realiza o espectáculo de gala: a envolvente natural do rio Cávado e a envolvente do património histórico de Barcelos e de Barcelinhos.

A vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Elisa Braga, afirmou que o apoio do município a esta iniciativa é uma honra, destacando o esforço do Grupo de Barcelinhos em realizar todos os anos um evento cultural desta dimensão e beleza. Elisa Braga referiu-se ainda à importância do intercâmbio cultural proporcionado pelos grupos e pelo contacto com a população.

Para José Peixoto, presidente da junta de Barcelinhos, o Grupo Folclórico de Barcelinhos é um verdadeiro embaixador da freguesia, da cidade e do concelho de Barcelos, graças ao trabalho empenhado da associação.
 
(Fonte: Correio do Minho)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aguarelas da Turquia em Torres Vedras

Uma “onda” de actividades está a percorrer a zona de Santa Cruz através do programa Onda de Verão, organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras, estando prevista, até 10 de Agosto, a exposição de alguns dos trabalhos realizados no âmbito do 6.º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz. 

Podem ser apreciadas aguarelas de Bénédicte Stef-Frisbey (França), Marie Paule Dupuis (Bélgica), Laurie Bréda (França), Paulo Marques (Portugal), Catherine De Rick (Bélgica), Mustapha Ben Lahmar (Marrocos), Ahmet Ogras (Turquia), Zenoviy Klymco (Ucrânia), Juan Valdini (Espanha), Salvador Ortz (Espanha), João André (Portugal), Eugen Gorean (Moldávia) e Maria Ermelinda Sousa Lopes (Portugal).

Mostra de Aguarelas do 6.º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz | Espaço Aguarela (antigo Posto de Turismo de Santa Cruz, situado na Rua António Fig. Rêgo).

(Fonte: Local.pt)

terça-feira, 15 de julho de 2014

7Sóis.Mythos.Orkestra no Festival Sete Sóis Sete Luas

O Festival Sete Sóis Sete Luas continua a aquecer a Fábrica da Pólvora de Barcarena. Na próxima sexta-feira, 18 de Julho, atua a 7SÓIS.MYTHOS.ORKESTRA (França, Portugal, Itália, Turquia), às 22H00.

7Sóis.Mythos.Orkestra é o nome da criação artística original do Sete Sóis Sete Luas, surgida do trabalho conjunto de seis prestigiosos músicos – André Santos (guitarra) e Luzia Vieira (contrabaixo), de Portugal, Daniel Solia (bateria e percussões), de França, Murat Ertel (voz, saz e teremin), da Turquia, Francesca Incudine (voz e percussões), da Sicília, e Patrizio Castiglia (violino), da Toscânia – que partilham tradições culturais e criam temas musicais inéditos que testemunham o entendimento e a cooperação entre diferentes culturas.

Este Festival é promovido por uma Rede Cultural de 33 cidades de 13 Países: Brasil, Cabo Verde, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal, Roménia e Tunísia. Tem como principal objetivo o diálogo intercultural através da realização de projetos de música popular e de artes plásticas, com a participação de grandes figuras da cultura mediterrânica e atlântica. 

O FSSSL surge pela primeira vez em Oeiras no ano de 2000 e encontrou na Fábrica da Pólvora de Barcarena um dos seus palcos mais importantes a nível internacional, beneficiando das excelentes condições logísticas e da participação de um público fidelizado.
 
(Fonte: Local.pt)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Filme turco "Watchtower" abre o Festival "Olhares do Mediterrâneo - Cinema no Feminino"

 
 
É a primeira edição deste festival de cinema que quer pôr realizadoras mulheres e a cultura mediterrânica na rota do grande ecrã. De 6 a 8 de Junho, no Cinema São Jorge, em Lisboa. Há ainda um roteiro gastronómico.

Metade dos espectadores de cinema são do sexo feminino. Apesar disso, apenas 15% dos filmes que integram o circuito comercial são realizados por mulheres. É com estes primeiros dados de "representatividade desigual" que Isabel Valente, um dos membros do grupo Olhares do Mediterrâneo - Cinema no Feminino, nos apresenta este festival de cinema que arranca oficialmente sexta-feira no Cinema São Jorge, em Lisboa, mas que amanhã já tem projecções.
 
