quarta-feira, 17 de março de 2010

Istambul no "Câmara Clara"

No passado Domingo (14) o programa Câmara Clara, exibido no canal 2 da RTP, foi dedicado a Istambul, no ano em que é a Capital Europeia da Cultura. Pode ver ou rever o programa aqui. Na RTP internacional, o mesmo programa será exibido hoje.

Cinema brasileiro no Festival Internacional de Cinema de Ancara

Bicho de Sete Cabeças

Está a decorrer, desde 11 e até 21 de Março, a 21.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Ancara. Este ano o país convidado é o Brasil, com sete filmes em exibição: Bicho de Sete Cabeças (2001) de Laís Bodanzky, Estamira (2004) de Marcos Prado, "Cinema, Aspirinas e Urubus" (2005), de Marcelo Gomes, "O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias" (2006) de Cao Hamburger, "Tropa de Elite (2007) de José Padilha, "Estômago" de Marcos Jorge e "Birdwatchers" (2008) de Marco Bechis.

Todos os filmes são exibidos no cinema Batı (Batı Sineması) - Kavaklıdere Mh. Atatürk Blv. 06540 - Çankaya, Ankara.

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Istambul, Uma Viagem Literária" no Clube Literário do Porto

KeKeÇa


Tugay Başar e Timuçin Gürer formam o grupo Kekeça, que pontualmente conta também com a participação de Nadire Gürhan. Tugay Başar e Timuçin Gürer trabalham juntos desde 2002 e as suas actuações têm por base a percussão corporal. Dão cursos, workshops e promovem diversas actividades apoiadas nesse conceito. Nos seus espectáculos, criam música e ritmos com a participação do público, mas também actuam a solo. Usam instrumentos de percussão juntamente com a percussão corporal. Têm um reportório variado que vai dos temas tradicionais turcos e otomanos a peças mais urbanas e contemporâneas.

Os Kekeça deram ontem dois espectáculos no Centro Cultural de Belém. Um deles foi especial para surdos.

Workshop de Dança Dervixe em Portimão



Workshop de dança dervixe no TEMPO (Teatro Municipal de Portimão), integrado no Festival "Cidades Invisíveis: Pontes de Istambul", pelo coreógrafo e bailarino Ziya Azazi.

É proposta aos participantes uma breve abordagem ao universo e à técnica da dança sufi.

Workshop de Dança Dervixe - de 15 a 17 de Março, das 19h00 às 21h00
Sala de Ensaios 2h00
máx. 25 participantes
Público-alvo: adultos com ou sem formação em dança
Preço: 30 euros (a inscrição no workshop dá direito a um bilhete para o espectáculo Dervixe de Ziya Azazi, no dia 18 de Março às 21h30)
Inscrições na bilheteira do TEMPO.

