sábado, 6 de dezembro de 2014

Corticeira Amorim na Bienal de Design de Istambul

 
 A cortiça é, mais uma vez, o elemento central de um grande evento internacional de design e de arquitectura, sendo desta vez apresentada no âmbito da Bienal de Design de Istambul.
Organizada pela Fundação para a Arte e Cultura de Istambul (iKSV), a segunda edição da Bienal abriu as portas ao público no dia 1 de Novembro e, durante seis semanas, assume-se como uma plataforma privilegiada para repensar o papel do design na sociedade actual e o seu potencial enquanto agente activo de mudança.
"The future is not what it used to be" é o mote da Bienal de Design que, sob a curadoria da britânica Zöe Ryan, tem patentes no espaço principal do evento - a Greek Primary School - 53 trabalhos de criativos de mais de 20 países, de todos os continentes, dispostos nos cinco andares do edifício, uma área de aproximadamente 2300 m2.
Em comum, os projectos têm uma perspetiva muito pragmática da realidade contemporânea, dos desafios que se colocam e uma área de exposição que é amplamente dinamizada pela presença de cortiça, um material que se desdobra nos diferentes espaços em inúmeros objetos, assumindo particular destaque nos candeeiros e no mobiliário da Bienal.
Deniz Ova, Directora da Bienal, destaca a relevância da selecção do material: "Esta é a primeira vez que a cortiça é apresentada na Turquia como material de design e estamos muito satisfeitos com os resultados. A parceria com a portuguesa Corticeira Amorim possibilitou a criação de uma exposição única em torno de uma inovadora solução de design. A atmosfera quente e acolhedora criada pela cortiça é vivenciada por todos os visitantes, transmitindo-lhes imediatamente uma sensação de conforto."
Um testemunho corroborado por Gregers Tang Thomsen, responsável do estúdio de arquitectura Superpool, que enaltece as propriedades sensoriais do material: "Como material que imediatamente transmite a sensação de calor e de personalidade e, em simultâneo, tecnologicamente avançado, a cortiça enquadra-se perfeitamente no tema da Bienal - The future is not what it used to be", acrescentando que "A parceria com a Corticeira Amorim deu-nos a oportunidade de criar um conjunto de soluções de design com cortiça, que de outra forma não seriam exequíveis."
Aquando do convite para apoiar a Bienal de Design de Istambul, a Corticeira Amorim acedeu imediatamente, tornando-se o patrocinador exclusivo de cortiça para o evento, que se materializou na cedência de diversos tipos de material, com destaque para o aglomerado de cortiça expandida, tipicamente associado aos Pavilhões de Portugal, e para os aglomerados de cortiça semelhantes aos utilizados, com enorme sucesso, no Serpentine Gallery Pavilion, em Londres.
Segundo Carlos de Jesus, Director de Comunicação e Marketing da Corticeira Amorim, "A Bienal de Design de Istambul, organizada pela Fundação para a Arte e Cultura de Istambul (iKSV), é a mais importante iniciativa de design e arquitectura a decorrer na Turquia, como comprova o co-patrocínio de conceituadas entidades como a Vitra e a Vestel. É um privilégio ter a presença da cortiça num evento que não só gera grande visibilidade internacional, como também é apoiado por grandes nomes da economia turca, um mercado emergente e relevante para as exportações nacionais."
 
(Fonte: Amorim)

sábado, 8 de novembro de 2014

Mariza em Ancara


Mariza actuou em Ancara pela primeira vez. Foi no dia 6 de Novembro, às 20.00 horas, na sala de concertos MEB Şura.
A sala esgotou e o público cantou e aplaudiu várias vezes de pé a "diva do fado". Mariza dirigiu-se em português aos portugueses presentes, e falou em inglês com a audiência maioritariamente turca, mas com outras nacionalidades também presentes.
O ponto mais alto foi quando cantou "gente da minha terra", ao mesmo tempo que cumprimentava com aperto de mão várias pessoas da audiência.
Seguiu para Istambul onde já actuou diversas vezes.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Livraria do Desassossego" em Ancara



Nos dias 25 e 26 de Outubro decorreu numa pequena livraria no centro de Ancara a iniciativa "Livraria do Desassossego".
O "Livro do Desassossego", traduzido para turco por Saadet Özen, ocupou todas as prateleiras da livraria "Nuhun Gemisi", que foi demasiado pequena para acolher os visitantes turcos e portugueses. A tradutora do livro para turco também esteve presente e falou sobre a obra e o desafio da sua tradução.
Obras de Pessoa em português, frases de Pessoa em turco e português e muita conversa em torno de Pessoa foram acompanhadas com vinho português.
 






