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sexta-feira, 26 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Música e dança dervixe da Turquia em Évora
Hoje à noite, o Teatro Garcia de Resende, em Évora, acolhe um espectáculo de música e dança dervixe da Turquia.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dança dervixe por Ziya Azazi em Portimão
Espectáculo de dança derviche pelo coreógrafo e bailarino Ziya Azazi no Teatro Municipal de Portimão. Hoje, às 21.30, no Grande Auditório Nuno mergulhão. Evento inserido no Festival Cidades Invisíveis: Pontes de Istambul.
Dança dos Dervixes na Universidade Católica do Porto
Hoje, às 21h00, será apresentado o espectáculo Sema – A Dança dos Dervixes, que terá lugar no Auditório Ilídio Pinho. No átrio do auditório estará patente uma mostra de técnica de pintura Ebru e de caligrafia, bem como uma prova de doces tradicionais. A entrada é livre.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Workshop de Dança Dervixe em Portimão
Workshop de dança dervixe no TEMPO (Teatro Municipal de Portimão), integrado no Festival "Cidades Invisíveis: Pontes de Istambul", pelo coreógrafo e bailarino Ziya Azazi.
É proposta aos participantes uma breve abordagem ao universo e à técnica da dança sufi.
Workshop de Dança Dervixe - de 15 a 17 de Março, das 19h00 às 21h00
Sala de Ensaios (2h00, máx. 25 participantes)
Público-alvo: adultos com ou sem formação em dança
Preço: 30 euros (a inscrição no workshop dá direito a um bilhete para o espectáculo Dervixe de Ziya Azazi, no dia 18 de Março às 21h30)
Inscrições na bilheteira do TEMPO.
domingo, 21 de setembro de 2008
Dança e música sufi no Porto
O espectáculo de dança e música sufi é organizado pela Associação de Amizade Luso-turca e vai decorrer no próximo dia 27 de Setembro, às 21 horas, no anfiteatro da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto (Rua Dr. Manuel Pereira da Silva). A entrada é livre.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Dança sufi em Oliveira do Bairro
Decorreu nos dias 7 e 8 de Junho, na freguesia da Mamarrosa, mais uma feira medieval que fechou o ciclo de rotatividade da feira por todas as freguesias do concelho de Oliveira do Bairro.
A feira medieval na Mamarrosa decorreu no Parque do Rio Novo, com tendas árabes e tabernas e animação de rua com teatro, malabarismos, figurantes, música, dança sufi, dançarinas de dança do ventre, espectáculos de fogo, duelos, torneio de armas a cavalo, encantadores de serpentes, entre outras.
À Companhia de Teatro Viv'Arte juntaram-se outros animadores, com destaque para os Sbandieratori de Araba Fenice (Itália), os Al' Caravan (Marrocos), os Anima-mundi (Portugal - Porto), e os La Puchoneta (Badajoz).
A feira medieval na Mamarrosa decorreu no Parque do Rio Novo, com tendas árabes e tabernas e animação de rua com teatro, malabarismos, figurantes, música, dança sufi, dançarinas de dança do ventre, espectáculos de fogo, duelos, torneio de armas a cavalo, encantadores de serpentes, entre outras.
À Companhia de Teatro Viv'Arte juntaram-se outros animadores, com destaque para os Sbandieratori de Araba Fenice (Itália), os Al' Caravan (Marrocos), os Anima-mundi (Portugal - Porto), e os La Puchoneta (Badajoz).
Este evento foi organizado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Companhia de Teatro Viv'Arte, associações e colectividades do concelho e com o apoio da Junta de Freguesia da Mamarrosa.
(Fonte: Jornal Litoral Centro)
Dança sufi em Valença
De 27 a 29 de Junho, a época medieval invade a fortaleza de Valença com um programa de actividades recheado marcado por bailes e danças, nomeadamente danças do ventre e sufi, pela arte de encantar serpentes, mercados e muitas recriações, entre as quais a recriação das vivências da fortaleza no século XIII.
(Fonte: Guia da Cidade)
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
O "Ano de Mevlana"
O ano de 2007 marca o 800.º aniversário do nascimento do filósofo e poeta Mevlana Celaleddin-i Belhi-Rumi (1207-1273), e foi declarado pela UNESCO como o "Ano de Mevlana".
"Eminente filósofo e poeta místico do Islão, Rumi defendeu a tolerância, entendimento e acesso ao conhecimento através do amor. A sua relação mística com o Islão produziu obras-primas que marcaram a cultura islâmica e as crenças religiosas, para além das fronteiras da Turquia. O seu trabalho e pensamento continuam a ter relevância universal." (in site oficial da Unesco).



"Eminente filósofo e poeta místico do Islão, Rumi defendeu a tolerância, entendimento e acesso ao conhecimento através do amor. A sua relação mística com o Islão produziu obras-primas que marcaram a cultura islâmica e as crenças religiosas, para além das fronteiras da Turquia. O seu trabalho e pensamento continuam a ter relevância universal." (in site oficial da Unesco).



