sábado, 8 de novembro de 2014

Mariza em Ancara


Mariza actuou em Ancara pela primeira vez. Foi no dia 6 de Novembro, às 20.00 horas, na sala de concertos MEB Şura.
A sala esgotou e o público cantou e aplaudiu várias vezes de pé a "diva do fado". Mariza dirigiu-se em português aos portugueses presentes, e falou em inglês com a audiência maioritariamente turca, mas com outras nacionalidades também presentes.
O ponto mais alto foi quando cantou "gente da minha terra", ao mesmo tempo que cumprimentava com aperto de mão várias pessoas da audiência.
Seguiu para Istambul onde já actuou diversas vezes.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Livraria do Desassossego" em Ancara



Nos dias 25 e 26 de Outubro decorreu numa pequena livraria no centro de Ancara a iniciativa "Livraria do Desassossego".
O "Livro do Desassossego", traduzido para turco por Saadet Özen, ocupou todas as prateleiras da livraria "Nuhun Gemisi", que foi demasiado pequena para acolher os visitantes turcos e portugueses. A tradutora do livro para turco também esteve presente e falou sobre a obra e o desafio da sua tradução.
Obras de Pessoa em português, frases de Pessoa em turco e português e muita conversa em torno de Pessoa foram acompanhadas com vinho português.
 






sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Orhan Pamuk recebeu prémio em Lisboa


Na sua primeira visita oficial a Portugal, para receber um prémio que reconhece o seu contributo para o património cultural europeu, o Nobel da Literatura deixou um recado: “A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”
 
O escritor turco Orhan Pamuk defendeu esta sexta-feira em Lisboa que “a Europa precisa de ter uma discussão séria sobre os seus valores fundamentais”.
O Nobel da Literatura de 2006, autor de uma obra literária sobre a procura de uma identidade turca, dividida entre o Ocidente e o Oriente, entre modernidade europeia e tradição muçulmana, recebeu esta noite o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural na Fundação Calouste Gulbenkian, com um discurso em que prestou tributo à tradição cultural europeia, mas que terminou com uma nota crítica.
“A herança cultural europeia não se deve limitar à preservação dos seus monumentos, mas também à preservação dos seus valores fundamentais”, disse o escritor, na sua primeira visita oficial a Portugal. “E temos de ter uma discussão séria sobre esses valores fundamentais.”
Pareceu claro que era um recado para a Europa – não por acaso, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, estava presente na primeira fila – embora Pamuk não tenha especificado o que queria dizer com isso, talvez para não correr o risco de soar pouco diplomático. Mas o que Pamuk quis dizer terá talvez a ver com o que respondeu numa entrevista em Dezembro do ano passado, quando um jornalista colombiano lhe perguntou se se sentia europeu. “Não sei. Não penso nesses termos. Em primeiro lugar, sinto-me turco. E um turco tanto se sente europeu como não europeu. Acredito numa Europa que não se baseia no cristianismo, mas no Renascimento, na modernidade, na ‘liberdade, igualdade, fraternidade’. Essa é a minha Europa. Acredito nessas coisas e quero fazer parte delas. Mas se a Europa é a civilização cristã, lamento: nós, turcos, não queremos entrar.”
No debate sobre a hipotética entrada da Turquia na União Europeia, Pamuk – um turco cosmopolita e laico que se autodefine como um “muçulmano, mas apenas no sentido cultural” – emergiu como um intérprete do diálogo entre civilizações. Daniel Cohn-Bendit disse que foi Pamuk quem o ajudou a “perceber a importância de a Turquia aderir à União Europeia”. Até mesmo o ex-Presidente americano George Bush se referiu à obra do escritor como “uma ponte entre culturas”, notando que ela mostra como “pessoas noutros continentes e civilizações” são “exactamente como nós”.

