Doğan Duru atua hoje em Lisboa no Hard Rock Cafe
Doğan Duru, nome importante do panorama musical turco, vai atuar hoje, 19 de outubro, no Hard Rock Cafe Lisboa, às 22.30 horas
AGENDA ALLA TURCA
Doğan Duru, nome importante do panorama musical turco, vai atuar hoje, 19 de outubro, no Hard Rock Cafe Lisboa, às 22.30 horas
Os filmes premiados no 77º Festival de Cinema de Cannes integram o catálogo do Festival de Cinema FilmEkimi. "Grand Tour", de Miguel Gomes, será exibido em cinemas de quatro cidades: Istambul, Ancara, Izmir e Diyarbakır entre 3 e 26 de outubro.
3 outubro 21:30 Cinewam City’s (CW) - Istambul
4 outubro 19:00 Sinematek / Sinema Evi (S) - Istambul
5 outubro 13:00 Kadıköy (K) - Istambul
6 outubro 16:00 Cinewam City’s (CW) - Istambul
7 outubro 19:00 Atlas 1948 (A) - Istambul
11 outubro11:00 Paribu Cineverse Diyarbakır Ceylan - Diyarbakır
18 outubro11:00 Kült Kavaklıdere - Ankara
26 outubro13:30 Paribu Cineverse Konak Pier - Izmir
Chegou aos cinemas nacionais “As Ervas Secas”, a obra do cineasta Nuri Bilge Ceylan escolhida para representar a Turquia nos Óscares do próximo ano.
Tudo ou nada, parece ser o conceito de vida que caracteriza em larga medida o comportamento daqueles que habitam o perímetro de uma pequena aldeia situada numa zona remota da Península da Anatólia, igualmente conhecida como Ásia Menor, banhada a Norte pelo Mar Negro, a Sul pelo Mar mediterrâneo e a Oeste pelo Mar Egeu, e que corresponde a mais de metade da Turquia.
Não é a primeira vez que o realizador do agora estreado “Kuru Otlar Ustune” (“As Ervas Secas”), Nuri Bilge Ceylan (nascido em Istambul a 26 de Janeiro de 1959), investe numa ficção situada naquele fim-do-mundo para onde alguns dos seus compatriotas são deslocados quase sempre obedecendo a um planeamento burocrático determinado pelo poder central exercido a partir da capital, Ancara.
Basta recordar o vencedor da Palma de Ouro e do Prémio FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica) no Festival de Cannes de 2014, o belíssimo “Kis Uykusu” (“Sono de Inverno“), ou o igualmente premiado em Cannes com o Grande Prémio do Júri em 2011, “Bir Zamanlar Anadolu’da” (“Era Uma Vez na Anatólia”), para se constatar a óbvia opção do cineasta, argumentista, fotógrafo e ator por um espaço muito especial do ponto de vista geográfico e simultaneamente do ponto de vista sociológico – universo de contrastes relevante num país dividido entre dois continentes cujas visíveis diferenças condicionam muitas e agrestes vezes o estabelecer de pontes necessárias para se erguer uma réstea que seja de unidade nacional digna desse nome, um diálogo solidário capaz de sustentar a salvaguarda de um futuro que se pode e deve desejar sempre mais radioso.
NUMA TERRA SEM OUTONO NEM PRIMAVERA
Nesta que considero ser, no nosso mercado, a última grande estreia comercial em sala de 2023, iremos acompanhar um professor, Samet (Deniz Celiloglu), e a relação algo próxima e relativamente ambígua que aqui e além estabelece com uma aluna, Sevim (a estreante Ece Bagci), uma adolescente meio inocente meio perversa que nutre por ele uma subliminar e em boa verdade não muito secreta paixão, se considerarmos a atitude que revela nos pequenos grandes sinais de sedução e de aproximação física que de algum modo são o reflexo natural de uma atmosfera de amizade gerada por insinuações e um ou outro indício de atracção mal disfarçado por parte do seu mestre.
Há nesta relação homem adulto/jovem rapariga e no modelo utilizado para a encenar uma nítida vontade por parte da realização de nos manter sempre na expectativa sobre a real natureza dos comportamentos de uma e outra personagem. Facto, aliás, que irá ser dominante na relação de Samet com outras personagens relevantes no interior desta ficção, figuras complexas no desfiar da sua humanidade e que se vão cruzar com Samet de forma bastante incisiva no plano da revelação pessoal, sobretudo num contexto imposto por circunstâncias exteriores que se perfilavam redutoras de uma possível mas atribulada afirmação da sua verdadeira personalidade.