domingo, 14 de março de 2010

Festival "Cidades Invisíveis: Pontes de Istambul" em Portimão


O Festival Cidades Invisíveis: Pontes de Istambul começa Domingo, dia 14, às 21.30, com o concerto dos Istanbul Oriental Ensemble, no Teatro Municipal de Portimão (Tempo), e prolonga-se até 27 de Março no mesmo local. Inclui eventos organizados em parceria com o Centro Cultural de Belém (CCB), que durante todo o mês de Março tem uma agenda cultural dedicada a Istambul, no âmbito do Festival Pontes para Istambul.
A programação pretende ir ao encontro de Istambul, da sua música tradicional e contemporânea, da sua dança, teatro, cinema, artes plásticas e literatura.
O evento insere-se nas comemorações do 150.º aniversário de Manuel Teixeira Gomes, escritor e político portimonense que terá passado por Istambul durante as suas viagens.
Na área da música, ocupa lugar de destaque o grupo Istanbul Oriental Ensemble e os seus ritmos tradicionais ciganos com um toque de jazz. No cinema, salienta-se o documentário produzido em exclusivo para a RTP (e já exibido na RTP2 a 17 de Fevereiro): Turquia – Vizinhos: O Outro Lado da Europa, da autoria de João Romão, Vico Ughetto e Maral Jefroudi. Vico Ughetto apresentará o documentário, no dia 16, às 21.00.
Na área da dança, está programada a presença de Ziya Azazi, que vai, de 15 a 17 de Março, propor uma breve abordagem ao universo e à técnica da dança sufi em diversos workshops abertos ao público. No dia 18, o próprio vai apresentar "Dervish", um espectáculo dividido em dois solos, que reflecte a sua visão pessoal e artística da dança sufi e as influências da sua formação em dança clássica e contemporânea. Serão dois solos que transmitem o elevado estado de meditação e a apurada consciência física própria da dança tradicional sufi, na qual o círculo e o acto de rodopiar simbolizam a perfeição e a aspiração humana à plenitude e à paz.
Destaca-se ainda a Oficina de Contos e Construção de Marionetas "Conta-me um Turco", destinada a crianças entre os 3 e os 6 anos e suas famílias. Esta oficina é uma criação exclusiva de Manuela Pedroso e Susana Medeiros para este Festival, e que pretende dar a conhecer duas vertentes da cultura turca através dos contos de Hacivat e Karagöz (marionetas de teatro de sombras típicas da Turquia). Esta oficina realizar-se-á também para escolas, nos dias 15 e 16 de Março, já com lotação esgotada.

Dias 14/03 – 27/03 – Exposição de Litografias – Homenagem a Istambul, Sala de Exposições, Entrada Livre
Dia 14/03 – Istanbul Oriental Ensemble, Grande Auditório, 21.30, 10€
Dias 16/03, 17/03 e 19/03 – Ciclo de Cinema: Travelling Istanbul, Pequeno Auditório, 21.00, Entrada Livre
Dia 18/03 – Pontes de Istambul: Dervish (Dança), Grande Auditório, 21.30, 10€
Dia 19/03 – Homenagem a Istambul – Sema e Ensemble, Café Concerto, 23.00, Entrada Livre
Dia 20/03 – O Carteiro (música e poesia), Café Concerto, 22.00, Entrada Livre
Dia 27/03 – Comemorações do Dia Mundial do Teatro: Histanbul, Grande Auditório

Istambul: Um Olhar Português

Por João Romão, realizador do documentário "Turquia - Vizinhos: O Outro lado da Europa" in Barlavento

Istambul é uma cidade com um ritmo intenso: quase 14 milhões de pessoas em movimento por uma cidade imensa que se distribui por dois continentes, com grande peso da população jovem e enorme diversidade de origens, difícil de encontrar noutras geografias: além dos turistas das mais variadas proveniências, a população turca inclui as minorias grega, arménia ou curda.

São vários os “centros” desta metrópole cosmopolita mas a zona envolvente da Praça Taksım e da Rua Iskitlal (o bairro Beyoğlu) será a mais emblemática: muitas lojas (incluindo as marcas e cadeias de franchising de referência na Europa) e muitos cafés (para saborear chá ou café turco e fumar “narguilés”).

Muita vida ao ar livre, nas ruas e nas esplanadas.

A noite mostra-nos outra faceta desta vida intensa: os restaurantes abertos até muito tarde, as peixarias que continuam a vender peixe junto aos restaurantes de mehaney (uma refeição tradicional feita de tapas e peixe frito ou assado devidamente acompanhados a raki, o licor anisado típico da Turquia), os bares e discotecas que ocupam diferentes pisos e terraços dos edifícios, a diversidade musical em altos decibéis (da música tradicional à house-music ocidental, passando pelo pop e pelo rock que nos são familiares).

A população turca é bastante jovem e isso nota-se mais à noite, todas as noites, na convivência de homens e mulheres, animados pelas mesmas bebidas que encontraríamos em qualquer cidade europeia.

Istambul é também uma cidade com grande actividade turística, num país que está entre os dez maiores destinos de viagem no mundo, quer em termos de visitantes, quer de receitas.

