quarta-feira, 18 de maio de 2011

14.º Festival Internacional de Cinema Feminino



O Festival Uçan Süpürge (Vassoura Voadora), é um festival internacional de cinema que apresenta longas metragens, curtas metragens e documentários realizados por mulheres. Decorre todos os anos, por esta altura, em Ancara.

De 5 a 12 de Maio, no cinema Kızılırmak, no Instituto Göethe e nas Universidades Hacettepe e ODTÜ, foram apresentados trabalhos de realizadoras de vários países, nomeadamente da Alemanha, Suiça, Bélgica, Dinamarca, Irão, Polónia, Húngria, Áustria, França, Venezuela, Finlândia, Espanha e Turquia.

"Poder", o tema deste ano, "Cada um tem uma Cor Diferente", "Um Bilhete de Ida", "Crianças Noivas", "Projecção Especial", "Selecção de Documentaristas", "Documentários", "Curtas Metragens" e "Filme de Abertura", foram as categorias do festival.

O "Filme de Abertura" foi "Ayrılık", de Feo Aladağ, vencedor de vários prémios, nomeadamente o Prémio Lux de Cinema do Parlamento Europeu.

A categoria "Poder" integrou os filmes, "The Hairdresser", de Doris Dörrie; "Animal Heart, de Séverine Cornamusaz; "My Queen Karo" de Dorothée Van Den Berghe; "The Experiment", de Louise N. D. Friedberg; "Vision", de Margarethe Von Trotta, e "The Last Report on Anna", de Marta Meszaros.


"The Hairdresser", de Doris Dörrie.

A secção "Cada um tem uma Cor Diferente", apresentou filmes a concurso. Todos os anos, A Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI), forma um júri que escolhe um filme vencedor nesta categoria. Este ano, o filme escolhido, foi o filme da realizadora turca, Belma Baş, "Zefir". Este filme já tinha recebido o Prémio de Melhor Argumento no Festival de Cinema de Istambul, entre outros.



Belma Baş esteve presente no final das duas apresentações do filme para responder a perguntas da audiência. Esteve acompanhada pelos seus pais, que também são actores no filme.


Belma Baş (esquerda) acompanhada pelos pais.


Os outros filmes presentes nesta categoria, foram: "In Another Life Time", de Elisabeth Scharang; "Beyond the Steppes", de Vanja d' Alcantara; "Bacon on the Side", de Anne Depetrini; "Habana Eva", de Fina Torres; "Between Two Fires", de Agnieszka Lukasiak; "Payback", de Tahmineh Milani; "Girls", de Yasmina Reza; "Inside America", de Barbara Eder; "Pudana: The Last of the Line", de Anastasia Lapsui e Lehmuskallio; "The Last Escape", de Léa Pool; "Even the Rain", de Iciar Bollain, e "Tomorrow Will be Better", de Dorota Keçdzierzawska.



"Between Two Fires", de Agnieszka Lukasiak.


"Even the Rain", de Iciar Bollain.


"Payback", de Tahmineh Milani.


A realizadora iraniana Tahmineh Milani (direita), acompanhada pela actriz principal (esquerda) do seu filme "Payback", e de um tradutor (direita), respondeu a perguntas da audiência após a projecção do filme.

O Uçan Süpürge não é só um festival de cinema, tem também projectos e iniciativas de combate à discriminação das mulheres. Um desses projectos tem a ver com os casamentos forçados de crianças, e chama-se "Crianças Noivas". Nesse âmbito, foram realizadas projecções de filmes e entrevistas em 54 cidades da Turquia. Nesta edição do festival, esse assunto foi título de uma das secções do festival, com filmes, maioritariamente curtas metragens, subordinadas a esse tema.

A "Projecção Especial" coube ao filme turco "Atlıkarınca" ("Carrossel), de İlken Başarır, que aborda o incesto.

A secção "Um Bilhete de Ida", integrou um filme, "Little Soldier", de Annette K. Olsen, e dois documentários: "Bride Trafficking Unveiled", de Joel Mishcon, e "The Girls of Phnom Penh", de Matthew Watson. Estes dois últimos nomes foram a excepção masculina, mas retrataram nos seus documentários temas marcadamente femininos.

A "Selecção de Documentaristas" apresentou "Budrus", de Julia Bacha; "The Moon Inside You", de Diana Fabiánová; "War and Love in Kabul", de Helga Reidemeister, e "Lady of no Fear", de Anne Gyrithe Bonne.

A categoria "Documentários", mostrou "Africa Rising", de Paula Heredia; "A Baloon Sent to Allah", de Nefise Özkal Lorentzen; "Warriors" de Montse Pujantell; "Tea and Justice", de Ermena Vinluan; "Auf Wiedersehen Finnland", de Virpi Suutari; " Women no Pause", de Paula Palacios; "Pink Saris" de Kim Longinotto; "70-89-90 Innocent, Insolent, Enticing" de Melek Özman; "We Insist on Peace", de Melek Ulagay Taylan; "One Step Beyond", de Tülin Dağ, e "In Mamak Prison", de Sezgin Türk.

Foram ainda apresentadas 13 curtas metragens: "A Stranger's Face", de Shani Ifrach; "Jumping", de Isabel Gaudí; "The Cortege", de Marina Seresesky; "Tales of the Defeated", de Yael Reuveny; "Who is Bleeding", de Jessica Laurén; "Tord and Tord", de Niki Lindroth Von Bahr; "Lesson", de Nóra Richter; " "Little Children, Big Words", de Lisa James Larson; "Overflow", de Tamar Linder; " Sleepy Revolution", de Johanne Fronth-Nygren e Klara Swantesson; "Subway Harmonies", de Leah Cameron; "1-2-3", de Nazlı Deniz Güler, e "Women at Tekel Resistance", de İdil Soyseçkin e Cevahir Özgüler.

Para além de Belma Baş e de Tahmineh Milani, o festival teve outras convidadas de honra, como, Prakriti Maduro, protagonista de "Habana Eva", Paula Palacios, que aborda o tema da menopausa no seu documentário, Vanja d'Alcantara, e Efua Dorkenoo, uma voz activa contra a mutilação genital feminina.

O Prémio de Honra foi atribuído à actriz Derya Alabora, e os Prémios de Carreira Bilge Olgaç foram entregues à actriz Deniz Türkali e à cantora Handan Kara.




1 comentário:

Hürrem disse...

Deve ter sido muito interessante essa mostra de cinema! Uma pena que não pude ir! Abraços