domingo, 21 de setembro de 2008

Na Galeria Zafer Çarşısı











Alguns dos trabalhos em exibição na Galeria Zafer Çarşısı Güzel Sanatlar. São trabalhos pintados por mulheres que frequentaram cursos de pintura promovidos pela Câmara Municipal de Ancara.

Ancara, Setembro 2008.

Dança e música sufi no Porto


O espectáculo de dança e música sufi é organizado pela Associação de Amizade Luso-turca e vai decorrer no próximo dia 27 de Setembro, às 21 horas, no anfiteatro da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto (Rua Dr. Manuel Pereira da Silva). A entrada é livre.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"Fire of Anatolia - Dança dos Sultões" em Portimão


Parte da história e das tradições da Turquia vão passar pelo Portimão Arena na noite da próxima sexta-feira, no grandioso espectáculo ‘Fire of Anatolia – Dança dos Sultões’.
Em palco vão estar, em muitos momentos em simultâneo, 68 bailarinos, no maior espectáculo de dança e música alguma vez produzido na Turquia e aplaudido em todo o Mundo por mais de oito milhões de espectadores de 60 países.
A Dança dos Sultões figura no livro dos recordes Guinness como a actuação de dança mais rápida do Mundo, com 241 passos por minuto.
A energia dos bailarinos, a exuberância dos trajes e a conjugação muitas vezes apoteótica entre os movimentos em palco e a música (dezenas de tambores em palco) tornam o espectáculo grandioso.
‘Fire of Anatolia – Dança dos Sultões’ bebe boa parte da sua inspiração na mitologia e na milenar cultura da Anatólia, sendo também por isso uma viagem às tradições da Turquia.
Os bilhetes para esta apresentação custam 12,50 euros e já estão à venda no Auditório Municipal de Portimão, entre as 14h00 e as 20h30, ficando também disponíveis na bilheteira do Portimão Arena no dia do espectáculo, a partir das 18h00.
No recinto do espectáculo haverá, mediante marcação prévia, serviço gratuito de acompanhamento para crianças entre os 3 e os 10 anos.

(Fonte: Correio da Manhã)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Fire of Anatolia" em Portimão e nos Açores


Três companhias da China, Turquia e Espanha sobem ao palco do Coliseu Micaelense de Ponta Delgada, entre Setembro e Novembro, para cinco espectáculos integrados num ciclo de "Danças do Mundo".
Segundo fonte do Coliseu Micaelense, a "Beijing Dance Academy", a "Fire of Anatolia" e a "Companhia Suite Espanhola" deslocam-se pela primeira vez aos Açores para realizarem este conjunto de espectáculos, integrados no ciclo "Danças do Mundo". O ciclo abre com a Academia de Dança de Pequim, "uma das mais importantes escolas de ensino superior artístico na China que se apresenta pela primeira vez em Portugal" a convite da Fundação Oriente, e que actua nos dias 26 e 27 de Setembro no Coliseu, referiu a fonte. A 3 e 4 de Outubro, a companhia turca "Fire of Anatolia" realiza o "Legendary Dance Show", espectáculo com dezenas de bailarinos e tambores, durante cerca de duas horas, "já consagrado no Livro Guiness dos Recordes Mundiais como a actuação de dança mais rápida do mundo, com 241 passos por minuto". O Coliseu adianta que a passagem pela Península Ibérica da companhia, no quadro da actual digressão mundial, constitui também o encerramento do ciclo de grandes espectáculos do "Portimão Arena" a 19 de Setembro, e integra o programa oficial da "Expo Zaragoza" em Espanha. O ciclo de "Danças do Mundo" encerra a 7 de Novembro com a "Companhia Suite Espanhola", que se desloca de Madrid para dar no Coliseu Micaelense um espectáculo com cerca de duas horas, com duas dezenas de bailarinos e músicos que apresentam as obras "Antologia Flamenca" na primeira parte e "Garcia Lorca Canta a la Petenera" na segunda.

(Fonte: Açoriano Oriental)

Os Portugueses Ram e Mar estão em Istambul


Gonçalo Ribeiro (Mar) e Miguel Caeiro (Ram), dois artistas de graffiti portugueses, estão em Istambul desde o dia 8 de Setembro a convite Eastpak para pintarem mochilas da marca.

