domingo, 14 de março de 2010

Istanbul Oriental Ensemble em Portimão

Istanbul Oriental Ensemble


Depois da actuação de Sábado (13) no CCB, os Istanbul Oriental Ensemble deslocam-se até ao Tempo - Teatro Municipal de Portimão, para mais um concerto que terá lugar hoje (14) às 21.30 horas.

O espectáculo terá a duração de 70 minutos, sob a direcção do percussionista Burhan Öçal, que dividirá o palco com mais seis músicos.

O concerto insere-se no "Allgarve’10" e na 2.ª edição do Festival Cidades Invisíveis, numa parceria com o Centro Cultural de Belém.

sábado, 13 de março de 2010

Música turca no CCB com documentário e Istanbul Oriental Ensemble

O documentário de Fatih Akın "Cruzando a Ponte: O Som de Istambul (Crossing the Bridge: The Sound of Istanbul / İstanbul Hatirasi: Köprüyü Geçmek, 2005), vai ser exibido amanhã (13), às 17 horas, no Centro Cultural de Belém. Este documentário rende uma homenagem à cena musical turca: diversa, vibrante e inspiradora.

Mais tarde, às 21.00, actua o grupo Istanbul Oriental Ensemble, um dos grupos que melhor preserva o estilo da música tradicional cigana da Turquia.

ISTANBUL ORIENTAL ENSEMBLE
BURHAN ÖÇAL voz, percussão, percussão gesang
MEHMET ÇELİKSU kanun
YAŞAR ÇAKIRLAR clarinete
AHMET DEMİRKIRAN cümbüş e oud
İSMAİL PAPİŞ violino
ÜMİT ADAKALE percussão

Evento inserido no Festival Pontes para Istambul.

Istambul: Uma Viagem Literária

Tiago Salazar, escritor e jornalista, vai dar uma palestra sobre "Istambul: Uma Viagem Literária", no Sábado (13), às 21.30, no Clube Literário do Porto, e no Domingo (14), às 17.00, na FNAC do Norte Shopping.


Capital Europeia da Cultura em 2010, Istambul - antiga Constantinopla - encarna o encontro entre o Ocidente e Oriente. Pelas palavras de Tiago Salazar e pelos passos de autores como Pamuk, Marco Polo ou Agatha Christie e fotografias de Pedro Loureiro, visitam-se alguns dos locais mais interessantes de Istambul. Da histórica Sultanahmet aos mais cosmopolitas bairros de Taksim, absorve-se a essência da cidade dividida entre a Ásia e a Europa.

Tiago Salazar é autor dos livros "Casa do Mundo" e "Viagens Sentimentais". Colabora em revistas de viagem como a "Volta ao Mundo" ou "Rotas & Destinos" e fez parte da equipa fundadora da "Blue Travel". Tem ainda colaboração eclética e dispersa por outras revistas e jornais, da "Grande Reportagem" ao "Jornal de Letras", passando pela "Magazine Artes". Fez guiões para televisão e foi assessor do gabinete de imprensa do Instituto Camões.

Pedro Loureiro estudou fotografia na MI 21/École des Arts et Métiers de l’Image, em Paris. Foi fotógrafo do jornal "Semanário" e "O Independente". Em 2002 foi co-fundador da Kameraphoto (agência de fotógrafos), e em 2005 da K Galeria (galeria de fotografia). Foi fotógrafo da revista "Grande Reportagem" e editor de fotografia da revista "NS" ("Notícias Sábado" entre 2006 e 2008). Publicou fotografias, reportagens e portfolios na "LER", "Elle", "DNA", "Volta ao Mundo", "Semanário Económico", "The Telegraph", "The On Sunday Telegraph", "Le Monde", "The Guardian", "National Geographic Magazine", "Le Point", "L’Express", "New York Times" e "Libération”, entre outros.

(Fonte: Nomad)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dia da Turquia na Universidade Nova de Lisboa


Dia 15 de Março, das 10.00 às 22.00, no Instituto de Línguas da Universidade Nova de Lisboa.

