quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

"O Génio de Leonardo" em Ancara


A maior exposição interactiva do mundo sobre as invenções de Leonardo da Vinci, “O Génio de Leonardo”, vai ter lugar em Ancara, depois do sucesso no Museu Rahmi M. Koç em Istambul.
“O Génio de Leonardo” retrata exemplares das invenções de Leonardo da Vinci em tamanho natural, totalmente funcionais e criados unicamente com os materiais e instrumentos disponíveis nos séculos XV-XVI.
A exposição mostra 40 réplicas de máquinas desenhadas por Leonardo da Vinci entre 1478 e 1513, executadas manualmente por um grupo de cientistas e artesãos e tendo por base as instruções de Leonardo da Vinci.
A exposição está dividida em cinco secções, quatro das quais relacionadas com os elementos terra, ar, fogo e água, que tanto fascinaram da Vinci. A quinta secção agrupa outros dispositivos mecânicos, como engrenagens e transmissões.
Com o patrocínio da empresa Arçelik A.Ş., esta exposição de réplicas de máquinas baseadas nos desenhos originais de Leonardo da Vinci, terá lugar de 24 de Fevereiro a 24 de Março na Universidade Técnica do Médio Oriente (ODTÜ), em Ancara.

Pianista Stephen Kovacevich em Istambul



O pianista Stephen Kovacevich, acompanhado pela Orquestra de Câmara Akbank, vai realizar dois concertos em Istambul, no Centro Cultural Caddebostan, hoje às 20.30 horas, e na sala de concertos CRR-Harbiye, amanhã às 20.00 horas.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

O Banho turco (hamam)


O banho turco foi inspirado nas termas romanas e bizantinas, aperfeiçoado pelos Seljúcidas e pelo Império Otomano e continuou até aos nossos dias.
Inicialmente o hamam estava anexado às mesquitas. Rapidamente evoluiu, e passou a ser muito mais do que unicamente um espaço onde os crentes podiam obedecer ao preceito islâmico da limpeza. Durante o Império Otomano passaram a ser construídos edifícios monumentais autónomos.
Tal como as termas romanas que o precederam, um hamam típico tem três recintos básicos e interligados: o sıcaklık ou hararet , que é a sala quente (caldarium); a sala tépida (tepidarium), que é a sala com temperatura intermédia; e o soğukluk, que é a sala fria (frigidarium). O sıcaklık tem geralmente uma cúpula pontuada por pequenas janelas que criam média luz. Tem também uma grande pedra de mármore no centro, chamada göbek taşı (pedra da barriga), onde as pessoas se deitam para receberem o vapor quente e para serem massajadas, esfoliadas e lavadas, e nichos com torneiras ou fontes ao longo das paredes. Para uma experiência ainda mais quente existe também uma sala pequena que funciona como sauna. A sala tépida tem a mesma função da sala quente, mas destina-se a quem não consegue ou não pode suportar as elevadas temperaturas da sala quente. O soğukluk será a fase de relaxamento após o banho e a massagem, onde se pode simplesmente descansar, beber uma bebida, dormir uma sesta.
Normalmente os hamam funcionam em exclusivo ou com horas distintas para homens ou mulheres. Nos hamam mais vocacionados para turistas poderá haver mistura de sexos.
O hamam estava intimamente ligado à vida quotidiana, um local onde ricos e pobres, novos e velhos, podiam ir livremente para conviver. As mulheres costumavam deslocar-se do harém para o hamam com um grande cerimonial, e eram acompanhadas por servas. As jovens raparigas aproveitavam para mostrar as toalhas que bordavam, enquanto que as mulheres mais velhas escolhiam as esposas para os seus filhos. Os homens também usavam o hamam, mas a horas diferentes. O banho turco sempre esteve também ligado a momentos importantes da vida, como a circuncisão, a ida para a tropa ou o casamento. Embora já não apresente tanta pompa e cerimonial como antigamente, muitos Turcos continuam a considerar o hamam parte inseparável das suas vidas.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Fátima Lopes abriu a 9.ª edição da Feira Internacional de Moda de Istambul


A Feira Internacional de Moda de Istambul está a decorrer desde o dia 8 de Fevereiro e termina hoje. Trata-se de um intercâmbio entre a ATP (Associação de Têxtil e Vestuário de Portugal) e a ITKIB, a sua congénere turca.
Estão presentes vários representantes turcos do sector, assim como o presidente da ATP, Paulo Nunes de Almeida.
Este evento de moda, marcado pela presença de Fátima Lopes, está a ser alvo de destaque na imprensa e nas cadeias de televisão turcas.