De igual modo, e para reforçar a sensação das barreiras impostas pela realidade política, social e económica onde estes homens e mulheres estão inseridos, cúmplices ou não do panorama cultural e ideológico que domina o pensamento da região, nunca será posto de lado o sentimento geral de que esta comunidade, quer no exterior quer no interior da escola pública, vive na sombra “paternal” das práticas quotidianas que seguramente coincidem com o radical olhar penetrante do pai da Pátria, sob a efígie do patriarca fundador de uma nova era dita moderna, por romper com ancestrais práticas otomanas, o militar e estadista Mustafa Kemal Ataturk (1881-1938), primeiro Presidente da República da Turquia, proclamada a 29 de Outubro de 1923. Mesmo enquanto busto, lá está ele para recordar quem ainda continua a influenciar certos caminhos e preceitos institucionais na Turquia. Mesmo que seja memória viva do passado, há vestígios de uma autoridade pretérita que desemboca nos dias de hoje, similares ao respeitinho pelas normas e regulamentos que irão sobressaltar o percurso mais ou menos rotineiro do professor Samet, assim como de um outro seu colega com quem partilha a casa, Kenan (Musab Ekici).
Tudo porque Sevim e outra colega os acusam de contactos inapropriados que prefiguram aos olhos das autoridades escolares abusos de natureza sexual, naturalmente proibidos, mas nunca comprovados por quem aceitou as ditas acusações sem as confrontar com o respectivo contraditório. Nada de espantar, sobretudo numa escola onde alguns docentes não se furtam a prestar serviço exercendo o papel de esbirros repressores, vasculhando nas malas e secretárias dos discentes aquilo que consideram inadequado, como por exemplo, um isqueiro, um caderno escolar que não corresponda ao modelo oficialmente aprovado e, desgraça das desgraças, um espelho ou uma simples e porventura singela carta de amor. Neste caso, a carta de Sevim que Samet, contra a vontade da jovem, irá confiscar, facto que dará origem ao sobressalto emocional da rapariga e ao consequente acto de denúncia.
Todavia, a relação de Samet com as mulheres não se fica pelo universo da adolescência, e pouco a pouco iremos seguir uma outra e mais importante, melodramaticamente falando, relação adulta com Nuray (excelente prestação da actriz Merve Dizdar), figura da mulher emancipada, submetida a preconceitos que persistem e parecem não se desvanecer com facilidade, mas livre na medida em que subverte alguns dos limites impostos pela sociedade e realidade circundantes. Será ela que irá desafiar Samet, de forma indireta mas calculada, a despertar o fulgor do desejo e a assumir uma relação mais íntima que ao início parecia não ser provável.
Todavia, pouco depois sentimos a relação algo condenada, já que a partir de certa altura Nuray parece deslocar o seu olhar sedutor e a sua preferência para Kenan. E fá-lo literalmente nas barbas de Samet. Parte substancial do filme passa a ser então o jogo de máscaras pontuado por encontros e desencontros de Samet com Nuray, de Samet com Kenan, palavras e discussões mergulhadas na mais diversa subjectividade e também no lado físico e objectivo do amor de uma mulher, mutilada pela explosão de um atentado mas inteira na sua vontade de seguir em frente com a vida que para ela faz sentido, independentemente do que Samet, Kenan ou outros possam pensar.
Tudo bate certo no quadro estrutural de um argumento servido por uma planificação clássica, mesmo quando as coisas não são lineares, até ao momento em que Nuri Bilge Ceylan decide lembrar-nos, através de um expediente da linguagem áudio e visual, que poderíamos apelidar de distanciação brechtiana, que as acções e emoções das personagens e a solidez da sua relação não passam de uma ficção, como a querer dizer-nos: não se deixem levar pela superfície das coisas, olhem antes para o que está por detrás da sensação de verdade, a verdade da mentira. Numa sequência fulcral, Samet abandona o quarto onde já estava escrito nas estrelas o pulsar sexual nascido de uma longa conversa confessional entre ele e Nuray, que os levaria finalmente ao contacto físico e íntimo. Em suma, sexo, ponto final. Tudo começa por um algo intrigante mas compreensível apagar de luzes nas salas contíguas do referido quarto.
