sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Orhan Pamuk recebeu prémio em Lisboa


Na sua primeira visita oficial a Portugal, para receber um prémio que reconhece o seu contributo para o património cultural europeu, o Nobel da Literatura deixou um recado: “A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”
 
O escritor turco Orhan Pamuk defendeu esta sexta-feira em Lisboa que “a Europa precisa de ter uma discussão séria sobre os seus valores fundamentais”.
O Nobel da Literatura de 2006, autor de uma obra literária sobre a procura de uma identidade turca, dividida entre o Ocidente e o Oriente, entre modernidade europeia e tradição muçulmana, recebeu esta noite o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural na Fundação Calouste Gulbenkian, com um discurso em que prestou tributo à tradição cultural europeia, mas que terminou com uma nota crítica.
“A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”, disse o escritor, na sua primeira visita oficial a Portugal. “E temos de ter uma discussão séria sobre esses valores fundamentais.”
Pareceu claro que era um recado para a Europa – não por acaso, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, estava presente na primeira fila – embora Pamuk não tenha especificado o que queria dizer com isso, talvez para não correr o risco de soar pouco diplomático. Mas o que Pamuk quis dizer terá talvez a ver com o que respondeu numa entrevista em Dezembro do ano passado, quando um jornalista colombiano lhe perguntou se se sentia europeu. “Não sei. Não penso nesses termos. Em primeiro lugar, sinto-me turco. E um turco tanto se sente europeu como não europeu. Acredito numa Europa que não se baseia no cristianismo, mas no Renascimento, na modernidade, na ‘liberdade, igualdade, fraternidade’. Essa é a minha Europa. Acredito nessas coisas e quero fazer parte delas. Mas se a Europa é a civilização cristã, lamento: nós, turcos, não queremos entrar.”
No debate sobre a hipotética entrada da Turquia na União Europeia, Pamuk – um turco cosmopolita e laico que se autodefine como um “muçulmano, mas apenas no sentido cultural” – emergiu como um intérprete do diálogo entre civilizações. Daniel Cohn-Bendit disse que foi Pamuk quem o ajudou a “perceber a importância de a Turquia aderir à União Europeia”. Até mesmo o ex-Presidente americano George Bush se referiu à obra do escritor como “uma ponte entre culturas”, notando que ela mostra como “pessoas noutros continentes e civilizações” são “exactamente como nós”.

Em defesa das pessoas normais
Atribuído pela primeira vez no ano passado ao escritor italiano Claudio Magris, cuja obra é notória pela sua deambulação cultural (como a de Pamuk), o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, no valor de dez mil euros, é uma iniciativa da organização europeia de defesa do património Europa Nostra em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa, com o objectivo de distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, tenha contribuído para a divulgação, defesa e promoção do património cultural e dos ideais europeus.
O presidente do Centro Nacional de Cultura e membro do júri, Guilherme de Oliveira Martins, notou que a atribuição do prémio a Pamuk teve em conta “o cidadão apaixonado pela defesa do património cultural, mais do que o grande romancista”, embora o seu discurso tenha sido dominado por referências e citações constantes do último romance do escritor, O Museu da Inocência (ed. Presença), publicado em 2008.
Pamuk confessou-se “lisonjeado e honrado” pela atribuição do prémio, que lhe foi entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Falando em inglês, o escritor lembrou como concebeu um romance e um museu ao mesmo tempo, referindo-se a O Museu da Inocência, ficção sobre um homem que colecciona todos os objectos tocados pela mulher que amou e que perdeu e ao edifício com o mesmo nome que abriu em Istambul, a cidade onde nasceu e onde vive, com objectos que foi juntando para o processo de escrita do livro e que é hoje, também, um museu sobre a vida quotidiana da classe média turca na segunda metade do século XX.
“Os verdadeiros romances centram-se em pessoas normais, no seu dia-a-dia”, disse. Com a entrada na modernidade, a literatura deixou de se interessar pelos reis e poderosos para se ocupar da história de pessoas simples, como se fossem reis – Joyce fê-lo em Ulisses, notou. Pamuk defendeu que os museus deviam fazer o mesmo. “Deixem de prestar atenção à nação e aos reis e dediquem-se aos pequenos detalhes das nossas vidas quotidianas. É por isso que defendo que precisamos de pequenos museus”, disse.
Nesta segunda edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, foi também atribuído um prémio especial de carreira ao historiador de arte José-Augusto França por ter “fomentado a tomada de consciência e o sentimento de orgulho relativamente à arte portuguesa, relacionando-a com a cultura europeia e mundial”. O júri distinguiu ainda o jornalista holandês Pieter Steinz com uma menção especial pela criação de uma enciclopédia de ícones culturais europeus.
 