As grandes cadeias hoteleiras marcam presença com modernos e altos edifícios com vista sobre o Bósforo, o estreito que liga o Mar do Norte ao Marmara (ligado, por sua vez, ao Mar Egeu) e que divide a cidade, separando a Europa da Ásia.

A zona da Mesquita Azul e do Museu de Hagia Sofia, onde também se encontram o Grande Bazar e o Bazar das Especiarias, é a mais procurada pelos turistas e aí se evidencia a diversidade dos visitantes do país: são pessoas de toda a Europa, incluindo a de Leste, do Médio Oriente, do Japão ou dos Estados Unidos, à procura do exotismo da antiga Constantinopla.

As deslocações não são difíceis: há linhas de metro, subterrâneo ou de superfície, táxis colectivos e outros tradicionais, com preços acessíveis. Fora destas zonas centrais, mas noutros bairros modernos da cidade, encontram-se os grandes centros comerciais, com ambientes e lojas semelhantes a quaisquer outros, mas com uma importante diferença: para entrar, é preciso passar pelo detector de metais.

A Turquia tornou-se o único país de maioria muçulmana a ter um Estado laico, quando Ataürk instituiu a República e separou os poderes: a religião submete-se ao controle do Estado e não tem peso na decisão política. Oitenta anos depois, está no poder o AKP, o partido turco com maior influência das normas islâmicas, mas essa influência não é particularmente evidente em Istambul, apesar dos cinco chamamentos diários para as orações que se podem ouvir a partir dos minaretes das mesquitas que se distribuem por toda a cidade.

Mas se em Istambul se respira liberdade e uma efervescente vida social e cultural (muitas galerias e museus, muita música, muitos cinemas, com grande produção nacional) nem todo o país será assim.

É o que me dizem os amigos e acabei por confirmar em Diyarbakır, na zona sudeste, perto da fronteira com o Iraque, na zona maioritariamente habitada por Curdos: aqui sim, quase todas as mulheres usam véus e o consumo de bebidas alcoólicas é muito reprimido (mesmo os estabelecimentos autorizados evitam a sua venda, para não chocar os hábitos tradicionais).

A Turquia também é feita destes contrastes.

Istanbul Oriental Ensemble em Portimão

Istanbul Oriental Ensemble


Depois da actuação de Sábado (13) no CCB, os Istanbul Oriental Ensemble deslocam-se até ao Tempo - Teatro Municipal de Portimão, para mais um concerto que terá lugar hoje (14) às 21.30 horas.

O espectáculo terá a duração de 70 minutos, sob a direcção do percussionista Burhan Öçal, que dividirá o palco com mais seis músicos.

O concerto insere-se no "Allgarve’10" e na 2.ª edição do Festival Cidades Invisíveis, numa parceria com o Centro Cultural de Belém.

sábado, 13 de março de 2010

Música turca no CCB com documentário e Istanbul Oriental Ensemble

O documentário de Fatih Akın "Cruzando a Ponte: O Som de Istambul (Crossing the Bridge: The Sound of Istanbul / İstanbul Hatirasi: Köprüyü Geçmek, 2005), vai ser exibido amanhã (13), às 17 horas, no Centro Cultural de Belém. Este documentário rende uma homenagem à cena musical turca: diversa, vibrante e inspiradora.

Mais tarde, às 21.00, actua o grupo Istanbul Oriental Ensemble, um dos grupos que melhor preserva o estilo da música tradicional cigana da Turquia.

ISTANBUL ORIENTAL ENSEMBLE
BURHAN ÖÇAL voz, percussão, percussão gesang
MEHMET ÇELİKSU kanun
YAŞAR ÇAKIRLAR clarinete
AHMET DEMİRKIRAN cümbüş e oud
İSMAİL PAPİŞ violino
ÜMİT ADAKALE percussão

Evento inserido no Festival Pontes para Istambul.