Depois de cumprir o pedido de Nuray, em vez de caminhar para a objetiva Samet desvia o seu percurso, abre uma porta e sai para logo a seguir atravessar o amplo espaço de um estúdio cinematográfico onde são visíveis os bastidores do cenário. Na altura em que se fazia realçar a verdade do corpo e da alma dos amantes, há um corte que funciona como uma pausa dramática, um link que nos desvia por um caminho alternativo, mais um Ctrl Alt Delete seguido de uma espécie de Reset da narrativa. Entretanto, Samet regressa ao encontro de Nuray e o filme, que nunca deixou de o ser, retoma o seu percurso. Mas nada será como dantes.
Tudo adquire a partir dali uma dimensão que polariza a importância da partilha material, descobrindo-se o corpo e a visão sem filtros do pedaço de perna que falta a Nuray. Mas este desvio faz-se sem abandonar a fugaz ou a persistente partilha espiritual das personagens que, aliás, sai de algum modo reforçada. Tudo ainda para que, mais adiante e por outro corte, a realização nos introduza uma componente mais onírica e filosófica do que realista, que preenche os últimos minutos e ilumina as derradeiras sequências de “As Ervas Secas”. Nesse epílogo solar, ao contrário da neve e do branco sombrio que antes servira de décor natural ao desenrolar das diferentes histórias contra o qual se desenhavam as silhuetas e o destino dos humanos, vemos agora o radioso amarelo que inunda os campos cobertos por uma vegetação rasteira cuja cor quente será desvendada pela fusão da neve quando o Inverno acaba, aquela estação que morre para logo dar lugar ao renascimento do Verão. Desta vez, ao reset da Natureza.
Será pela voz de Samet, cumprido que foi o seu calvário no frio escolar da Anatólia e prestes a viajar para Istambul, que ficaremos a saber como os habitantes daquela região a caracterizam no plano da sua especificidade climática: “Quando vim para cá disseram-me que só existiam duas estações, o Inverno e o Verão. Tinham razão. Entramos directamente no Verão, sem passar pela Primavera. As ervas que durante longos meses estiveram cobertas pelo manto branco da neve parecem agora amarelas sem nunca chegarem a ser verdes”. Desta definição/indefinição do que se vê ou não vê, do que permanece visível/oculto nas contradições da Natureza propriamente dita e nas vicissitudes da natureza humana, do que se vai alcançando e do que permanece inacessível, dialécticas geradas pelo TEMPO e pelo MODO como percecionamos os mistérios do universo que enquadram as nossas vidas num precário equilíbrio cósmico que ilusoriamente julgamos controlar, se faz o núcleo central deste filme.
São as ervas secas que marcam o caminho da nossa existência, as que vivem para além do frio do Inverno e que despontam no calor do Verão, como os sentimentos que irão marcar para sempre as memórias de Samet. Por fim, longe da Anatólia e pacificado consigo mesmo, não deixará de pensar na rapariguinha que procurou estabelecer com ele mais do que uma fugaz relação de amizade entre professor e aluna. Relacionamento contaminado pela aparente impossibilidade de Samet conciliar o seu olhar com o olhar de Sevim, perdidos que estavam na vertigem dos seus diferentes mundos e na fragilidade dos sonhos e das falsas esperanças que ambos alimentaram.
Crítica - Por João Garção Borges
As Ervas Secas (Kuru Otlar Üstüne)
Realizador: Nuri Bilge Ceylan
Elenco: Deniz Celiloglu, Merve Dizdar, Musab Ekici, Ece Bagci
Género: Drama, 2023, 197min
PRÓS: Nuri Bilge Ceylan sempre soube dosear as palavras ditas pelos atores com os ritmos existenciais associados ao desempenho de cada uma das suas personagens. Dito isto, um dos seus pontos fortes encontra-se na direção de atores, e “As Ervas Secas” não constitui excepção. Quando esta qualidade se junta ao elenco escolhido a dedo, dificilmente as coisas falhariam no campo ficcional. Tudo o que pode e deve ser apreciado neste filme justifica plenamente o lugar que o realizador ocupa nos melhores quadrantes do cinema internacional que defende a arte e a afirmação plena de práticas fílmicas inerentes ao exercício criativo de um verdadeiro autor.