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Orhan Pamuk recebeu prémio em Lisboa


Na sua primeira visita oficial a Portugal, para receber um prémio que reconhece o seu contributo para o património cultural europeu, o Nobel da Literatura deixou um recado: “A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”
 
O escritor turco Orhan Pamuk defendeu esta sexta-feira em Lisboa que “a Europa precisa de ter uma discussão séria sobre os seus valores fundamentais”.
O Nobel da Literatura de 2006, autor de uma obra literária sobre a procura de uma identidade turca, dividida entre o Ocidente e o Oriente, entre modernidade europeia e tradição muçulmana, recebeu esta noite o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural na Fundação Calouste Gulbenkian, com um discurso em que prestou tributo à tradição cultural europeia, mas que terminou com uma nota crítica.
“A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”, disse o escritor, na sua primeira visita oficial a Portugal. “E temos de ter uma discussão séria sobre esses valores fundamentais.”
Pareceu claro que era um recado para a Europa – não por acaso, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, estava presente na primeira fila – embora Pamuk não tenha especificado o que queria dizer com isso, talvez para não correr o risco de soar pouco diplomático. Mas o que Pamuk quis dizer terá talvez a ver com o que respondeu numa entrevista em Dezembro do ano passado, quando um jornalista colombiano lhe perguntou se se sentia europeu. “Não sei. Não penso nesses termos. Em primeiro lugar, sinto-me turco. E um turco tanto se sente europeu como não europeu. Acredito numa Europa que não se baseia no cristianismo, mas no Renascimento, na modernidade, na ‘liberdade, igualdade, fraternidade’. Essa é a minha Europa. Acredito nessas coisas e quero fazer parte delas. Mas se a Europa é a civilização cristã, lamento: nós, turcos, não queremos entrar.”
No debate sobre a hipotética entrada da Turquia na União Europeia, Pamuk – um turco cosmopolita e laico que se autodefine como um “muçulmano, mas apenas no sentido cultural” – emergiu como um intérprete do diálogo entre civilizações. Daniel Cohn-Bendit disse que foi Pamuk quem o ajudou a “perceber a importância de a Turquia aderir à União Europeia”. Até mesmo o ex-Presidente americano George Bush se referiu à obra do escritor como “uma ponte entre culturas”, notando que ela mostra como “pessoas noutros continentes e civilizações” são “exactamente como nós”.

Em defesa das pessoas normais
Atribuído pela primeira vez no ano passado ao escritor italiano Claudio Magris, cuja obra é notória pela sua deambulação cultural (como a de Pamuk), o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, no valor de dez mil euros, é uma iniciativa da organização europeia de defesa do património Europa Nostra em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa, com o objectivo de distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, tenha contribuído para a divulgação, defesa e promoção do património cultural e dos ideais europeus.
O presidente do Centro Nacional de Cultura e membro do júri, Guilherme de Oliveira Martins, notou que a atribuição do prémio a Pamuk teve em conta “o cidadão apaixonado pela defesa do património cultural, mais do que o grande romancista”, embora o seu discurso tenha sido dominado por referências e citações constantes do último romance do escritor, O Museu da Inocência (ed. Presença), publicado em 2008.
Pamuk confessou-se “lisonjeado e honrado” pela atribuição do prémio, que lhe foi entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Falando em inglês, o escritor lembrou como concebeu um romance e um museu ao mesmo tempo, referindo-se a O Museu da Inocência, ficção sobre um homem que colecciona todos os objectos tocados pela mulher que amou e que perdeu e ao edifício com o mesmo nome que abriu em Istambul, a cidade onde nasceu e onde vive, com objectos que foi juntando para o processo de escrita do livro e que é hoje, também, um museu sobre a vida quotidiana da classe média turca na segunda metade do século XX.
“Os verdadeiros romances centram-se em pessoas normais, no seu dia-a-dia”, disse. Com a entrada na modernidade, a literatura deixou de se interessar pelos reis e poderosos para se ocupar da história de pessoas simples, como se fossem reis – Joyce fê-lo em Ulisses, notou. Pamuk defendeu que os museus deviam fazer o mesmo. “Deixem de prestar atenção à nação e aos reis e dediquem-se aos pequenos detalhes das nossas vidas quotidianas. É por isso que defendo que precisamos de pequenos museus”, disse.
Nesta segunda edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, foi também atribuído um prémio especial de carreira ao historiador de arte José-Augusto França por ter “fomentado a tomada de consciência e o sentimento de orgulho relativamente à arte portuguesa, relacionando-a com a cultura europeia e mundial”. O júri distinguiu ainda o jornalista holandês Pieter Steinz com uma menção especial pela criação de uma enciclopédia de ícones culturais europeus.
 
