Cardiologista Dilek Gursoy na capa da Forbes
Em 2019, Gursoy foi galardoada com os prémios mais prestigiados da Alemanha, o Victress Award, e o German Medical Award, e foi também eleita como médica do ano.
Gursoy é atualmente médica-chefe na Clinic Bel Etage, em Dusseldorf.
(Fonte: TRT)
Novo romance de Elif Shafak publicado em Portugal
De acordo com a editorial Presença, que publica a obra da autora em Portugal, o mais recente romance de Elif Shafak vai ser lançado no mercado português com o título “A Ilha das Árvores Desaparecidas”.
A história passa-se na ilha de Chipre durante o ano de 1974.
Dois adolescentes, de dois lados opostos de uma terra dividida, encontram-se numa taberna, o único lugar, naquela cidade a que chamam casa, em que Kostas, grego e cristão, e Defne, turca e muçulmana, se podem encontrar secretamente e esquecer os problemas do mundo.
Naquele refúgio, bem ao centro, cresce uma figueira que testemunha tudo: os silêncios e as confissões, a felicidade dos encontros, a melancolia das partidas, o início da guerra civil, a destruição da cidade e a separação de Kostas e Defne.
Passam vários anos e a narrativa salta para Londres, onde vive Ada, que nunca conheceu a ilha onde nasceram os seus pais, e tem muitas perguntas sem resposta, sobre a história da sua família.
A única coisa que a liga à terra dos pais é a ‘Ficus carica’ que cresce no jardim de sua casa.
Segundo a editora, esta é a história de um amor proibido, num cenário de raiva e violência, mas é também a história que dá voz às gerações passadas, tantas vezes silenciadas pelos conflitos.
“A Ilha das Árvores Desaparecidas” é finalista do Prémio Costa, na categoria Romance, e é um dos 16 semifinalistas do Women’s Prize for Fiction, anunciados esta semana.
Elif Shafak já esteve por duas vezes entre os finalistas do Prémio Booker, com “A Bastarda de Istambul”, que a Presença vai reeditar, e com o romance “10 Minutos e 38 Segundos neste Mundo Estranho”, que também esteve nomeado para o Prémio Literário Internacional de Dublin.
Elif Shafak é uma escritora multipremiada que conta com 19 livros publicados, entre os quais 12 romances, traduzidos para 55 línguas.
Doutorada em Ciência Política, deu aulas em várias universidades na Turquia, nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, nomeadamente em Oxford, onde é ‘honorary fellow’, e tem também um doutoramento em Humanidades, pelo Bard College.
Vice-presidente da Royal Society of Literature, Elif Shafak foi considerada pela BBC uma das mais influentes e inspiradoras mulheres da atualidade.
Defensora dos direitos das mulheres, LGBTQ+ e da liberdade de expressão, foi distinguida com a medalha de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras de França.
(Fonte: Lusa)
Özge Topçu abre a porta a obras de artistas de todo o mundo
Em plena pandemia, quando muitos artistas viam as vidas viradas do avesso, Özge Topçu decidiu arrendar um estúdio em Campo de Ourique. A artista plástica turca mudara-se há pouco para a capital portuguesa e precisava de um sítio onde guardar o material e trabalhar. Mas não se ficou por aí: aproveitando a janela para a rua, começou a pedir a artistas de todo o mundo que lhe enviassem as suas obras pelo correio, para o marco que fica ali ao lado, e depois expunha-as atrás do vidro.
Agora, no Hypercube Project Space, o trabalho de Özge passou a conviver com algumas dessas obras que, como a própria explica, "saíram da caixa" para uma exposição que mistura estilos, suportes e nacionalidades. Sentada no estúdio pintado de branco da Rua Almeida e Sousa, a artista conta que "esta é a continuação do meu trabalho. Sempre gostei de trabalhar em espaços públicos e de colaborar com pessoas".
O nome do espaço também não é um acaso. "Hipercubo é uma forma geométrica - é um cubo a quatro dimensões", um piscar de olho ao seu amor pela arquitetura e pela história, mas também uma visão que lhe surgiu de "juntar vários artistas num único espaço." "Esta não é uma galeria de arte, é um espaço artístico onde todos são bem-vindos e podem propor projetos". A única condição, além de estarem dispostos a partilhar o espaço, é que se inspirem em diferente disciplinas - signos, matemática, arte digital, arte experimental, etc.
A própria Özge gosta de experimentar e de criar "vários objetos, usando várias técnicas", de acordo com o momento e o local onde vive. Por exemplo, em Istambul as suas obras eram mais "arquitetónicas, inspiradas pela história de uma cidade por onde passaram várias civilizações".