Actividades:

* A Esquina da Anatólia
* Exposição de cerâmicas de Kutahya
* Exposição de trajes típicos de oito províncias da Turquia
* Mostra de cinema turco
* Dança sufi
* A arte da caligrafia
* Pintura Ebru
* Oferta de um amuleto turco (nazar boncuğu) e de delícias turcas (lokum) aos visitantes da Esquina da Anatólia.

Turhan Selçuk (1922-2010)

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk, grande nome do cartoon turco, morreu ontem em Istambul aos 88 anos.

Em 1948 fundou uma associação de cartoon com Semih Balcioğlu e Ferit Öngören e trabalhou como cartoonista para as revistas Şaka, Akbaba, Tasvir e Aydede. No ano seguinte, passou a trabalhar no jornal Yeni İstanbul, para o qual realizou cartoons e escreveu uma série de artigos sobre a história do cartoon. A primeira exposição dos seus trabalhos aconteceu em 1951. Em 1952, ele e o seu irmão, İlhan Selçuk, começaram a publicação da revista 41Buçuk. Em 1953 publicou a revista Karikatür, seguindo-se em 1954, o seu primeiro livro. Nesse ano, passou a trabalhar para o jornal diário Milliyet como cartoonista principal. Em 1969 voltou ao jornal Yeni İstanbul, e depois passou para o diário Akşam no mesmo ano. Em 1972 começou a desenhar caricaturas políticas semanais para o jornal Cumhürriyet. Em 1992, uma exposição do seu trabalho percorreu várias cidades europeias.
Recebeu muitos prémios nacionais e internacionais pelos seus trabalhos, que estiveram patentes em museus de caricatura dos Estados Unidos, Canadá, Itália, Bulgária, Suiça e Polónia. Foi reconhecido com doutoramentos honoris causa pela Universidade de Sivas, em 1992, e pela Universidade Anadolu, em Eskişehir, em 1997.


Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Turhan Selçuk

Museu de Etnografia de Ancara (Ankara Etnografya Müzesi) V: A Sala Besim Atalay





























Besim Atalay (1882-1965) foi um cientista, escritor, investigador, professor, tradutor e deputado. Foi professor e director da Escola de Professores de Konya, Trabzon e Ancara, e director de Educação em Maraş, İçel e Niğde. Foi professor de língua persa na Faculdade de Letras, História e Geografia de Ancara entre 1937 e 1942. Sabia também língua árabe e línguas turcas antigas. Traduziu o Divanü Lugat-it-Türk e o Corão para Turco. Foi membro da Sociedade de Filologia. Escreveu romances, ensaios e livros sobre história e religião. Traduziu o Divanü Lugat-it-Türk e o Corão para Turco.
Doou os raros manuscritos que foi coleccionando à Biblioteca Nacional da Turquia e valiosos objectos de interesse etnográfico ao Museu de Etnografia de Ancara. A Sala Besim Atalay abriu ao público em 1963.

Leitura encenada de Nâzım Hikmet no CCB


O jovem actor e encenador André E. Teodósio apresenta uma leitura encenada de Gioconda e Si-Ya-U (Jokond ile Si-Ya-U, 1929) da autoria do grande poeta turco Nâzım Hikmet.
“No mesmo ano (1924) em que o jovem revolucionário Emi Siao é deportado de Paris, desaparece do Museu do Louvre a famosa Gioconda. Segundo o poema-manifesto de Nâzım Hikmet, ela terá partido para a China ao encontro do seu amor de “olhos amendoados”. É verdade: Gioconda liberta-se da passividade da cultura museológica e revela-se uma agitadora apaixonada.
Para estragar o suspense deste poema, que em cerca de trinta páginas nos confronta com as dialécticas poesia vs. política, fantasia surrealizante vs. fervor revolucionário, ficção vs. autobiografia, no fundo um poema onde permanentemente é questionada a real capacidade da arte na transformação social, vou revelar o final:
RELAXEM: O sorriso de Gioconda mantém-se. Não é o sorriso de quem contenta, mas de quem parte contente.
TREMAM: As mãos de Gioconda transformam-se. Já não são mãos manchadas de tinta, mas mãos manchadas de sangue.”
André E. Teodósio

Hoje, 12 de Março, às 21 horas, no Centro Cultural de Belém.