Em defesa das pessoas normais
Atribuído pela primeira vez no ano passado ao escritor italiano Claudio Magris, cuja obra é notória pela sua deambulação cultural (como a de Pamuk), o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, no valor de dez mil euros, é uma iniciativa da organização europeia de defesa do património Europa Nostra em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Clube Português de Imprensa, com o objectivo de distinguir um cidadão europeu que, ao longo da sua carreira, tenha contribuído para a divulgação, defesa e promoção do património cultural e dos ideais europeus.
O presidente do Centro Nacional de Cultura e membro do júri, Guilherme de Oliveira Martins, notou que a atribuição do prémio a Pamuk teve em conta “o cidadão apaixonado pela defesa do património cultural, mais do que o grande romancista”, embora o seu discurso tenha sido dominado por referências e citações constantes do último romance do escritor, O Museu da Inocência (ed. Presença), publicado em 2008.
Pamuk confessou-se “lisonjeado e honrado” pela atribuição do prémio, que lhe foi entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.
Falando em inglês, o escritor lembrou como concebeu um romance e um museu ao mesmo tempo, referindo-se a O Museu da Inocência, ficção sobre um homem que colecciona todos os objectos tocados pela mulher que amou e que perdeu e ao edifício com o mesmo nome que abriu em Istambul, a cidade onde nasceu e onde vive, com objectos que foi juntando para o processo de escrita do livro e que é hoje, também, um museu sobre a vida quotidiana da classe média turca na segunda metade do século XX.
“Os verdadeiros romances centram-se em pessoas normais, no seu dia-a-dia”, disse. Com a entrada na modernidade, a literatura deixou de se interessar pelos reis e poderosos para se ocupar da história de pessoas simples, como se fossem reis – Joyce fê-lo em Ulisses, notou. Pamuk defendeu que os museus deviam fazer o mesmo. “Deixem de prestar atenção à nação e aos reis e dediquem-se aos pequenos detalhes das nossas vidas quotidianas. É por isso que defendo que precisamos de pequenos museus”, disse.
Nesta segunda edição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, foi também atribuído um prémio especial de carreira ao historiador de arte José-Augusto França por ter “fomentado a tomada de consciência e o sentimento de orgulho relativamente à arte portuguesa, relacionando-a com a cultura europeia e mundial”. O júri distinguiu ainda o jornalista holandês Pieter Steinz com uma menção especial pela criação de uma enciclopédia de ícones culturais europeus.
 
(Fonte: Público)

Şeyla Benhabib e Orhan Pamuk discutem a liberdade em Lisboa

O 3º encontro Presente no Futuro , que decorre esta sexta-feira e sábado na Fundação Francisco Manuel dos Santos, trouxe a Lisboa o filósofo francês Gilles Lipovetsky, Michael Ignatieff, professor e escritor canadiano, o neozelandês Jeremy Waldron, professor universitário na Faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque, a turca Seyla Benhabib, professora de Ciência Política e Filosofia na Universidade de Yale, e o brasileiro Roberto Mangabeira Unger, teórico social e professor na Universidade de Harvard, que foi ministro de Assuntos Estratégicos do governo de Lula da Silva, entre 2007 e 2009.
Sábado, a partir das 10h30, o debate decorre em simultâneo nas três salas. Às 15h, o Nobel da literatura Orhan Pamuk fala sobre as "linhas com que se escreve a liberdade".
 Entre os oradores portugueses contam-se os filósofos Eduardo Lourenço e José Gil, o teólogo Frei Bento Domingues, a cientista Maria Mota, e as escritoras Dulce Maria Cardoso e Luísa Costa Gomes, entre muitos outros

(Fonte: Expresso)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Portugal representado em Istambul na reunião do Projecto "Discovering the Archaeologists of Europe 2014"

A direcção da Associação Profissional de Arqueólogos (APA) esteve representada pela arqueóloga Cidália Duarte na reunião do Projecto "Discovering the Archaeologists of Europe 2014" realizada em Istambul. O relatório português está pronto e será publicamente divulgado no dia 3 de Outubro. O relatório europeu, de síntese de dos resultados obtidos ao nível dos 21 países que integram o projecto, está a ser elaborado.

domingo, 21 de setembro de 2014

Sofia Beça no 8.º Simpósio de Terracota em Eskişehir


















Sofia Beça participou na 8.ª edição do Simpósio de Terracota em Eskişehir, que se realizou de 5 a 20 de Setembro. Este ano o simpósio teve como tema os 301 mineiros que perderam a vida em Soma em Maio deste ano.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Turquia venceu o I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática


A Turquia foi a vencedora do I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática que se realizou na Graciosa entre os dias 3 e 7 de Setembro. 

O Centro Cultural encheu para o ajuizamento público e entrega dos prémios do Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática, que trouxe à ilha Graciosa cerca de 60 pesssoas. 

Um júri internacional, composto por fotógrafos campeões mundiais  e dois dos fotógrafos subaquáticos mais conhecidos do Mundo, representaram no júri Portugal, Alemanha, Suíça, Turquia e Coreia. 