Os pilares desta mostra de cinema estão assim alicerçados em duas premissas fundadoras: por um lado, exibir filmes apenas realizados por mulheres; por outro, divulgar as diferentes culturas dos países banhados pelo mar Mediterrâneo. "Esta mostra nasceu inspirada numa iniciativa que existe em Marselha, o festival Film Femmes Méditerranée, que tem estes mesmos pilares. Partindo dessa inspiração, o Olhares do Mediterrâneo foi criado por um grupo de pessoas que têm um grande amor ao cinema", explica Isabel Valente, que juntamente com membros das mais diversas áreas compõe a equipa em que se inserem o CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia) e a EGEAC.
 
Espanha, Portugal, Palestina, Marrocos, Croácia, França e Turquia são os países representados, entre curtas e longas metragens. Da selecção de dez filmes, da comédia ao drama, consta ainda um documentário (único da mostra), com assinatura da realizadora portuguesa Sofia Marques. 

"O filme que seleccionámos para a abertura (sexta-feira, 21h15), o 'Watchtower', é um filme turco muito forte e belo. Passa-se numa região montanhosa da Turquia e narra o relacionamento entre duas pessoas que se tinham isolado depois de acidentes traumáticos das suas vidas e que na companhia mútua encontram uma maneira de buscar um novo caminho para a compaixão e o amor pela vida", conta Isabel Valente. No final da projecção do filme estará presente a actriz principal, Nilay Erdönmez.
 
O Olhares do Mediterrâneo completa a sua programação com música (concerto da guitarrista Luísa Amaro, que apresenta o trabalho "Argvs", inspirado no périplo de Ulisses), debates, uma exposição fotográfica e ainda um roteiro gastronómico, que celebra a elevação da dieta mediterrânica a Património Imaterial da Humanidade.

domingo, 1 de junho de 2014

Luísa Sobral no Festival de Jazz de Ancara


Luísa Sobral integrou o programa deste ano do "Ankara Caz Festivalı". Actuou no auditório Kemal Kurdaş da Universidade ODTÜ (Universidade do Médio Oriente), no passado dia 28 de Maio.
 



terça-feira, 27 de maio de 2014

Konstrukt actuam em Lisboa no Festival Jazz im Goethe-Garden


O grupo free jazz Konstrukt actuará em Portugal a 10 de Julho, no Festival Jazz im Goethe-Garden, que está a celebrar dez anos de existência, anunciou hoje o Goethe Institute, o Instituto Cultural da Alemanha.

De 1 a 17 de Julho, o jardim do instituto acolherá onze concertos de onze países europeus, a começar por Portugal, com Rodrigo Amado Motion Trio, que atuará com o pianista Rodrigo Pinheiro.

O cartaz desta décima edição apresenta "uma oferta rica e variada que permite continuar a descobrir estéticas e linguagens" do jazz europeu, sustenta Rui Neves, diretor artístico do festival, na nota de imprensa.

Entre os onze concertos, contam-se o do pianista italiano Umberto Petrin, a 3 de Julho, do saxofonista finlandês Mikko Innanen, a 8 de Julho, e do grupo free jazz Konstrukt, da Turquia, em estreia em Portugal a 10 de Julho.

A fechar o festival, a 17 de Julho, estarão os alemães Underkarl, fundados nos anos 1990 pelo contrabaixista Sebastian Gramss.
 
(Fonte: RTP)

domingo, 25 de maio de 2014

Nuri Bilge Ceylan recebeu a Palma de Ouro em Cannes

O júri da 67ª edicão do maior festival de cinema do mundo consagrou o cineasta turco Nuri Bilge Ceylan: "Winter Sleep" recebeu a Palma de Ouro de Cannes.


 
O festival de Cannes consagrou o filme turco "Winter Sleep" no ano em que o cinema da Turquia celebra um século. Uma coincidência extraordinária e que premia o cineasta turco que tem, atualmente, maior notoridade internacional, e que muito o deve à projeção obtida através do festival.