Evento inserido no Festival Pontes para Istambul.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Filme sobre Nâzım Hikmet no CCB


O filme de 2007 que retrata a vida do poeta turco Nâzım Hikmet, Mavi Gözlü Dev (O Gigante de Olhos Azuis), é exibido hoje no Centro Cultural de Belém às 21 horas.

Encontra mais detalhes sobre o filme e sobre Nâzım Hikmet aqui.

Evento inserido no Festival Pontes para Istambul.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Museu de Etnografia de Ancara (Ankara Etnografya Müzesi) IV: O Café e os Turcos








Aspecto de uma sala do Museu de Etnografia de Ancara denominada "O Café e os Turcos", onde são exibidos utensílios e recriados ambientes que retratam esse elemento tão importante da cultura turca.

A origem do café é em África e remonta pelo menos ao século XIII. No entanto, poderá remontar ao século IX, a um mosteiro do sul da Abissínia, no reino Kaffa da Etiópia. Difundiu-se depois para o Iémen e em seguida para Meca. A evidência mais credível do conhecimento do café e da sua utilização como bebida, é de meados do século XV, nos mosteiros sufi do Iémen. Os muçulmanos que se deslocavam a Meca em peregrinação, terão conhecido a bebida e levaram-na para os seus países. Em meados do século XVI já teria chegado ao Médio Oriente, Pérsia, Turquia e norte de África. Depois o café difundiu-se para a Itália e resto da Europa, Indonésia e América.
Os Turcos conheceram a bebida após a conquista do Egipto pelo sultão Selim I. A difusão da bebida e a abertura de casas de café no Império Otomano ocorreu durante o reinado de Solimão, o Magnífico, no século XVI.
A primeira casa de café abriu em Istambul, Tahtakale, em meados do século XVI. O café era também oferecido em privado aos convidados, nas casas de Istambul e da Anatólia.
Em 1511 o café foi proibido devido às suas propriedades estimulantes, pelos imames conservadores num tribunal teológico em Meca. Contudo, esta proibição foi retirada em 1524 por uma ordem do sultão Selim I, com o Grande Mufti Mehmet Ebussuud el-İmadi a emitir uma fatwa a autorizar o consumo de café.
O café foi introduzido na Europa ocidental através das trocas comerciais do porto de Veneza com países africanos e com a Ásia e leste da Europa. O café foi mais amplamente aceite na Europa após o papa Clemente VIII ter aceitado formalmente o seu consumo pelos Católicos em 1600. Em 1645 abria a primeira casa de café em Veneza.
A preparação do café no Império Otomano obedecia a alguns preceitos, para os quais eram necessários diversos utensílios. Os grãos de café primeiro eram tostados e depois eram arrefecidos. Eram depois moídos e armazenados em caixas prórias. Para a preparação do café eram utilizadas cafeteiras próprias, e em algumas regiões o café era feito em braseiros. O café era depois colocado em jarros ou bules, e depois servido em pequenos copos de porcelana colocados dentro de recipientes de metal que podiam ser feitos de ouro, prata ou cobre. Como a água acompanha sempre o café turco, também foi sempre dada atenção a esse aspecto mediante a utilização de recipientes, principalmente de vidro.
Ainda hoje se mantém na Turquia parte deste ritual de preparação e consumo do café, embora a fase da moagem seja mais simplificada. Continua a dar-se grande importância ao ritual do consumo do café, existindo uma grande oferta de utensílios inspirados e copiados daqueles utilizados durante o Império Otomano.