Escolhidas as dez melhores fotografias, na categoria de peixes venceu Michele Davino da Itália, em macro o vencedor foi Kerim Sabuncuoğlu, da Turquia, macro com tema Cenk Ceylanoğlu, da Turquia, em grande ângular Marc Larrea da Espanha e grande ângular, com Mergulhador, a melhor foto foi Yeray Dorta de Espanha. 

Somados os pontos dados a cada fotografo, pelas 10 melhores fotos eleitas em cada categoria, os grandes vencedores do I Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática foram, medalha de bronze para Stefano Gradi da Itália, medalha de prata para Michelle Davino, também de Itália e Medalha de ouro para Cenk Ceylanoğlu da Turquia

O fotógrafo turco estava muito satisfeito pelo título alcançado, num campeonato muito bem organizado, mas em que o mar esteve duro e por isso os mergulhos para fotografar foram exigentes. A organização tudo resolveu para que tudo corresse bem e por isso deixou o seu agradecimento. 

O campeão europeu destacou a grande qualidade de todas as fotos que estiveram a concurso e mostrou-se encantado com a beleza da nossa ilha, no meio do atlântico, deixando a certeza de cá voltar. 

Cenk não é fotógrafo profissional, faz isto como hobbie e diz que o título é fruto de um bom trabalho de equipa, com orientação do seu capitão. As fotos premiadas serão disponibilizadas online, mas Cenk espera que venham a ser publicadas. 

Pedro Costa da Agraprome fez um balanço muito positivo do campeonato, com o evento a correr como previsto, pois todos os percalços foram ultrapassados, conseguindo que tudo corresse bem. A satisfação dos participantes era um dos objectivos da Agraprome, que foi amplamente cumprido, bem como a projecção que a ilha obteve a nível nacional e internacional. 

(Fonte: Jornal da Ilha Graciosa)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Turquia no primeiro Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática

O primeiro Campeonato Europeu de Fotografia Subaquática CMAS vai realizar-se de 3 a 8 de Setembro, na ilha Graciosa, nos Açores e vai contar com a participação da Turquia.

A competição propriamente dita terá lugar nos dias 5 e 6, mas a Cerimónia de Entrega de Prémios será realizada no final do dia 7 de Setembro, no centro cultural da ilha depois da avaliação das fotografias por parte dos cinco elementos do júri: Lasse Gustavson (Suécia), Armando Ribeiro (Portugal), Byungdoo Lee (Coreia do Sul), Franco Banfi (Itália) e Orhan Aytur (Turquia).

Este primeiro Campeonato Europeu é disputado por 30 Atletas, dos quais 15 fotógrafos e 15 modelos, distribuídos por 9 países: Alemanha, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Holanda, Itália, Turquia e Portugal, o país organizador. Na competição vão ser utilizadas 9 embarcações para apoio a atletas e organização. Estão previstas 9 horas de mergulho, das quais 3 de preparação e 6 de prova, e cada mergulho tem a duração de 1 hora e 30 minutos, num total de 180 mergulhos previstos. Em cada um vai ser disponibilizada uma garrafa, de 12 litros de ar comprimido a 200 bar, por atleta, o que totaliza: 2.160 litros de ar comprimido utilizados no total dos mergulhos oficiais.

A Conféderation Mondiale des Activités Subaquatiques (CMAS) delegou na Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas (FPAS) a organização deste Campeonato Europeu que conta também, entre outras entidades locais, com a colaboração da AGRAPROME, importante parceiro na realização deste evento, que têm procurado proporcionar as condições técnicas e logísticas necessárias para uma competição deste tipo. 

 A prova é composta por 5 temas: peixes, grande angular, grande angular com mergulhador, macro, macro com tema (filo cnidária). A classificação é atribuída por categorias e classificação geral pela soma das 5 categorias. O local escolhido para este campeonato foi a ilha da Graciosa, pela sua beleza inigualável, pelas suas águas cristalinas, assim como pela experiência acumulada na realização de dois campeonatos nacionais, um campeonato regional e três open internacionais. 

Este evento desportivo internacional tem por principal objectivo aliar a prática desportiva ao desenvolvimento da economia e do turismo nacional, tendo em conta o número de instituições envolvidas directa ou indirectamente na organização, de participantes de diferentes nacionalidades e do público assistente. 

(Fonte: FPAS)