A título de curiosidade, Fátima Lopes é sempre referenciada pelos meios de comunicação turcos, como sendo portuguesa mas de origem marroquina. Fátima Lopes é Portuguesa e natural da ilha da Madeira.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Trabalhos de Erol Akyavaş em exibição em Ancara


Trabalhos de Erol Akyavaş (1932-1999), cujas pinturas fazem parte das colecções de prestigiados museus e galerias em todo o mundo, estão em exibição em Ancara até ao dia 21 de Fevereiro na Galeria de Arte Nev. A exibição intitula-se Mi'rajname, e mostra a capacidade de Erol Akyavaş de criar valores perdidos da arte tradicional turca.

Galeria Nev
Gezegen Sokak - Gaziosmanpaşa
Tel: (312) 437 93 90

domingo, 14 de janeiro de 2007

Chick Korea na Turquia


Chick Korea, um dos mais famosos pianistas e compositores de jazz, vai actuar em Istambul no dia 15 de Janeiro, na Sala de Espectáculos Lütfi Kırdar, e em Ancara, na Sala de Espectáculos MEB Şura, no dia 17 de Janeiro.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Lura em Istambul



No dia 13 de Janeiro, a cantora luso-cabo-verdiana Lura dá um concerto no İş Sanat Kültür Merkezi, em Istambul, às 20.00 horas. O preço dos bilhetes varia entre 20 -30 liras turcas.

İş Sanat Kültür Merkezi - İş Kuleleri, Kule 1 Kat:17, Levent - Istambul

domingo, 31 de dezembro de 2006

O Festival do Sacrifício (Kurban Bayramı) começa hoje


O Festival do Sacrifício (Kurban Bayramı) é celebrado dois meses e dez dias depois do Festival do Ramadão ou Festival do Açúcar (Ramazan/Şeker Bayramı), constituindo o feriado nacional mais longo da Turquia.
Trata-se da celebração do sacrifício de Abraão ao seu filho Ismael. De acordo com a crença muçulmana sacrificam-se animais, essencialmente borregos, mas também carneiros, vitelas e vacas. Segundo a tradição islâmica, todos os devotos que tenham possibilidades económicas deverão comprar um desses animais. Nos últimos anos, os muçulmanos começaram a fazer doações para instituições de caridade em vez de sacrificarem animais. No entanto, ainda é um hábito muito comum na Turquia, que pode acontecer mesmo à porta de casa, embora só seja permitido fazê-lo em locais próprios para o efeito. Os donos dos animais sacrificam-nos de acordo com tradições muçulmanas e com a assistência de um talhante, principalmente durante a manhã do primeiro dia do Kurban Bayramı. Ainda de acordo com as tradições muçulmanas, um terço da carne deve ser cozinhada de imediato em casa do dono do animal, outro terço da carne deve ser distribuída pelos pobres, e o último terço deve ser distribuído pelos vizinhos e familiares.
O Kurban Bayramı este ano acontece nos dias 31 de Dezembro de 2006, e nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro de 2007.
Nos últimos anos, os bayram foram perdendo o seu cariz religioso e passaram a ser mais uma oportunidade para férias. Isto significa que todo o tipo de meios de transporte e hotéis estão superlotados nesta altura, e são mais caros do que o habitual. No entanto, no seio das famílias mais conservadoras, os jovens continuam ainda a visitar os membros mais velhos da família, beijando-lhes a mão e levando-a à testa. Antigamente os mais velhos colocavam dinheiro dentro dos lenços, e davam às crianças que lhes beijavam as mãos. No entanto, no que diz respeito aos lenços, essa tradição está a desaparecer. Em algumas famílias, os membros da família encontram-se na casa do elemento mais velho, para celebrarem o bayram e almoçarem juntos. Lokum, chocolates, rebuçados, sarma, börek, entre outros, são oferecidos aos convidados nesses dias, para além do sempre presente chá turco.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