Muito boa Direcção de Fotografia, quer nos exteriores quer nos interiores, responsabilidade da dupla Kursat Uresin e Cevahir Sahin.
Magnífica presença dos atores secundários e protagonistas, com especial destaque para Merve Dizdar, no papel de Nuray, que recebeu com inteira justiça o galardão para Melhor Actriz no Festival de Cannes de 2023.
CONTRA: Nada.
(Fonte: Magazine HD)
O autarca de Antália, Muhittin Bocek, anunciou o cancelamento do Festival de Cinema Golden Orange na noite de sexta-feira, um dia depois de o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia ter retirado o seu apoio ao evento.
O Ministério opunha-se ao filme "Kanun Hükmü" ou "Decreto", um documentário que se centra nas dificuldades de um professor e de um médico que foram despedidos dos seus empregos na sequência da tentativa de golpe de Estado falhado na Turquia, que ocorreu em 15 de julho de 2016.
"É extremamente triste que num festival tão importante, o poder da arte seja usado para fazer propaganda da organização terrorista FETO, através de uma perceção de vitimização", afirmou o Ministério da Cultura num comunicado.
FETO é um acrónimo que o Governo turco utiliza para designar o movimento liderado pelo clérigo Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, a quem o Governo culpa pelo golpe fracassado. Gülen nega qualquer envolvimento na tentativa de tomada de poder na Turquia.
Após a tentativa de golpe, mais de 130 mil alegados apoiantes na Turquia foram despedidos dos seus empregos ao abrigo de decretos de emergência.
O Ministério turco acrescentou que "não faria parte do esforço para desacreditar a luta épica da amada nação em 15 de julho e usar a arte como elemento de provocação".
O diretor do festival, Ahmet Boyacioglu, anunciou inicialmente que o filme seria retirado da categoria de documentário nacional devido a processos judiciais em andamento contra uma das pessoas envolvidas na produção do filme.
Mas a diretora do documentário, Nejla Demirci, disse que isso era uma "desculpa" e uma "censura total".
Vinte membros do júri do festival renunciaram em protesto contra a retirada do filme.
Na quarta-feira, os produtores e realizadores de 27 produções inscritas no festival disseram que estavam a desistir do evento.
O festival, que acontece desde 1963 na cidade mediterrânica de Antália, é um destaque do calendário cultural turco. Este ano, o evento aconteceria de 7 a 14 de outubro.
(Fonte: RTP)
A companhia alcobacense S.A.Marionetas vai representar Portugal na 24.ª edição do festival internacional Büyükcekmece Culture and Art, na cidade de Istambul, Turquia, com o espectáculo “etc...”, entre os dias 24 de Julho e 6 de Agosto. A peça é um original de José Gil, Natacha Costa Pereira e Sofia Vinagre.
“É o resultado de vários anos de trabalho na área do teatro de marionetas, mais especificamente em criações sem a utilização da palavra como veículo de comunicação. Esta forma de fazer teatro dá ao espectador um universo mágico transportando-o para dentro da acção. Não existindo a barreira da palavra esta produção tem vindo a ser apresentada um pouco por todo o mundo”, refere a S.A.Marionetas numa nota de imprensa.
O espectáculo teve a sua estreia em Macau e já passou por países como China, Cazaquistão, Coreia do Sul, Indónesia e Irão.
“Pequenas histórias de um lugar onde os seus habitantes vivem as mais variadas peripécias. A inocência das ações resulta em momentos de humor vividos pelas personagens esculpidas em esponja. Os sons e os movimentos substituem as palavras, as marionetas cativam-nos com a sua simplicidade transportando-nos para um lugar mágico e cativante e etc., etc., etc… entretanto o passarinho faz algo que não devia, o gato brinca, a bola rebola e etc., etc. e etc…”, pode ler-se na nota de imprensa.