O evento designa-se "Tag my Pak" e desenrola-se em diferentes locais:

8 de Setembro: Ayakkabı Dünyası Capacity

9 de Setembro: Ayakkabı Dünyası Nautilus

10 de Setembro: Bağdat Caddesi Sportworks

11 de Setembro: Akmerkez

12 de Setembro: İntersport Kanyon

13 de Setembro: Boyner İstinye Park

14 de Setembro: Boyner Şaşkınbakkal

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cinema turco no Festival de Veneza


O realizador Semih Kaplanoğlu está a construir uma trilogia sobre a vida de um poeta chamado Yusuf. Começou com "Egg" (2007), há-de haver "Honey", por agora temos "Milk" nesta caminhada em direcção à infância de uma personagem. Depois do Yusuf maduro do filme anterior, encontramos Yusuf rapaz: admissão à faculdade recusada, a publicar os seus poemas em obscuras revistas literárias, a viver com a mãe no campo, na Anatólia, onde o negócio do leite que os dois gerem vai mal.
Pode dizer-ser que é um filme sobre o "velho e o novo" na sociedade turca, sobre as contraditórias aspirações de quem é apanhado nas mudanças. O "leite" do título original permitirá aproximações psicanalíticas a esta história em que as personagens são uma mãe e um filho. Mas "Milk" não é um filme "sobre"... Progride por sinais, indícios, manifestações de uma metafísica secreta, secreta como a relação entre a mãe, que mantém um affair que desestabiliza Yusuf, e o filho que não sabe o que fazer aos laços que o prendem à infância.
Kaplanoğlu diz que a relação mãe-filho na sociedade tradicional turca é uma das razões por que os jovens turcos têm tanta dificuldade em fazer a transição mental da infância para a idade adulta.

"Süt" (Milk) de Semih Kaplanoğlu (Turquia, França Alemanha)
com Meli Selçuk, Başak Koklukaya, Serif Erol
Venezia 65 - Selecção Oficial - em competição

(Fonte: Público)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Turquia celebrou o Dia da Vitória (Zafer Bayramı)




O dia 30 de Agosto, feriado nacional na Turquia, marca o Dia da Vitória (Zafer Bayramı) sobre os Gregos em 1922, facto muito importante para a formação da República Turca em 1923.
Acrobacias aéreas e desfiles militares são os actos mais marcantes deste dia, e são presenciados ao mais alto nível pelo Exército e Governo, em Ancara, no centro cultural Atatürk (Atatürk Kültür Merkezi).

(Fotos: AFP)

domingo, 31 de agosto de 2008

Instituto Camões exibe filme de Fatih Akin em Angola

O filme do realizador germano-turco Fatih Akin intitulado “A esposa turca” foi exibido no dia 29 deste mês no Instituto Camões, em Luanda. Segundo uma nota da embaixada alemã em Angola, em parceria com a Fundação Ebert, a exibição visa partilhar com o povo angolano um dos filmes mais aclamados dos últimos tempos na Europa. O filme é vencedor de vários prémios, incluindo o Urso de Ouro de Berlim em 2004, o de academia do cinema europeu de 2005 e o Espanhol de Goya em 2005. A película descreve a história de uma jovem turca que se casou com um Turco na Alemanha para fugir da casa dos pais e das suas ideias conservadoras.

(Fonte: Jornal de Angola)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Uma estrada para o fim do mundo...