(Fonte: Público)

Şeyla Benhabib e Orhan Pamuk discutem a liberdade em Lisboa

O 3º encontro Presente no Futuro , que decorre esta sexta-feira e sábado na Fundação Francisco Manuel dos Santos, trouxe a Lisboa o filósofo francês Gilles Lipovetsky, Michael Ignatieff, professor e escritor canadiano, o neozelandês Jeremy Waldron, professor universitário na Faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque, a turca Seyla Benhabib, professora de Ciência Política e Filosofia na Universidade de Yale, e o brasileiro Roberto Mangabeira Unger, teórico social e professor na Universidade de Harvard, que foi ministro de Assuntos Estratégicos do governo de Lula da Silva, entre 2007 e 2009.
Sábado, a partir das 10h30, o debate decorre em simultâneo nas três salas. Às 15h, o Nobel da literatura Orhan Pamuk fala sobre as "linhas com que se escreve a liberdade".
 Entre os oradores portugueses contam-se os filósofos Eduardo Lourenço e José Gil, o teólogo Frei Bento Domingues, a cientista Maria Mota, e as escritoras Dulce Maria Cardoso e Luísa Costa Gomes, entre muitos outros

(Fonte: Expresso)

domingo, 7 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Kuul Portugal": Um projecto bem português concebido por uma turca


"Kuul Portugal" é uma criação de Sabahat Özgüler Vorontsova, - uma turca que vive há vários anos em Portugal, mais concretamente em Viana do Castelo, - com a colaboração e aconselhamento artístico da designer Ana Rita Pires. Conta ainda com a colaboraçao de artesãs, como Juliana Pinto Carvalho e Maria Jesus Baptista. "Juntos, pretendemos reciclar, reutilizar e reinventar os símbolos da portugalidade, deslocando o imaginário para novos espaços da nossa memória colectiva fazendo com que estas pequenas grandes obras despertem diferentes emoções em cada consumidor."
 
As sardinhas, galos, santos populares, entre muitas outras peças todas elas feitas com tecido e papel, estão à venda em lojas do Porto e Viana do Castelo e em feiras de artesanato, como foi o caso da Feira de Artesanato da Romaria da Senhora da Agonia deste ano.
 
Para mais informações visite a página Kuul Portugal.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa" do artista turco Devrim Erbil no Palácio Nacional da Ajuda

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa"
1 de Julho a 31 de Julho

 
 
Devrim Erbil realizou mais de trezentas exposições individuais na Turquia e os seus trabalhos estão representados em vários museus turcos e em colecções de museus internacionais. Representou a Turquia na Bienal de Veneza, na Bienal de São Paulo entre outras.
A exposição é organizada pela Embaixada da República da Turquia e pelo Palácio Nacional da Ajuda.
 
“Istambul é a costa leste, enquanto Lisboa é a costa oeste da Europa.
Ambas as cidades têm muitas características comums em termos de estruturas históricas, culturais e urbanas.
Elas são, em muitos aspectos, como gémeas.
Enquanto Istambul é banhada pelas cores da luz de leste, Lisboa, conhecida pela sua luz, abre-se ainda mais para Ocidente e torna-se o transportador de uma palete de cores iluminadas.
O nome da minha exposição Almas Gémeas: Istambul e Lisboa é inspirado por essa afinidade.
O vermelho da bandeira verde e vermelha Portuguesa é o tom comum das bandeiras dos dois países.
Existe uma regra de ouro na harmonia das cores: as cores contrastantes também se complementam.
Tentei retratar Istambul e Lisboa através do prisma da polaridade verde e vermelha como no dilema preto e branco...
Assim o amor e a paz entre os dois países podem ter uma raiz mais profunda e assim a arte pode contribuir para a paz”.
 
Devrim Erbil
 
(Fonte: Palácio Nacional da Ajuda)

sábado, 19 de julho de 2014

Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo

Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, e partilhará o palco com com Kayhan Kalhor, músico iraniano. 
 


(Fonte: Diário de Notícias)