Esta produção da S.A.Marionetas já recebeu várias distinções ao longo dos últimos anos, destacando-se: Prémio ‘Gulliver Junior’ no 27º Festivalul International de Animatie Gulliver (Roménia 2019); Prémio ‘Best Director’ no Word Puppet Festival EXPO 2017 (Cazaquistão); Prémio ‘Best Animation’ no Animart Festival (Polónia, 2016); Prémio ‘Artistic Innovation Award’ no 5.º Golden Magnolia Shanghai International Puppet Festival (China, 2016); Troféu ‘Puppet for Peace’ no Harmony World Puppet Festival (Tailândia, 2017); Nomeação ‘Best Manipulation’ no Word Puppet Festival EXPO 2017 (Cazaquistão).
Programa que leva editores do mundo inteiro para encontros com agentes internacionais na Turquia, ocorre de 6 a 8 de junho com a expectativa de receber mais de 500 profissionais de 72 países.
O Istanbul Publishing Fellowship, programa que leva editores do mundo inteiro para encontros com agentes internacionais na Turquia, terá este ano a participação de seis profissionais do mercado literário brasileiro.
São eles: Jonatas Eliakim Dangelo de Oliveira (Editora Blucher), Julia Wahmann (Riff Literary Agency), Denya Rabelo (Abroadbooks); Suria Oliveira (Editora do Brasil) e Isabel Lopes Coelho (FTD Educação), participantes do Brazilian Publishers – projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro realizado por meio de uma parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil); e Rayanna Pereira, coordenadora de relações internacionais da CBL e coordenadora do BP.
A 8ª edição do encontro organizado pela Sociedade Turca de Licenciamento e Direitos Autorais, em parceria com o Ministério da Cultura e Turismo turco, será sediada entre os dias 6 e 8 de junho na Biblioteca Rami, com participações presenciais e online. São aguardados mais de 500 participantes de 72 nações.
"Desde a sua primeira edição, realizada em 2016, com apenas 17 participantes de nove países, o Istanbul Publishing Fellowship cresceu consideravelmente em tamanho e relevância, tornando-se um dos eventos literários mais aguardados do ano", afirma Sevani Matos, presidente da CBL, em nota. "Estamos muito animados por novamente podermos contar com excelentes representantes do mercado editorial brasileiro para elevar o reconhecimento internacional das obras produzidas por aqui", conclui.
Para Rayanna Pereira, a participação brasileira em mais uma edição do evento é uma grande oportunidade para disseminar a nossa literatura no exterior: “Além de ter a possibilidade de conhecer e conversar com editores do mundo inteiro, criando e fortalecendo laços estratégicos com alguns dos maiores mercados globais, ainda vamos poder entender como a produção literária brasileira pode contribuir com o cenário cultural, criando melhores oportunidades para que os nossos autores e obras ganhem visibilidade lá fora”, afirma.
Além das reuniões, outro destaque da edição deste ano do programa será a passagem da bandeira de “país foco” do Uzbequistão, convidado de honra deste ano, para o México, que será o convidado de honra da próxima edição. Além disso, ocorre também a terceira edição do Istanbul Copyright Awards, chancela criada para editoras estrangeiras que contribuem para a tradução da produção intelectual turca para outros idiomas e para a promoção dessas obras em todo o mundo.
(Fonte: PublishNews)
O primeiro filme em cinco anos de Nuri Bilge Ceylan deixou marca na competição de longas-metragens do Festival de Cannes de 2023 ao receber os elogios da crítica e o prémio de melhor interpretação feminina, entregue a Merve Dizdar.
Em "Kuru Otlar Üstüne" (About Dry Grasses), um dos mais aclamados cineastas da atualidade, vencedor da Palma de Ouro em 2014 com "Sono de Inverno", volta a filmar nas belíssimas e inóspitas paisagens da Anatólia, onde segue o jovem professor de arte Samet que está a terminar o quarto ano de serviço obrigatório numa remota zona rural.
O sonho de regressar a Istambul esfuma-se quando é acusado de abusar de uma aluna. Angustiado, aproxima-se de Nuray, uma colega de profissão que lhe oferece apoio emocional.
O filme será lançado nos cinemas portugueses pela Leopardo Filmes.
(Fonte: Film Spot)
A Câmara Municipal de Oeiras aprovou em reunião de Câmara atribuição do apoio financeiro para a realização da IIª Edição da Mostra Gastronómica.