Há sempre uma estrada a trespassar a paisagem nos filmes de Orhan Eskiköy e Özgür Doğan, e onde ela acaba há-de ser um fim de mundo, remoto, inóspito, atolado em neve. É justo que comecem "on the road" os filmes desta dupla de realizadores, porque o sentido é de descoberta, pelo menos para o espectador: vista do atlas deles, a Turquia próspera e candidata à União Europeia que tem sobressaído nos últimos anos é que parece distante - nem sequer existe.
"Os nossos filmes tentam contar histórias invisíveis," diz Orhan Eskiköy, 28 anos, por "mail". Histórias do interior da Turquia, que os Turcos talvez preferissem não ver (o Governo, certamente, prefere). "Histórias sobre pessoas que não têm voz." Um filho pródigo regressa a casa depois de nove anos de prisão, um Romeu sunita e uma Julieta xiita, Babel linguística numa escola primária no fim da Turquia, histórias assim.
Dois filmes de Orhan Eskiköy e Özgür Doğan vão ser mostrados hoje e domingo no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, às 22h30, concluindo o ciclo de documentários organizado pela Apordoc/DocLisboa para o Festival CCB Fora de Si, onde a principal preocupação parece ter sido a de exibir cinematografias habitualmente ausentes das salas portuguesas - filmes do Uruguai, do Bangladesh e, agora, da Turquia. Na verdade, de Orhan Eskiköy e Özgür Doğan não se vão ver dois filmes, mas um filme e uma amostra, "Hayaller Birer Kırık Ayna" ("Each Dream is a Shattered Mirror"), e "İki Dil Bir Bavul" ("On the Way to School"), respectivamente o primeiro e o próximo títulos da filmografia dos realizadores.
Este último é sobre um professor turco que chega a uma aldeia para ensinar crianças que só falam Curdo: como vão comunicar? É uma amostra, dizia-se, mas convém não subestimá-la: são 15 minutos, mas de corpo inteiro. A figura solitária do professor recortada contra uma comunidade impenetrável, a silenciosa intimidade da câmara quando entra no interior das casas, a noção de tempo, o sopro burlesco (os momentos em que a impotência se transforma em comédia, como numa peça de teatro absurdo), anunciam um filme que vamos querer ver.
Não se sabe quase nada sobre Orhan Eskiköy e Özgür Doğan, para além da lista de festivais de cinema documental por onde os seus filmes têm passado. São ainda muito jovens, talvez lhes falte ainda o "breakthrough" (é agora, diz Eskiköy, vai ser com "On the Way to School"), mas chegam com boas recomendações: Nuri Bilge Ceylan, realizador de "Uzak" ("Longínquo") e "Climas", o único cineasta turco contemporâneo conhecido em Portugal, ofereceu-lhes parte de um prémio monetário que lhe foi atribuído no Festival de Cinema de Istambul em 2003. "Em 2002, Nuri Bilge Ceylan foi o único jurado de uma competição na Turquia. Ele não deu nenhum prémio ao nosso filme. Mas quatro ou cinco meses depois, durante a cerimónia de entrega de prémios no Festival de Cinema de Istambul, deu-nos parte do seu próprio prémio. Numa entrevista, disse que tinha visto o nosso filme outra vez, depois da competição, e que ficou muito impressionado. Ficámos muito surpreendidos mas nunca o chegámos a encontrar para lhe agradecer," explica Orhan Eskiköy.
Orhan e Özgür conheceram-se na faculdade, em Ancara. Özgür, um pouco mais velho, precisava de fazer um documentário para acabar o curso, Orhan, que estava no segundo ano de Relações Públicas, tinha umas ideias, e juntos fizeram o primeiro filme. "Decidimos contar a história do irmão de Özgür. Ele estava preso por causa das suas ideias políticas. Mas a sua libertação seria em breve." "Each Dream is a Shattered Mirror" (título pungente para um filme pungente: cada sonho é um espelho estilhaçado) é o primeiro documentário da dupla. Lá está a estrada e o fim do mundo: alguém se pôs a caminho, é aquele de que todos falam, pai, mãe e irmã. Até ele chegar, no último terço do filme, o seu caso é apresentado: Çoskun foi estudar para a cidade, mas foi preso por causa do seu activismo político, para vergonha do pai, aflição da mãe e hipotecando o futuro da irmã, que abdicou dos estudos para ficar com os pais. Nunca saberemos o que fez Çoskun para ser preso, a única coisa que diz é que isso aconteceu por ter expressado o seu pensamento. "Há um padrão que nos é imposto. Toda a gente é obrigada a obedecer. Quem se opõe é preso. Não são casos excepcionais, uma, duas, três pessoas. São milhares de pessoas," diz Çoskun no filme. Nunca a palavra "Curdo" é mencionada, é o drama da desintegração familiar que ocupa o primeiro plano, mas os realizadores têm-se mostrado sensíveis à causa curda em filmes posteriores.
Como é que os média lidam com a questão curda e qual a percepção que existe na sociedade turca? "É difícil responder," diz Orhan. "Não conhecemos a realidade. O Governo turco gastou 300 mil milhões de dólares nesta guerra em 30 anos. Podíamos ter construído a Turquia três vezes com esse dinheiro. O Governo mente, servindo-se dos média, e as pessoas acreditam. Há dez anos os Curdos queriam territórios. Mas agora querem direitos democráticos, como aprender a sua língua, serviços de saúde, investimentos económicos, etc..."
Todos os anos, o Governo turco destaca professores recém-licenciados para escolas de aldeias curdas. O Curdo é a língua oficialmente não reconhecida na Turquia, apesar de ser a língua-mãe do segundo maior grupo étnico do país (calcula-se que entre 10,6 e 15 milhões de Curdos vivam na Turquia, o equivalente a 20 por cento da população). Orhan e Özgür filmaram "On the Way to School" ao longo do último ano lectivo, numa aldeia junto à fronteira com a Síria, um fim de mundo. "O Governo limitou-se a pôr lá uma bandeira e esqueceu todas aquelas pessoas," diz Orhan.
Perguntamos-lhe como conseguem fazer filmes sobre temas críticos e escapar ilesos. "Não somos realizadores conhecidos, portanto ninguém deu por nós durante a rodagem. Mas depois de 'On the Way to School' vamos ser notados." Lembrem-se onde é que o viram primeiro.

(Fonte: Público)