É a sexta presença de Nuri Bilge Ceylan na selecção oficial de Cannes, incluindo a sua estreia com uma curta-metragem que recebeu a Palma de Ouro dessa categoria em 1995. 

Ceylan foi sempre premiado e ganhou por duas vezes o Grande Prémio do Júri - com "Uzak - Longínquo" (2003) e "Era Uma Vez na Anatólia" (2011) -, o Prémio de Melhor Realizador com "Os Três Macacos" (2008), e o prémio da federação internacional da crítica (FIPRESCI) com "Climas" (2006).

O seu mais recente filme é um drama rodado nas paisagens da Anatólia e centrado na crise afectiva de um homem e duas mulheres.

(Fonte: RTP)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Turco Alper Alagoz este ano homenageia o Fado no "Fiesa"



São esperadas mais de 100 mil pessoas na 12ª edição do Festival Internacional de Esculturas em Areia que começa no domingo e se prolonga até 25 de Outubro em Algoz, Silves.

A edição de 2014 do Fiesa tem como tema “Música II” e conta com mais de cem trabalhos da autoria de cerca de 30 escultores de vários países que retractam pessoas, objectos e cenários alusivos à área musical, tudo numa área de 15 mil metros quadrados.

Os portugueses Xutos e Pontapés, Pedro Abrunhosa, Mariza e Tony Carreira juntam-se às superestrelas, atuais ou históricas, como são Michael Jackson ou Mozart. A estrutura em areia central, em destaque no recinto, vai ser uma representação de Amália Rodrigues.

“É uma homenagem ao fado que preservámos da exposição do ano passado”, explicou Alper Alagoz, director artístico do Fiesa, que acrescenta que “o tema [Música] transitou da edição anterior, porque há ainda muita coisa para explorar nesta área”. O turco, também ele escultor, destaca a área dedicada somente à música portuguesa “que representa um aumento de mais de cinco mil toneladas de areia”.

O evento reúne os melhores escultores de areia do Mundo, entre os quais dez de nacionalidade portuguesa. Paulo Quaresma é um dos participantes, “pelo oitavo ano consecutivo”, e tem como objectivo “aperfeiçoar a experiência enriquecedora que é trabalhar com areia, naquela que é uma das melhores e maiores exposições do género”.

“Trabalhar com areia tem uma dimensão muito grande, porque é muito interessante a forma como se tem de desenvolver as esculturas por causa das suas limitações”, frisou Paulo Quaresma, autor de uma representação do compositor alemão Johann Sebastian Bach. O artista considera que a exposição algarvia, “além de ser a que tem maior número de esculturas e maior área de exposição, é das que tem as melhores areias para se esculpir”.

Também José Marques, emigrante na Bélgica participa no festival algarvio. “Vim para Portugal no início de Maio de propósito para participar no Fiesa”, explicou o escultor, que iniciou a sua colaboração em 2012 no festival que considera ser “o maior da Europa ou mesmo do mundo”.

Para a realização das esculturas foram utilizados mais de 40 mil toneladas de areia, mais cinco do que na edição passada, e a organização estima que, ao longo dos seis meses da exposição, seja igualado o número de 100 mil visitas registado no ano anterior.

O Fiesa vai estar aberto até 25 de Outubro e, durante o certame, o público vai poder experimentar e mostrar todas as suas capacidades criativas num espaço lúdico disponibilizado para a realização de esculturas em areia.
 
(Fonte: Público)

