Orhan Pamuk: "A Casa do Silêncio"

"A Casa do Silêncio" (Sessiz Ev, 1983) é o primeiro romance de Orhan Pamuk traduzido no Ocidente. A sua versão portuguesa foi agora editada em Portugal pela Editorial Presença.

Sinopse: Numa pequena cidade portuária do norte da Turquia, convertida em estância turística à ocidental, existe uma casa meio arruinada onde vivem Fatma, uma viúva nonagenária, e Recep, o anão que cuida dela. Todos os anos, no Verão, a idosa recebe os netos vindos de Istambul, três personalidades completamente distintas. A história decorre num ambiente de grande agitação política, cuja conflitualidade se reflecte nas experiências dos jovens, enquanto Fatma, refugiada nas suas recordações, nos permite articular passado e presente.

Filme turco venceu a Concha de Ouro em San Sebastián


O filme turco "Pandora's Box" ("Pandora'nın Kutusu"), da realizadora turca Yeşim Ustaoğlu, venceu hoje a Concha de Ouro de melhor filme no 56.º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. A veterana actriz francesa Tsilla Chelton, ganhou a Concha de Prata para melhor actriz no mesmo filme.

Pandora's Box /Pandora'nın Kutusu (2008); Realização: Yeşim Ustaoğlu; Argumento: Yeşim Ustaoğlu, Selma Kaygusuz; Elenco: Tsilla Chelton, Derya Alabora, Onur Unsal, Övül Avkiran, Osman Sonant.

Hoje é Kandil: "Kadir Gecesi"

Hoje celebra-se uma das cinco noites sagradas do calendário muçulmano designadas Kandil, que significa vela. Chamam-se assim porque as mesquitas apresentam-se iluminadas durante estas noites especiais em que os Muçulmanos fazem orações e cantam o Mevlit, um poema escrito para celebrar o nascimento do profeta Maomé.
Hoje celebra-se concretamente a Kadir Gecesi, que marca a primeira aparição do Corão ao profeta Maomé.
Quem caminha pelas ruas de qualquer cidade, vila, ou aldeia turca vai aperceber-se facilmente dos dias em que se celebra o Kandil, uma vez que vendedores ambulantes e pastelarias vendem as roscas do kandil (Kandil Simidi), uma rosca geralmente coberta com sementes de sésamo.

Mais sobre o Kandil aqui.

"Saturno Contro" de Ferzan Özpetek é exibido hoje no Cinema São Jorge

Dez anos após a sua estreia como realizador em "Il Bagno Turco", e cinco longas-metragens depois, o cineasta italiano de origem turca Ferzan Özpetek surge com Saturno Contro (passa hoje, às 22.00, na sala 1 do Cinema São Jorge, no âmbito do Queer Lisboa), filme com um título pleno de ressonâncias astrológicas. Um título que, porém, mesmo para quem domine o seu significado esotérico, não deixa de ser algo obscuro e difícil de justificar à luz do que se passa com as personagens do filme. Mas talvez baste dizer que se trata de um termo astrológico que designa tempos de grande perturbação e convulsão.

Saturno Contro é um filme essencialmente apostado em expor a teia de relações que se vai tecendo entre diversas personagens, e a forma como um acontecimento trágico abala, transforma e porventura robustece tais ligações. O círculo de amigos abre-se com Lorenzo (Luca Argentero), que andará pelos 30 anos e é namorado de Davide (Pierfrancesco Favino), escritor e mais velho que este uma década. Lorenzo é avesso a mudanças e gostaria de eternizar a felicidade presente, mas talvez Saturno venha alterar-lhe os planos. Roberta (Ambra Angiolini), amiga de Lorenzo, é que teria uma palavra a dizer sobre tal influência, pois está convencida de que a sua toxicodependência e falta de amor-próprio se explicam por um "mau horóscopo". No mundo de amigos (entre os quais encontramos os actores Stefano Accorsi e Margherita Buy) que os rodeiam, cruzam-se histórias de amor e infidelidade, de relações secretas e desejos. Contudo, o inesperado acontece quando Lorenzo sofre um derrame cerebral.

Melodrama intimista com um toque almodovariano (mas do lado mais "sóbrio" do cineasta espanhol) e óptimas interpretações dos actores, Saturno Contro é um filme centrado no poder salvífico, mas também na fragilidade das relações humanas (nas quais somos todos afinal pedras angulares uns dos outros), sendo nesse sentido um exemplo bem estruturado de um cinema essencialmente antropocentrado. Um cinema sobretudo interessado no factor humano de uma perspectiva eminentemente relacional, e não tanto em aduzir reflexões existenciais, as quais deixa humilde e despretensiosamente por conta dos espectadores que nelas queiram arriscar-se. No entanto, uma lição podemos tirar deste filme: somos todos conservadores do que nos faz felizes.

(Fonte: Diário de Notícias)

Museu de Pintura e Escultura de Ancara

O Museu de Pintura e Escultura de Ancara (Ankara Devlet Resim ve Heykel Müzesi) tem uma importante colecção de pintura do século XIX até aos nossos dias. As obras são de vários pintores turcos de renome, tais como: Eşref Üren, Arif Kaptan, Turan Erol, Devrim Erbil, Mustafa Pilevneli, Orhan Peker, Refik Epikman, Şefik Bursalı, Mehmet Özel, Osman Zeki Onal, Şeref Akdik, Hikmet Onat, Bedri Rahmi Eyuboğlu, entre outros.