A mostra terá lugar no dia 27 de maio, no Largo 5 de Outubro, em Oeiras, entre as 10h00 e as 20h00. A iniciativa envolverá os 50 jovens voluntários europeus alojados na Casa Europa, no âmbito do Corpo Europeu de Solidariedade, e que conta com 13 nacionalidades, tais como, Alemanha, Itália, Grécia, Turquia, Noruega, Áustria, Países Baixos, França, Liechtenstein, República Checa, Espanha, Eslovénia e Luxemburgo.
A IIª Edição da Mostra Gastronómica integra o conjunto de iniciativas realizadas no âmbito do Mês da juventude e consistirá numa mostra com iguarias típicas dos países de origem desses jovens voluntários europeus.
O evento é organizado pela associação juvenil ProAtlântico, uma organização associativa de solidariedade social, de âmbito nacional e internacional, e o apoio financeiro atribuído será no valor de € 2.500,00 (dois mil quinhentos euros).
(Fonte: OeirasPT)
O Auditório Municipal Adácio Pestana, em Tarouca, vai acolher no próximo domingo (19 de março) um concerto solidário pelas vítimas dos terramotos de fevereiro na Turquia e na Síria.
O espetáculo pretende angariar fundos para a UNICEF e para os hospitais que acolhem e tratam as crianças vítimas dos sismos, incluindo muitas que ficaram órfãs após os trágicos acontecimentos.
(Fonte: C.M. Tarouca/Jornal do Centro)
31 MAR 2023 | 21H00
Teatro Nacional de São Carlos
Realiza-se no próximo dia 31 de março, no Teatro Nacional São Carlos (TNSC), um concerto interpretado pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, com obras de Vianna da Motta, Bruno Vicente e Tchaikovski, cuja receita será doada pelo OPART/TNSC para apoiar o trabalho da UNICEF na resposta à grave situação humanitária resultante dos trágicos sismos ocorridos no passado mês de fevereiro na Turquia e na Síria.
Os bilhetes estão disponíveis online até à hora do espetáculo, 21h, em https://tnsc.bol.pt/ e nas lojas FNAC, Worten, El Corte Inglès, Agência ABEP, CTT, Serveasy e Pagaqui, com valores compreendidos entre os 20€ e os 30€.
Esta iniciativa do OPART/TNSC, enquadrada no âmbito da sua política de responsabilidade social, surge no seguimento da récita solidária da ópera La Bohème, realizada há um ano a favor das vítimas da Guerra na Ucrânia, e associa-se novamente à UNICEF Portugal na angariação de fundos para apoiar a operação de ajuda humanitária atualmente em curso nas regiões mais afetadas pelos violentos terramotos ocorridos no passado mês de fevereiro na Turquia e na Síria.
Segundo números da própria UNICEF Portugal, só na Turquia mais de 1,9 milhões de pessoas estão alojadas em abrigos temporários com acesso limitado a serviços básicos – entre elas 850 mil crianças e jovens - e cerca de 2,5 milhões de crianças no país precisam de assistência humanitária urgente. Já na Síria, acredita-se que mais de 500 mil pessoas tenham sido obrigadas a abandonar as suas casas devido aos terramotos. De recordar ainda que, devido a uma longa e dolorosa guerra civil, que completou ontem 12 anos, a Síria já registava cerca de 6,8 milhões de pessoas deslocadas, entre elas três milhões são crianças. Tendo este cenário em conta, serão mais de 3,7 milhões as crianças sírias afetadas pelos sismos.
O programa do concerto é composto pela cantata Invocação aos Lusíadas (1915) de José Vianna da Motta, pela estreia absoluta de Harmony of the Spheres, do jovem compositor Bruno Vicente – vencedor da 2ª edição do Prémio Incentivo à Composição, promovido pelo OPART/TNSC – e, ainda, pela Sinfonia n.º 4 em Fá menor (1878) de Piotr I. Tchaikovski, paradigma do período de ouro do Romantismo russo. A direção musical é do maestro José Eduardo Gomes.
Beatriz Imperatori, diretora executiva da UNICEF Portugal, salienta que "o cenário em algumas regiões da Síria e da Turquia é absolutamente crítico, com situações de urgência humanitária que envolvem milhares de desalojados e feridos, incluindo milhares de crianças, que são sempre as que mais sofrem nestes cenários de tragédia”, sublinhando “que só com o apoio de todos é que será possível fazer frente aos enormes desafios criados por um cenário com esta gravidade”.