"A Vida Nova" de Orhan Pamuk


Até que ponto a leitura de um livro pode mudar uma vida? Este é o ponto de partida de "A Vida Nova", terceiro romance do escritor turco Orhan Pamuk agora editado em Portugal pela Presença. Realismo mágico, grotesco e ironia com a assinatura do Nobel de 2006.
Ao percorrer o conjunto de entrevistas, biografias e artigos publicados na imprensa internacional sobre o mais recente Nobel da Literatura há um detalhe que se destaca, se repete, e que, no percurso criativo do mais famoso dos escritores turcos, representa muito mais do que curiosidade: a vista da janela da sua penthouse sobre Istambul. A cidade-ponte entre Oriente e Ocidente é a grande personagem e a metáfora do universo literário de Orhan Pamuk.
Quem melhor resumiu essa janela e a sua simbologia foi Salman Rushdie. "A sala de trabalho do escritor Orhan Pamuk tem vista para o Bósforo, essa lendária faixa de água que, conforme o ponto de vista, separa ou une – ou talvez separe e una – os mundos da Europa e da Ásia. Não pode haver cenário mais apropriado para um escritor cujo trabalho faz praticamente o mesmo."
Da janela de Pamuk avista-se o mar de Mármara e o Corno de Oiro, o Palácio Topkapı, o Bósforo e a tal ponte que aproxima as duas margens (Este e Oeste), exactamente como faz o escritor nos seus livros ao cruzar nas mesmas páginas as duas culturas. Foi dessa janela que ele sempre viu o mundo, num edifício, a que chamam "Apartamentos Pamuk", uma construção da família. Cada um dos seus cinco pisos era habitado por familiares do Nobel. Foi lá que ele cresceu; é lá que ainda vive e é com essa vista que escreve e escreveu cada um dos seus romances, onde se destacam "Cidadela Branca" (1985); "O Jardim da Memória" (1990); "A Vida Nova" (1994); "O Meu Nome é Vermelho" (2000) e "Neve" (2004). A estes títulos, acresce Istambul: Memórias e Cidade (2005) e ainda sem edição em Português.
Após editar em Portugal os dois primeiros títulos, a "Presença" segue a ordem cronológica da obra de Pamuk e acaba de publicar "A Vida Nova" (traduzido do Francês por Filipe Guerra), um romance sobre a perseguição do amor e da beleza e que é, simultaneamente, uma viagem pela Turquia tradicional e moderna, retrato grotesco e mágico de um país em transformação.
Quando foi publicado, em 1994, "A Vida Nova" foi o maior "best-seller" de sempre naquele país (200 mil exemplares vendidos em poucos meses). Mas a popularidade de Orhan Pamuk só viria a ganhar uma dimensão internacional à altura muito tempo depois, em 2005, e não tanto graças à difusão da sua obra – traduzida em mais de 40 idiomas –, mas sobretudo devido a um "escândalo" político que o levou a tribunal acusado de insulto ao Estado turco.
Na génese mediática provocada pela ira ultranacionalista estiveram declarações de Pamuk ao jornal suíço "Tages Anzeiger". Numa entrevista publicada a 6 de Fevereiro de 2005, acusou a Turquia do genocídio arménio durante a Primeira Guerra. "Trinta mil e um milhão de Arménios foram mortos nas suas terras e ninguém além de mim se atreve a falar dlsso,” disse então. A frase, mas sobretudo a palavra "genocídio”, valeu-lhe a acusação pelo Ministério Público de "de ter depreciado notoriamente o espírito turco”, podendo incorrer numa pena de três anos de prisão. O nome de Orhan Pamuk saía do círculo fechado dos admiradores de literatura. Alvo de censura, “perseguido” num país que queria aderir à União Europeia e assinara a Convenção dos Direitos Humanos mas que aplicava uma lei contrária aos princípios internacionais –, como lembrava ainda Rushdie -, o escritor ganhou estatuto de personalidade internacional.
Pamuk não foi condenado. O julgamento seria anulado numa altura em que o seu nome já constava da lista de favoritos a vencer o Nobel da Literatura. Não ganhou em 2005, ganharia em 2006. Falou-se de um prémio político com mensagem óbvia em tempo de tensão entre os dois lados do Bósforo, o rio de Pamuk. Mas não se ouviram vozes a questionar o mérito literário do autor de "A Vida Nova" que, no dia em que ganhava o Nobel, voltava a sublinhar a que é a sua grande marca criativa: "A imagem do Oriente e do Ocidente em choque é uma das ideias mais perigosas dos últimos tempos." Disse ainda que o seu trabalho era "o melhor exemplo de quanto pode ser frutífero o intercâmbio de culturas.°

A introspecção de Osman
Escritor político? Ele diz-se apenas escritor, apesar da política estar em todas as suas obras. Mesmo quando se limita a descrever a melancolia de Istambul – onde nasceu há 54 anos –, nas páginas de "A Vida Nova". Essa melancolia – ou "hüzün" em Turco – está nos percursos citadinos do protagonista, narrador introspectivo que outro escritor, o norte-americano John Updike, comparou a Proust. O caminho que Pamuk narra é o de um jovem universitário de 22 anos, Osman, a quem morreu o pai e que vive com a mãe, mulher solitária que mata serões em frente à televisão. Ele? Leu um livro e a partir dessa leitura mudou a vida.
"Um dia li um livro e toda a minha vida mudou" São as primeiras palavras de "A Vida Nova". A editora transformou-as em "slogan" de campanha de promoção do romance e, em 1994, a frase correu as livrarias do país de Pamuk, o mesmo país que Osman percorreu após essa leitura obsessiva que mudou a sua visão do mundo.
"O meu universo de outrora rodeava-me por todos os lados, em todas as ruas: as montras das familiares mercearias, as luzes ainda acesas na padaria da Praça da Estação de Erenköy, as caixas diante do lugar da fruta e dos legumes, as carroças, a pastelaria "A Vida", os camiões desengonçados, os toldos e as caras sombrias e cansadas. Mas uma parte do meu coração – a parte em que trazia o livro, como quem dissimula um pecado - já sentia apenas indiferença por todas estas sombras que tremelicavam nas luzes nocturnas. Queria fugir de todas estas ruas familiares, da melancolia das árvores molhadas pela chuva, das letras néon que se reflectiam nos charcos de água do asfalto e dos passeios, das luzes do talho e da mercearia. Soprou um vento ligeiro, caíram gotas de água das árvores, ouvi um estrondo e decidi que o livro era um mistério que me estava destinado."