Nascida em 1987 em Kirklareli, na parte europeia da Turquia, numa família sem qualquer ligação às artes, Özge começou por estudar ciências, mas garante que quando se vive em Istambul - para onde se mudou depois do liceu - "tem de se ser artista. Não temos outra hipótese. É uma cidade tão dinâmica e inspiradora". Ainda hoje, "é o meu primeiro amor".
A ideia de sair da Turquia surgiu-lhe depois de se licenciar, tendo ido para a Alemanha fazer o mestrado na Burg Giebchischenstein Kunsthochschule Halle, perto de Berlim. Dali seguiu para o Reino Unido, onde viveu uns meses com o namorado britânico. Com uma agenda dividida entre Berlim, Londres e Istambul, Özge decidiu que queria encontrar um lugar onde se pudesse concentrar no seu trabalho - "sem precisar de ter dois empregos só para conseguir sobreviver como acontece em Londres". Apaixonada pela vida em grandes cidades, mas desejosa de fugir aos preços proibitivos de algumas grandes capitais, há dois anos e meio acabou por escolher Lisboa.
Porquê Lisboa? "Porque é bastante parecida com Istambul [risos]." Özge garante que aqui se sente "confortável culturalmente", destacando as semelhanças entre os lisboetas e os habitantes de Istambul. "As pessoas não são tão individualistas como no norte da Europa, são mais tolerantes", destaca, sem esquecer que "tudo aqui em Lisboa tem uma escala humana".
Hoje é em Portugal que vive, mesmo se costuma passar três meses por ano em Istambul. Afinal duas cidades com tantas semelhanças, tal como as semelhanças entre a história de Portugal e a da Turquia - "ambos já foram grandes impérios" mas hoje são sociedades que "acham que há coisas mais importantes do que o dinheiro".
Portugal, claro, já inspirou a arte de Özge. Por exemplo, a instalação Terrania é uma homenagem à Terra e à terra enquanto material. "Nas grandes cidades quase não se vê o solo, as plantas, a natureza", explica a artista, feliz por viver num apartamento onde se vê terra pela janela. Para a Terrania, não hesitou em colaborar com oleiros portugueses, do Algarve, do Alentejo e da zona de Setúbal, num alerta também para a necessidade de proteger o planeta e o ambiente.
Apesar da primeira opção pelas ciências, Özge garante que sempre se sentiu uma artista. Aos 5 anos começou a aprender música e chegou a tocar vários instrumentos. Mas acabou por se virar para as artes plásticas. "Não faço exatamente o que as pessoas acham que os artistas fazem. Gosto de criar no meu mundo, mas sobretudo de criar uma visão", explica, rodeada por obras que vão da cerâmica a desenho ou pintura. E se não fosse a covid, talvez nunca se tivesse aventurado no digital. "Eu gostava de trabalhar no exterior em vez de estar sentada ao computador", conta, mas a pandemia fê-la compreender a importância de contactar com as pessoas através de realidade virtual.
Foi nessa altura que surgiu a ideia do Hypercube - um espaço como "incubadora de novas ideias e novos artistas, de partilha e solidariedade". Apontando para o canto do estúdio, para a obra Setsuna, de Ayumi Adachi, Özge explica que veio pelo correio do Japão durante a pandemia, num pacote em vácuo e, quando o abriu, expandiu-se. "Percebi que os artistas precisavam que os seus trabalhos fossem vistos. Também fora dos seus países. Sobretudo quando não se podia viajar", conta. Assim surgiu a Post Box Exhibitions, em que as obras que no confinamento estiveram na janela saltaram para o estúdio. É o caso também das obras do alemão Tobias Becker ou da portuguesa Susana Moreira. Mas a porta está aberta para mais artistas.
(Fonte: Diário de Notícias)
Pastel de Nata é moda na Turquia
"Moda da Nata" é uma pastelaria em Istambul, mais concretamente em Kadıköy, Moda, cuja especialidade é o pastel de nata português.
Prestes a celebrar um ano de existência, no dia 6 de outubro, anunciou a presença, durante uma semana, do Chef de Pastelaria português Luís Ascensão, vencedor do Prémio de melhor pastel de nata de Lisboa em 2019 (Pastelaria Santo António, Lisboa). A ilustradora portuguesa Filipa Maceira também já por lá passou, deixando representações fantásticas de Fernando Pessoa e de José Saramago nas paredes.
Existem outros pontos de venda de pastéis de nata em Istambul e também em Ancara, e talvez em outras cidades da Turquia.