Já Conceição Amaral, presidente do conselho de administração do OPART, realça que “nestes momentos de urgência humanitária e de forte ação solidária, as instituições culturais não podem esquecer o seu importante papel de sensibilização e de chamada de atenção para causas que merecem o esforço e a solidariedade de todos, algo que, mais uma vez, através de um espetáculo do Teatro Nacional de São Carlos, temos todo o gosto e prazer em contribuir para minimizar o sofrimento.”
Sobre a UNICEF Portugal
A UNICEF trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do mundo para chegar às crianças mais desfavorecidas. Presentes em 190 países e territórios, trabalhamos para todas as crianças, em qualquer parte, para construirmos um mundo melhor para todos. A UNICEF é a única organização da ONU que depende inteiramente de contribuições voluntárias, públicas e privadas. Para saber mais sobre a UNICEF e o seu trabalho para as crianças, visite: www.unicef.pt
(Fonte: E-Cultura)
Este concerto é uma iniciativa "Reumanizar o Mundo" das Conferências do Estoril cuja bilheteira irá reverter para apoiar a educação da população afetada pelos sismos da Turquia e da Síria.
Enquanto organização focada em impacto e sustentabilidade, a Nova SBE procura levar este impacto além fronteiras. Assim, acreditando que o contexto social, económico e cultural não deve nunca limitar potencial, a Nova SBE junta a comunidade para contribuir e mitigar os danos causados pelos sismos e garantir um acesso justo e humano à educação para as crianças.
Bilhetes à venda na Ticketline.
Sara F. Costa, autora de quatro livros de poesia, dois editados pela Âncora Editora, “O Sono Extenso” (2011) e “O Movimento Impróprio do Mundo” (2016) foi este ano convidada a participar no ciclo de debates e leituras pela organização da décima edição do Festival Internacional de Poesia e Leitura de Istanbul.
(Fonte: Âncora Editora)
O escritor português Samuel F. Pimenta vai participar na primeira edição do “International Young Poets Meeting”, que decorre entre os dias 15 e 18 de Dezembro de 2016, no Centro de Arte de Zeytinburnu, um dos bairros mais emblemáticos de Istambul. O encontro reúne 40 poetas de todo o mundo, com idades até aos 30 anos. Samuel F. Pimenta é o único autor lusófono presente.
“À medida que aumenta a tensão no mundo com conflitos ideológicos, políticos, culturais e etno-nacionais, encaramos a Literatura como uma presença restauradora e um poderoso meio para transmitir valores e experiências mais relevantes”, informa a organização do festival.
O encontro é apoiado pelo Ministério da Cultura e Turismo da Turquia e pelo Município de Zeytinburnu e é organizado em parceria pelo International Istanbul Poetry Festival e pelo International Uskudar Poetry Festival. Nos quatro dias em que decorre o festival, haverá sessões de leitura, visitas a escolas e painéis de conversação entre os autores. No dia 17 de Dezembro, pelas 13:00, Samuel F. Pimenta participa numa mesa redonda sob o tema “Poesia, Palavras e Quotidiano”, com Anna Gual (Espanha), Ana Golejshka (Macedónia), Sonnet Mondal (Índia), Ceylan Öztürk (Turquia) e Esma Güneş (Turquia), com moderação do escritor turco Cengizhan Konuş.
“Um encontro desta dimensão representa não só a possibilidade de chegar a um maior número de leitores, mas também a oportunidade de conhecer poetas de todo o mundo e de ouvir o que têm a dizer sobre o acto de escrever, sobre a poesia. Se há coisa de que gosto nos festivais literários é poder ouvir os outros participantes, fico sempre com a sensação de que se sai maior, com outra visão sobre as coisas”, diz Samuel F. Pimenta.
(Fonte: Baía da Lusofonia)
“A Summer Night Workshop” será realizado no Centro de Artes Performativas Kumbaracı50 entre 15 e 16 e 17 de junho, entre as 19h30 e 22h30.
Prazo para inscrição no workshop: 10 de junho. O idioma é o inglês, mas haverá tradução consecutiva para o turco.
Kumbarıcı50: Tomtom, Kumbaracı Ykş. No:50, 34433 Beyoğlu/İstanbul