A perseguição e a história
Osman lê e relê esse livro-mistério, transcreve-o, transforma-o na sua razão de vida e por ele abandona todas as suas rotinas, deixa a universidade, sai de casa. E não esquece a rapariga que viu um dia a ler esse livro e o levou a imitá-la na leitura. Ela chama-se Canan é estudante de arquitectura, namorada de Mehmet, o primeiro dos três a ler o conteúdo desse volume que tem o poder de mudar a existência de quem o decifra. O mesmo Mehmet que Osman julga ver morrer assassinado e que Canan irá procurar por toda a parte. O mesmo Mehmet que disse a Canan: "Disse Mehmet a Canan:"... nas terras descobertas à luz do livro, rondavam sem parar a morte, o amor e o terror, sob o aspecto de personagens desesperadas, de pistola à cinta, semelhantes a fantasmas."
Osman ama Canan que ama Mehmet e quem ama chama ao amado "Anjo", assim, com maiúscula, ente mágico com uma carga quase sobrenatural atribuída por um livro que tem um poder de conversão que se assemelha ao religioso. Imperativo de mudança de vida, viagem interior paralela a uma outra, pelas estradas da Turquia, quase sempre de autocarro. É essa a janela a partir da qual Osman vê o mundo, as suas imagens, indo de cidade em cidade. Autocarros com um televisor "instalado por cima do assento do motorista", rodeados de naperons e a passar filmes americanos onde a cada beijo se faz silêncio em todos os bancos, "pouco importava o tipo de passageiros, podia tratar-se de camponeses carregados de cestas de ovos ou de funcionários com malas de executivo”. Osman segue sozinho ou ao lado de Canan, parceiros na busca dessa verdade, ladrões de vítimas de acidentes para sobreviver nessa caminhada. "Porque é que se pensa com palavras, mas se sofre por causa das imagens?", indagará.
Perseguem o amor e os segredos que o livro encerra, seguindo sem destino predeterminado por um país em transformação num tempo que podem ser os anos 70 ou 80 do século XX. Numa cidade do interior – Güdül – alguém discursa contra a América e os Americanos. "Quais são as suas intenções? Insultar tudo o que é sagrado aos olhos da nossa cidade, desde há séculos profundamente arreigado – com as suas mesquitas, os seus mescid e as suas festas religiosas – à nossa religião e ao profeta, aos cheques e ao monumento de Atatürk! Não, recusamo-nos a beber vinho, não, jamais podereis obrigar-nos a engolir Coca-Cola!" E tudo com uma enorme ironia que vai temperando o que no início ameaça ser um livro apenas com os ingredientes do realismo mágico.
Não é. Ao longo dos anos, os críticos foram-no comparando a Borges ou a Calvino. Pamuk é Pamuk. Escritor influenciado pela literatura europeia mas perfeitamente marcado pela cultura turca com todas as suas tradições mas tocado pela modernidade. Talvez seja mesmo esse o seu maior traço. Essa releitura actualizada da história a que pertence com a qual ganha uma dimensão universal."
Atente-se nas palavras de Osman a Canan: "... Como muitos rapazes da minha idade sabem, o apelo da noite, que serve como substituto do desejo sexual não satisfeito, consiste em um tipo lançar-se pela rua escura na companhia de dois ou três malandros sem esperança, para soltar urros desesperados, para invectivar os transeuntes, em confeccionar bombas destinadas a fazer ir as pessoas pelos ares [...] em perorar a propósito da conspiração internacional que nos condena a levar esta vida miserável. E acho que o palavreado deste género tem o nome de história.”
(A viagem de Osman é acima de tudo uma viagem no tempo numa descoberta pessoal. "O que é o tempo? Um acidente! O que é a vida? O tempo. O que é um acidente? Uma vida, uma vida nova!”. ”Estes pensamentos ocorrem-lhe no início dessa que se há-de revelar um longa jornada. Já próximo do fim dirá: "O que é a vida? Um lapso de tempo. O que é o tempo? Um acidente. O que é um acidente? Uma vida. Uma vida nova."

(Fonte: Diário de Notícias)