(Fonte: Público)

Seyla Benhabib e Orhan Pamuk discutem a liberdade em Lisboa

O 3º encontro Presente no Futuro , que decorre esta sexta-feira e sábado na Fundação Francisco Manuel dos Santos, trouxe a Lisboa o filósofo francês Gilles Lipovetsky, Michael Ignatieff, professor e escritor canadiano, o neozelandês Jeremy Waldron, professor universitário na Faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque, a turca Seyla Benhabib, professora de Ciência Política e Filosofia na Universidade de Yale, e o brasileiro Roberto Mangabeira Unger, teórico social e professor na Universidade de Harvard, que foi ministro de Assuntos Estratégicos do governo de Lula da Silva, entre 2007 e 2009.
Sábado, a partir das 10h30, o debate decorre em simultâneo nas três salas. Às 15h, o Nobel da literatura Orhan Pamuk fala sobre as "linhas com que se escreve a liberdade".
 Entre os oradores portugueses contam-se os filósofos Eduardo Lourenço e José Gil, o teólogo Frei Bento Domingues, a cientista Maria Mota, e as escritoras Dulce Maria Cardoso e Luísa Costa Gomes, entre muitos outros

(Fonte: Expresso)

domingo, 7 de Setembro de 2014

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

"Kuul Portugal": Um projecto bem português concebido por uma turca


"Kuul Portugal" é uma criação de Sabahat Özgüler Vorontsova, - uma turca que vive há vários anos em Portugal, mais concretamente em Viana do Castelo, - com a colaboração e aconselhamento artístico da designer Ana Rita Pires. Conta ainda com a colaboraçao de artesãs, como Juliana Pinto Carvalho e Maria Jesus Baptista. "Juntos, pretendemos reciclar, reutilizar e reinventar os símbolos da portugalidade, deslocando o imaginário para novos espaços da nossa memória colectiva fazendo com que estas pequenas grandes obras despertem diferentes emoções em cada consumidor."
 
As sardinhas, galos, santos populares, entre muitas outras peças todas elas feitas com tecido e papel, estão à venda em lojas do Porto e Viana do Castelo e em feiras de artesanato, como foi o caso da Feira de Artesanato da Romaria da Senhora da Agonia deste ano.
 
Para mais informações visite a página Kuul Portugal.

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa" do artista turco Devrim Erbil no Palácio Nacional da Ajuda

Exposição "Almas Gémeas: Istambul e Lisboa"
1 de Julho a 31 de Julho

Devrim Erbil realizou mais de trezentas exposições individuais na Turquia e os seus trabalhos estão representados em vários museus turcos e em colecções de museus internacionais. Representou a Turquia na Bienal de Veneza, na Bienal de São Paulo entre outras.
A exposição é organizada pela Embaixada da República da Turquia e pelo Palácio Nacional da Ajuda.
 
“Istambul é a costa leste, enquanto Lisboa é a costa oeste da Europa.
Ambas as cidades têm muitas características comums em termos de estruturas históricas, culturais e urbanas.
Elas são, em muitos aspectos, como gémeas.
Enquanto Istambul é banhada pelas cores da luz de leste, Lisboa, conhecida pela sua luz, abre-se ainda mais para Ocidente e torna-se o transportador de uma palete de cores iluminadas.
O nome da minha exposição Almas Gémeas: Istambul e Lisboa é inspirado por essa afinidade.
O vermelho da bandeira verde e vermelha Portuguesa é o tom comum das bandeiras dos dois países.
Existe uma regra de ouro na harmonia das cores: as cores contrastantes também se complementam.
Tentei retratar Istambul e Lisboa através do prisma da polaridade verde e vermelha como no dilema preto e branco...
Assim o amor e a paz entre os dois países podem ter uma raiz mais profunda e assim a arte pode contribuir para a paz”.
 
Devrim Erbil
 
(Fonte: Palácio Nacional da Ajuda)

sábado, 19 de Julho de 2014

Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo

Erdal Erzincan actua hoje no Festival Músicas do Mundo, em Porto Covo, e partilhará o palco com com Kayhan Kalhor, músico iraniano. 
 


(Fonte: Diário de Notícias)

Turquia no Festival Internacional de Folclore de Alcanena

A vigésima sétima edição do Festival Internacional de Folclore irá realizar-se em Alcanena, no próximo dia 24 de Julho a partir das 21 horas, na Praça 8 de Maio. O certame tem actuações previstas de dos ranchos folclóricos de Gouxaria, Bombarral, Covão do Coelho e a actuação do grupo do Jogo do Pau do Espinheiro. Além disso, actuarão grupos oriundos da Índia, Turquia e Uruguai.