sábado, 17 de maio de 2014

"Winter Sleep": Paisagens de uma intimidade turca


Foi no Festival de Cannes que o cineasta turco Nuri Bilge Ceylan se tornou um nome internacionalmente conhecido e reconhecido, aliás arrebatando dois Grandes Prémios (a distinção mais importante, logo depois da Palma de Ouro) com "Uzak - Longínquo" (2002) e "Era uma Vez na Anatólia" (2011). Agora, de novo na competição com "Winter Sleep", podemos dizer que Ceylan ressurge como um dos mais fortes candidatos aos prémios principais - em qualquer caso, o seu filme fica, desde já, como um dos momentos altos desta 67ª edição do certame.
Como várias vezes acontece ao longo da sua obra, Ceylan encena uma situação cujas componentes (melo)dramáticas envolvem profundas formas de solidão. Mais exactamente, "Winter Sleep" centra-se num triângulo afectivo, unindo/separando um ex-actor (Haluk Bilginer) que dirige um pequeno hotel da Anatólia central, a sua mulher (Melisa Sozen) em relação a qual se parece agravar uma violenta distância afectiva e a irmã (Demet Akbag) a tentar curar as feridas de um recente divórcio.
Apoiado em longos e elaborados diálogos, verdadeiros tour de force de revelação das personagens (e dos actores), "Winter Sleep" possui a estrutura e o fôlego de uma admirável aventura sobre as cumplicidades e distâncias dos seres humanos. Pontuando a acção com subtis referências a actualidade política e religiosa, Ceylan faz um filme que revaloriza, afinal, o retrato psicológico, mesmo se há nele uma energia metafórica profundamente universal. Num filme em que os elementos paisagísticos são tão importantes, poderemos dizer que deparamos também com os acidentes das paisagens mais secretas e íntimas. 
 
(Fonte: RTP)

Museu da Inocência na Turquia venceu Prémio Museu Europeu do Ano 2014

O Museu da Inocência, em Istambul, Turquia, foi hoje distinguido com o Prémio Museu Europeu do Ano 2014, que foi atribuído em Tallin, na Estónia, anunciou a organização.

"O Museu da Inocência pode ser visto simplesmente como um museu da história de Istambul, na segunda metade do século XX. No entanto, é também um museu criado pelo escritor Orhan Pamuk como uma versão integral da história de amor contada no seu romance com o mesmo nome", lê-se no comunicado hoje divulgado pela organização do prémio, o Fórum Europeu de Museus, do Conselho da Europa. No comunicado, pode ler-se ainda que este museu "foi concebido como pequeno e pessoal, local e com um modelo sustentável para o desenvolvimento de um novo museu". "O Museu da Inocência inspira e estabelece paradigmas novos e inovadores no setor museológico", refere.
 
(Fonte: Destak/Lusa)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Inês Oliveira trouxe "Bobô" a Ancara



O filme Bobô, realizado por Inês Oliveira, integrou o programa deste ano do Festival Internacional de Cinema Feminino (Üçan Süpürge Film Festivalı), que se realizou em Ancara de 8 a 15 de Maio.

Inês Oliveira esteve presente no evento, e respondeu a perguntas dos espectadores no final de cada uma das duas visualizações do filme.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Portuguesa eleita melhor modelo da Europa em Istambul

 
Uma jovem portuguesa conquistou, em Abril, na Turquia, o título de melhor modelo da Europa no concurso "Future Model & Talent World". Bárbara Gavaia Rodrigues, de 17 anos, representou Portugal naquela competição, que decorreu em Istambul, concretizando o sonho de trazer para Setúbal, de onde é natural, a coroa e o troféu.
 Na sequência do prémio conquistado, Bárbara Gavaia Rodrigues foi, esta terça-feira à tarde, recebida pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que elogiou a beleza da jovem.

João Vale, responsável da empresa "Look de Glamour", que acompanhou a participação da portuguesa em Istambul, salienta que Bárbara demonstrou "uma atitude muito forte" ao lado das outras jovens a concurso, todas elas com idades entre os 14 e os 17 anos. 
Bárbara Gavaia Rodrigues, que se mostrou "radiante" com o título, sobressaiu em diversas etapas do concurso, entre as quais a fotogenia, a prova de talento e a realização de uma pequena apresentação em inglês. 

"Concorremos com as melhores a nível internacional", frisou João Vale, salientando a importância do acompanhamento dos pais em eventos como este, uma vez que se trata de uma competição envolvendo crianças e jovens. 

É ainda de realçar a participação de uma outra portuguesa no concurso, a modelo Océane Conceição, que conquistou o lugar de segunda dama de honor na categoria europeia do Future Model & Talent World. 

A Letónia, na categoria de melhor modelo mundial feminina, e a Rússia, na categoria de melhor modelo mundial masculino, foram os países vencedores da competição a nível internacional.
 