Exposição alusiva aos dervixes dançantes no centro comercial Ankamall, Ancara.
sábado, 16 de dezembro de 2006
Mevlana e o Sufismo

Mevlana Celaleddin Rumi é um dos maiores líderes espirituais e génios poéticos da história humana, tendo sido o fundador da ordem sufi mevlevi, uma corrente espiritual mística do Islão.
Nasceu em Balkh, no Afeganistão, em 1207, no seio de uma família de teólogos letrados persas. O seu pai era um conceituado professor que foi galardoado com o título de Lorde dos Sábios. Para escapar à invasão mongol, Rumi e a sua família viajaram por diversos lugares, fixando-se por fim em Konya, na Anatólia central, onde sucedeu ao seu pai, em 1231, como professor de ciências religiosas.
Mevlana estudou exaustivamente todos os aspectos da Filosofia, e foi um leitor ávido das obras dos autores clássicos. Em 1244 conheceu um dervixe perturbador, Şemseddin Tebrizi (Shamsuddin de Tabriz). Tornaram-se amigos rapidamente, e passaram dias e semanas juntos em discussões filosóficas. O seu amor por Şemseddin e o sofrimento pela sua morte misteriosa, ganhou expressão na música, dança e na poesia lírica através da obra Divani Şamsi Tabrizi.
Hüsameddin Çelebi ajudou-o a continuar as suas especulações filosóficas, e inspirou-o a escrever a sua grandiosa obra: Mesnevi, uma colecção de 25 600 poemas com seis volumes.

Mevlana morreu a 17 de Dezembro de 1273 e foi sepultado em Konya, onde foi construído um mausoléu sobre o seu sarcófago. Desde então, aquela noite foi chamada Şeb-i Aruz (Noite da União).
O Pensamento de Mevlana

Mevlana foi um homem de amor e de afeição e influenciou o pensamento, literatura e todas as formas de expressão artística no mundo islâmico. O seu objectivo era a unificação com Deus. Segundo ele, Deus não tem lugar no universo, mas sim no coração. Assim sendo, o homem deve obedecer ao coração e não à razão.
"Vem, vem de novo, quem quer que sejas, o que quer que sejas, vem: pagão, venerador, cheio de pecados de idolatria, vem. Vem mesmo que tenhas quebrado a tua penitência centenas de vezes, a Nossa não é a porta para o desespero e para o sofrimento, vem".
A Ordem Mevlevi
A Ordem mevlevi é uma ordem islâmica mística fundada pelos seguidores e devotos de Mevlana depois da sua morte.
Mevlana, durante a sua vida, nunca foi líder de uma ordem nem fundou a ordem como tal e também não criou a irmandade. Foi, contudo, a sua aproximação mística que uniu um grupo de pessoas na busca de um caminho para o pensamento esclarecido, através de uma combinação única de filosofia e de amor místico.
A Ordem foi fundada gradualmente mediante os esforços do seu filho e do seu neto para manterem uma comunidade de seguidores, e pela adição de método e regras às suas ideias. Consiste numa síntese de amor espiritual, exaltado com uma combinação de música e dança, considerada como a base do êxtase espiritual e da devoção.
Durante séculos, os dervixes dançantes difundiram-se da Turquia até à Jugoslávia, e do Egipto à Índia, e hoje têm centros em mais de 75 cidades em todo o mundo.
Os Dervixes Dançantes: A Sema

A Sema, um rito de recitação conjunta praticado pelos Mevlevi, foi tradicionalmente executado na Semahane (Casa da Sema). Simboliza atingir vários níveis de união mística com Deus e de absoluta perfeição, através do fervor espiritual e do êxtase controlado. Segundo Mevlana, através da Sema, os dervixes podem estender a mão e tocar o "princípio".
A música da Sema é geralmente orquestrada pelo percussionista ch
efe. A percussão é feita com os kudum (pequenos tambores) e címbalos. A melodia é produzida pelo ney (flauta de palheta), pelos instrumentos de cordas e pela voz. As palavras e mesmo as sílabas da poesia estão interligadas com as notas musicais. "A música dervixe não pode ser escrita em notas. As notas não contêm a alma do dervixe".
Os passos do caminho da união com o divino são executados de acordo com regras rigorosas. Dentro de
um círculo, o sheikh permanece no sheepskin. É a posição espiritual mais elevada, marcada por um tapete vermelho, que indica a direcção de Meca. Vermelho é a cor da união e do mundo visível. Existem 24 cores da união e do mundo manifestado. O posicionamento dos músicos é em frente do sheikh. Os dervixes dançantes posicionam-se à sua esquerda. Durante a actuação, os dervixes usam túnicas e saias compridas, que representam o seu refúgio. As saias são cobertas por um manto preto que representa o seu túmulo, e usam chapéus largos e cónicos feitos de pelo de camelo, representando a pedra tumular. Com a retirada do manto, no início da cerimónia, o dervixe renasce espiritualmente para a verdade.