O evento terá início com um desfile dos grupos participantes, que partirá da Escola Secundária de Alcanena até à sua recepção junto ao edifício da Câmara Municipal, onde posteriormente irão actuar.

Esta iniciativa, integrada nas comemorações do centenário do concelho, é promovida pela Câmara Municipal de Alcanena e tem entrada livre.
 
(Fonte: O Mirante)

Turquia em Barcelos no Festival de Folclore Rio

O Festival de Folclore Rio, promovido pelo Grupo Folclórico de Barcelinhos, volta a maravilhar Barcelos pelo 34.º ano consecutivo. Nesta edição participam nove grupos: o Grupo anfitrião, um grupo do Equador (Coniburo Cultural), Argentina (Comp. Argentina de Arte Folklorico), Espanha (L’Enguedeyu), França (Le Quadrille Occitan), Itália (Sbandieratori Ducato Caetani), Rússia (Folk Russian Comp. Kamushka), Turquia (Hay-Fem) e África do Sul (Asibuye Emasisweni Taxido).
Com esta selecção, o Festival do Rio faz aumentar para perto de 80 o número de países que já participaram nas suas 34 edições, destacando-se, este ano, a estreia da Argentina, Equador e África do Sul.

O Festival de Folclore Rio é dos mais importantes entre os nove que se realizam em Portugal no âmbito do CIOFF (Conselho Internacional de Organização de Festivais de Folclore e Artes Tradicionais), organismo internacional que supervisiona a qualidade deste e de outros festivais.
Cativar o interesse de grupos folclóricos de qualidade em todo o mundo para participar neste Festival é, aliás, a principal preocupação da organização, que vê neste evento um momento importante de enriquecimento cultural, quer dos grupos forasteiros, quer da população em geral.

De facto, o espectáculo de gala (dia 2 de Agosto) que se realiza no palco montado na margem esquerda do Cávado, em Barcelinhos, junto à Ponte Medieval, e as actuações dos grupos nas suas digressões durante quase duas semanas permitem um intercâmbio cultural único, que é já uma marca deste Festival.

Na apresentação desta edição, Rodrigo Amaral, presidente da direcção do Grupo, salientou a vertente cultural e a presença de milhares de pessoas que habitualmente assistem ao espectáculo de gala e tal, como o director do Festival, Paulo Lopes, consideram decisivo o apoio da câmara municipal para a concretização deste grande evento folclórico.

Paulo Lopes diz que os grupos estrangeiros levam de Barcelos “uma boa imagem” e consideram que o Festival de Barcelinhos é dos melhores a nível internacional, graças não só ao acompanhamento e condições que o Grupo de Barcelinhos lhes dá, mas também pelo local onde se realiza o espectáculo de gala: a envolvente natural do rio Cávado e a envolvente do património histórico de Barcelos e de Barcelinhos.

A vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Elisa Braga, afirmou que o apoio do município a esta iniciativa é uma honra, destacando o esforço do Grupo de Barcelinhos em realizar todos os anos um evento cultural desta dimensão e beleza. Elisa Braga referiu-se ainda à importância do intercâmbio cultural proporcionado pelos grupos e pelo contacto com a população.

Para José Peixoto, presidente da junta de Barcelinhos, o Grupo Folclórico de Barcelinhos é um verdadeiro embaixador da freguesia, da cidade e do concelho de Barcelos, graças ao trabalho empenhado da associação.
 
(Fonte: Correio do Minho)

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Aguarelas da Turquia em Torres Vedras

Uma “onda” de actividades está a percorrer a zona de Santa Cruz por meio do programa Onda de Verão. 
No âmbito deste programa, que é organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras, está prevista, até 10 de Agosto, Mostra de aguarelas do 6.º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz | Espaço Aguarela (antigo Posto de Turismo de Santa Cruz, situado na Rua António Fig. Rêgo)
Exposição de alguns dos trabalhos realizados no âmbito do 6.º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz. Na mesma podem ser apreciadas aguarelas de Bénédicte Stef-Frisbey (França), Marie Paule Dupuis (Bélgica), Laurie Bréda (França), Paulo Marques (Portugal), Catherine De Rick (Bélgica), Mustapha Ben Lahmar (Marrocos), Ahmet Ogras (Turquia), Zenoviy Klymco (Ucrânia), Juan Valdini (Espanha), Salvador Ortz (Espanha), João André (Portugal), Eugen Gorean (Moldávia) e Maria Ermelinda Sousa Lopes (Portugal).

(Fonte: Local.pt)