(Fonte: Boas Notícias)

domingo, 27 de abril de 2014

Maestro Paulo Vassalo Lourenço trouxe "brisa portuguesa" a Ancara

 
























Foi um óptimo concerto, o que teve lugar ontem em Ancara, na sala de concertos da Orquesta da Presidência. O maestro português Paulo Vassalo Lourenço dirigiu o Coro Nacional da Turquia, que interpretou na segunda parte Lopes Graça, poemário de Sophia, Eurico Carrapatoso e Heitor Villa Lobos. O concerto, intitulado "Brisa do Mediterrâneo", trouxe assim uma brisa de língua portuguesa a Ancara.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Maestro português Paulo Vassalo Lourenço conduz Coro Nacional da Turquia

















No próximo dia 26 de Abril, às 20.00 horas, o Coro Nacional da República da Turquia, com o apoio da Embaixada de Portugal em Ancara, apresentará o espectáculo "Akdeniz Esentileri", intrepretando na segunda parte canções em língua portuguesa. O Coro será conduzido pelo prestigiado Maestro português Paulo Vassalo Lourenço. O concerto terá lugar em Ancara, no auditório da Orquestra Sinfónica Presidencial (Ulus - Talatpasa Blv. n.º 38). A entrada é livre. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ancara vai celebrar o 25 de Abril com "Capitães de Abril"





















Nos próximos dias 22 e 24 de Abril, às 19.00, o filme "Capitães de Abril", com legendagem em turco, será exibido em Ancara, no cinema Buyulu Fener. O filme será exibido no âmbito do Festival Internacional de Cinema de Ancara e dos 40 anos do 25 de Abril. No final de cada sessão, terá lugar uma pequena palestra seguida de uma sessão de perguntas e respostas. Os convidados serão: Prof. Dr. Nejat Ulusay, especialista em cinema, Professor na Universidade de Ancara, e Dr. Ricardo Esperanço, especialista em cultura portuguesa, Doutorando na Universidade Nova de Lisboa.
 
Este evento é organizado pela Embaixada de Portugal em Ancara e pela representação do Camões I.P. na Turquia, em parceria com o Cinema Buyulu Fener e o Festival Internacional de Cinema de Ancara.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Luísa Sobral em Istambul

 
A artista portuguesa Luísa Sobral mereceu, na semana passada, destaque especial nas páginas do jornal turco Hurriyet Daily News. A propósito do concerto da cantora lusa em Istambul na última sexta-feira, a publicação da Turquia redigiu um artigo acerca da sua música, descrevendo-a como "voz, guitarra, papel e caneta. São estas as ferramentas que Luísa Sobral utiliza para criar todo o seu universo musical", pode ler-se na peça publicada pelo Hurriyet Daily News, que atribui mesmo à artista nacional o título de "Billie Holiday do século XXI", equiparando-a a uma das figuras que a própria mais admira e que mais sucesso conseguiu no mundo do jazz.
Segundo o jornal, Luísa Sobral, "que começou cedo a sua jornada musical, com apenas 12 anos, foi inspirada por grupos como os Beatles e pelas melodias jazz únicas de artistas como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker e muitos outros".
"O seu primeiro álbum, 'The Cherry on My Cake', é fruto da sua música instintiva, cheia de reflexões suaves e inocentes", escreve a publicação turca, que classifica as canções de Luísa Sobral como "melodias bem pensadas com imagens no interior". 
A actuação de Luísa Sobral em Istambul foi recebida com grande entusiasmo: dias antes, a cantora partilhava já na sua página oficial no Facebook que o centro cultural İş Sanat,  onde se apresentou, estava "quase esgotado".
Através da rede social, a artista aproveitou para deixar também uma mensagem aos fãs da Turquia (em português e em turco), em jeito de agradecimento pela recepção calorosa. "Obrigada Istambul pela magnífica noite de ontem! Espero voltar em breve", disse Luísa Sobral que, já para a semana, segue para Eilat, em Israel, para dois concertos no Festival Red Sea.
 
(Fonte: Boas Notícias)