Os dervixes dão voltas eternas e sem esforço. Giram, rodando em torno do seu próprio eixo e movendo-se também em órbita. A mão direita está virada para o céu para receber o perdão de Deus, que passa através do coração e é transmitido à terra com a mão esquerda que está voltada para baixo. Enquanto que um dos pés permanece firmemente no chão, o outro cruza-o e permite a propulsão giratória. O movimento de levantamento e queda do pé direito é mantido constante, através da repetição ritmada do nome de Deus: "Allah-Al-lah, Al-lah". A cerimónia pode ser analisada como um grande crescendo em três fases: aprendizagem de Deus, visionamento de Deus e união com Deus.

Mevlana foi um homem de amor e de afeição e influenciou o pensamento, literatura e todas as formas de expressão artística no mundo islâmico. O seu objectivo era a unificação com Deus. Segundo ele, Deus não tem lugar no universo, mas sim no coração. Assim sendo, o homem deve obedecer ao coração e não à razão.
"Vem, vem de novo, quem quer que sejas, o que quer que sejas, vem: pagão, venerador, cheio de pecados de idolatria, vem. Vem mesmo que tenhas quebrado a tua penitência centenas de vezes, a Nossa não é a porta para o desespero e para o sofrimento, vem".
A Ordem Mevlevi
A Ordem mevlevi é uma ordem islâmica mística fundada pelos seguidores e devotos de Mevlana depois da sua morte.Mevlana, durante a sua vida, nunca foi líder de uma ordem nem fundou a ordem como tal e também não criou a irmandade. Foi, contudo, a sua aproximação mística que uniu um grupo de pessoas na busca de um caminho para o pensamento esclarecido, através de uma combinação única de filosofia e de amor místico.
A Ordem foi fundada gradualmente mediante os esforços do seu filho e do seu neto para manterem uma comunidade de seguidores, e pela adição de método e regras às suas ideias. Consiste numa síntese de amor espiritual, exaltado com uma combinação de música e dança, considerada como a base do êxtase espiritual e da devoção.
Durante séculos, os dervixes dançantes difundiram-se da Turquia até à Jugoslávia, e do Egipto à Índia, e hoje têm centros em mais de 75 cidades em todo o mundo.
Os Dervixes Dançantes: A Sema

A Sema, um rito de recitação conjunta praticado pelos Mevlevi, foi tradicionalmente executado na Semahane (Casa da Sema). Simboliza atingir vários níveis de união mística com Deus e de absoluta perfeição, através do fervor espiritual e do êxtase controlado. Segundo Mevlana, através da Sema, os dervixes podem estender a mão e tocar o "princípio".
A música da Sema é geralmente orquestrada pelo percussionista ch
efe. A percussão é feita com os kudum (pequenos tambores) e címbalos. A melodia é produzida pelo ney (flauta de palheta), pelos instrumentos de cordas e pela voz. As palavras e mesmo as sílabas da poesia estão interligadas com as notas musicais. "A música dervixe não pode ser escrita em notas. As notas não contêm a alma do dervixe".Os passos do caminho da união com o divino são executados de acordo com regras rigorosas. Dentro de
um círculo, o sheikh permanece no sheepskin. É a posição espiritual mais elevada, marcada por um tapete vermelho, que indica a direcção de Meca. Vermelho é a cor da união e do mundo visível. Existem 24 cores da união e do mundo manifestado. O posicionamento dos músicos é em frente do sheikh. Os dervixes dançantes posicionam-se à sua esquerda. Durante a actuação, os dervixes usam túnicas e saias compridas, que representam o seu refúgio. As saias são cobertas por um manto preto que representa o seu túmulo, e usam chapéus largos e cónicos feitos de pelo de camelo, representando a pedra tumular. Com a retirada do manto, no início da cerimónia, o dervixe renasce espiritualmente para a verdade.
Os dervixes dão voltas eternas e sem esforço. Giram, rodando em torno do seu próprio eixo e movendo-se também em órbita. A mão direita está virada para o céu para receber o perdão de Deus, que passa através do coração e é transmitido à terra com a mão esquerda que está voltada para baixo. Enquanto que um dos pés permanece firmemente no chão, o outro cruza-o e permite a propulsão giratória. O movimento de levantamento e queda do pé direito é mantido constante, através da repetição ritmada do nome de Deus: "Allah-Al-lah, Al-lah". A cerimónia pode ser analisada como um grande crescendo em três fases: aprendizagem de Deus, visionamento de Deus e união com Deus.
domingo, 10 de dezembro de 2006
Festival sufi em Konya
Şeb-i Arûz (Noite da União) é a cerimónia comemorativa de Celaleddin Rumi (Mevlana), o grande místico e poeta sufi, e fundador da ordem Mevlevi. Trata-se de um dos maiores espectáculos do mundo, que lembra a morte de Rumi, em 1273, a sua partida da vida terrena e a sua união com o Divino.
Mais de um milhão de pessoas dirige-se todos os anos a Konya para o festival, que decorre entre 10 e 17 de Dezembro. No mausoléu de Mevlana irá realizar-se o cerimonial místico dos dervixes dançantes (mevlevi), em honra do grande professor e pensador.
Mais de um milhão de pessoas dirige-se todos os anos a Konya para o festival, que decorre entre 10 e 17 de Dezembro. No mausoléu de Mevlana irá realizar-se o cerimonial místico dos dervixes dançantes (mevlevi), em honra do grande professor e pensador.
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